STF concede prisão domiciliar a empresário condenado na “lava jato”

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal concedeu nesta terça-feira (15/12) prisão domiciliar ao empresário Adir Assad, condenado por atuar como um dos operadores financeiros do esquema de desvio de recursos da Petrobras, investigado na operação “lava jato”. 

Com a decisão, Assad deverá cumprir prisão domiciliar integral, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte, comparecer quinzenalmente ao Judiciário e não manter contato com outros investigado, além de não voltar ao comando das empresas que operava.

O empresário foi preso na 10ª fase da “lava jato”, deflagrada em março, e, atualmente, cumpre prisão provisória no Complexo Médico-Penal do Paraná. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos oriundos da “lava jato” na primeira instância da Justiça Federal.

Por votos 4 votos a 1, os ministros seguiram voto do ministro Teori Zavascki, relator do pedido de liberdade. Teori entendeu que não há mais motivos para que o empresário continue preso, sendo que o investigado já foi denunciado e condenado. Acompanharam o relator os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, e o presidente da Turma, Dias Toffoli. A ministra Cármen Lúcia foi vencida. Com informações da Agência Brasil.

Professor Edson disse:
15 de dezembro de 2015 às 19:53

Mas será que teve algum acordo por debaixo dos panos?, bem, apenas uma duvida, jamais uma afirmação, mas no Brasil nunca se sabe, o interessante é que ficou preso antes de ser julgado, agora que foi julgado e condenado pode ser solto, é cada uma.

Professor Edson disse:
15 de dezembro de 2015 às 20:17

Esse argumento deveria parar de ser usado, se tem um país onde isso não funciona e não existe é aqui , esse argumento do ministro relator pra soltar esse acusado deveria servir pra soltar todos os presos da lava jato, as vezes até parece que estão jogando cara ou corou pra ver quem eles soltam ou quem fica preso, poderiam soltar todos com esse mesmo argumento derrubando a fundamentação da primeira instância, no resto chego a entender a quantidade de humoristas desse país, não poderia ser diferente, aqui tudo parece uma piada, prende antes de julgar e depois de julgado solta, tomará que essa noticia não corra o mundo, é muita vergonha pra esse país, não merecemos mais isso.

DeBuglia disse:
16 de dezembro de 2015 às 10:16

Como assim? Apesar de condenado, não precisa continuar preso? Ou fato de ser grande empresário implica em pré-requisito para continuar gozando das benesses e privilégios familiares auferidos pelos justos e honestos?!

RCWiseman disse:
17 de dezembro de 2015 às 01:02

Quem conhece o mercado está careca de saber que esse Assad, mais o Youssef, Nelma Kodama, Toninho Barcelona,
Angulo, Nelson Ribeiro, Freiburghaus, Chater, Trabulsi, Messr, Srur et caterva foram, são e sempre serão doleiros e não "empresários". Aparecem há séculos, juntamente com algumas famosas Corretoras de Valores do mercado, em todos os escândalos brasileiros. E, no fim, acabam sempre livres, leves e soltos. E a "fiscalização" do BACEN nunca sabe de nada. Nada como ter costas quentes. Doleiros, bicheiros, bingueiros, traficantes: todos EMPRESÁRIOS. E viva a "livre empresa"!

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