O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil divulgou o relatório completo que apurou os autores do atentado a bomba contra a sede da entidade no Rio de Janeiro, em 1980, que matou a secretária Lyda Monteiro. O documento é de autoria da Comissão Estadual da Verdade do RJ.
O presidente do Conselho Federal, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, entregou uma cópia do relatório ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitando que o órgão tome as medidas cabíveis. “Queremos que a história do Brasil seja escrita de forma adequada e, principalmente, alertar a sociedade para a importância de defender a democracia, para nunca mais repetirmos os erros do passado”, afirmou Marcus Vinicius.
Em 1980, a OAB denunciava desaparecimentos e torturas de perseguidos e presos políticos pela ditadura militar. A bomba foi endereçada ao então presidente da Ordem, Eduardo Seabra Fagundes.
Segundo testemunhas ouvidas pela Comissão da Verdade, a ação foi comandada pelo coronel Freddie Perdigão Pereira, e a bomba foi confeccionada pelo sargento “Wagner” (Guilherme Pereira do Rosário, morto no atentado do Riocentro). O sargento “Guarani” (Magno Cantarino Motta), agente do DOI, foi quem entregou pessoalmente o artefato e é o único ainda vivo. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB.
Clique aqui para ler o relatório da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro.

A omissão institucional "mata a profissão".
Atualmente, tenho certeza de que nem um tipo de regime teria preocupação com a OAB.
O indesculpável e triste acontecimento dos anos 80 decorreu da forte atuação e da verdadeira percepção do papel da Advocacia naqueles tempos.
Hoje, não precisam de canhões, nem de bombas.
As sementes de desrespeito são suficientes.
Enquanto isso advogados são mortos quase todos os dias, e a OAB pouco se importa. Vale somente a aparência.
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