Para o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a teoria de qua a entidade faz parte de um golpe para perpetuar o Partido dos Trabalhadores no poder é "uma onírica teoria da conspiração criada" pelo ministro Gilmar Mendes.
A afirmação está em nota pública de desagravo publicada pela OAB nesta quinta-feira (24/9). A nota é motivada pela postura do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que durante o julgamento do financiamento de campanhas eleitorais por empresas disse que a ação que discute a matéria, de autoria da OAB, faz parte de um golpe autoritário do PT para se manter no poder.
O fato aconteceu no dia 16 de agosto, mas a nota de desagravo da OAB só foi publicada nesta quinta, depois de ser aprovada pelo plenário do Conselho Federal.
De acordo com a nota, a insinuação do ministro passa longe da verdade. "Este Conselho Federal rejeita os desairosos termos com os quais foi citado e os indecorosos adjetivos com que foram mencionados os advogados que contribuíram para a elaboração da referida ação, que não por acaso obteve oito votos favoráveis na Corte", diz a nota.
Leia a nota pública de desagravo da OAB:
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil vem a público manifestar-se acerca das referências desabonadoras à OAB proferidas pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, quando proferiu voto no bojo da ADIn 4.650, proposta por esta entidade, e que trata do financiamento de campanhas eleitorais.
O Exmo. Ministro afirmou que a propositura da referida ação “foi a absorção de um projeto de poder" do Partido dos Trabalhadores e que, com isso, pretendeu-se manipular a Suprema Corte. Para Sua Exa., houve uma "conspirata" da qual fizeram parte, até mesmo, integrantes da Ordem.
Este Conselho Federal repudia veementemente tal afirmação.
O que há, de fato, é uma onírica teoria da conspiração criada por S. Exa.
Com efeito, cumprindo todos os tramites internos, após oitiva de sua Comissão Nacional de Estudos Constitucionais, o Plenário do Conselho Federal da OAB, por unanimidade de votos, aprovou a proposta de ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade em face de dispositivos das leis 9.096/95 e 9.504/97. (processo nº 49.0000.2011.000820-2).
A insinuação do ministro passa longe da verdade. Os integrantes da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais expressamente citados pelo Sr. Ministro em seu voto nunca foram usados por quem quer que seja. A proposta foi amplamente debatida no seio da Comissão e do Conselho Federal.
Tratava-se, aliás, de atender a uma grita da sociedade em evitar que o poder econômico influenciasse as eleições no país.
Por tudo isso, este Conselho Federal rejeita os desairosos termos com os quais foi citado e os indecorosos adjetivos com que foram mencionados os advogados que contribuíram para a elaboração da referida ação, que não por acaso obteve oito votos favoráveis na Corte.
Transparente e democrática, com a obrigação de defender a nossa republicana Carta Magna, a OAB atua sempre sob o manto da missão conferida pela Constituição, qual seja, de que a advocacia “é indispensável à administração da justiça”. E foi com tal desiderato, sem nenhum objetivo oblíquo, que a ADIn 4.650 foi ajuizada.
Ciente de seu papel e de sua responsabilidade para com a sociedade brasileira, a Ordem dos Advogados do Brasil velará sempre pela independência de seus integrantes.
Ao virar as costas para a OAB, faz-se o mesmo com a sociedade.

COMO ADVOGADO SINTO VERGONHA DE UMA OAB QUE NÃO ME REPRESENTA. São petistas fanáticos, quem defende o chefe dos ladrões e seus asseclas??? Ex-presidentes da oabsp e diretores. Recebem dinheiro sujo vindo de propina tirada do povo. deviam ir para CUBA, onde seriam bem recebidos junto com todos seus clientes.
Como a OAB pode estar supostamente atrás de maior democracia, alegadamente de modo digno e imparcial querendo o fim do financiamento de campanhas por empresas?! A OAB é o lugar menos democrático, onde só quem manda são os advogados ricos, digo, conselheiros! Quem tem voz e palavra não são os advogados típicos, aqueles que militam encostando a barriga em balcões da Justiça e repartições públicas! Há uma casta, os demais ãdvogados só são convidados a pagar anuidades! Nojo!
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que há muito não representa mais os advogados brasileiros, é suspeito para falar do tema, já que diretamente interessado. Quem deve decidir essa questão são os advogados. No mais, não se trata de uma "teoria conspiratória" criada pelo Ministro Gilmar Mendes já que muitos de nós advogados já vínhamos criticando desde há muito esse projeto de poder do autointitulado "Partido dos Trabalhadores", encampado pelo grupinho que domina a OAB. A maioria dos advogados brasileiros são profissionais honestos, que não se vendem a partidos, nem atuam visando fomentar a criminalidade. A OAB, antidemocrática e dominada por um grupo que não representa os advogados, agiu sem consultar a todos, mais uma vez.
A OAB, antes da democratização do Brasil, era uma donzela ingênua cheias de sonhos, de esmero, zelosa, defensora dos pobres, oprimidos e fudidos.
Depois que perdeu o cabaço, a vergonha na cara e ficou rica, se alinhou aos poderosos, jogou na lama a humildade, a dignidade e o interesse pelo o social.
Devido ao ranço autoritário e desespero de perdedor, a esquizofrenia beira as raias da insanidade. O poder emana do povo e não das empresas. O sujeito carrega todo o ranço dos sempre perdedores nas urnas e na moral.
Devido ao ranço autoritário e desespero de perdedor, a esquizofrenia beira as raias da insanidade. O poder emana do povo e não das empresas. O sujeito carrega todo o ranço dos sempre perdedores nas urnas e na moral.
Faço minhas suas palavras, Dr. Já passou da hora da OAB Federal deixar de ser um elegante convescote de grandes bancas e interesses políticos. Para uma entidade que foi tão grande nos momentos críticos de nossa história, essa falta de transparência e democracia internas apenas a apequena. Precisamos iniciar com urgência um movimento visando as próximas eleições da OAB, pelo voto nulo. Nossa voz deve ser ouvida. Chega de termos falando por nós quem não nos representa.
Basta ler a constituição, não somos um Estado Unitário, somos um Estado fererado (art.1° da CF).
Sendo assim, caso essa Teoria fosse verdadeira poderia todos os Governadores, prefeitos e também membros do legilativo
O comentário anterior apertei a tecla enter “sem querer”.
A Teoria da conspiração fica frágil diante da Teoria do Estado, pois somos uma Federação e não um Estado Unitário (art.1° da CF), portanto, se vai beneficiar o PT? vai beneficiar todoS oS executivos (Governadores e prefeitos) além do legislativo.
No executivo temos vários exemplos de partidos que estão no poder até mais que o PT no federal.
Ex: PSDB no Estado de SP (em torno de 20 anos), no legislativo acredito que não precisa de muito exemplo, pois há vários. Por conseguinte, a Teoria da Conspiração é frágil na argumentação que vai beneficiar “somente” o PT.
Não li até agora das pessoas que são contra, utilizarem artifícios democráticos para defenderem suas posições, por qual motivo não defendem um plebiscito (art.14, I da CF) e (lei 9.709/98) sobre o assunto, ou por que não defenderam antes, mas ao contrário não se incomodaram do tempo de 1 ano e meio de vistas do processo, não é muito democrático um único Ministro pedir vistas e depois proferir sua decisão de tal modo assim. Na corte há indicações que considero ato complexo e não composto pelo executivo e hoje estão: PT, PSDB, PRN, PMDB (se não estiver enganado), agora como ato complexo há o Senado Federal nessas indicações. Relação de indicações dos executivos na história:
http://www.stf.jus.br /portal/ministro/ministro.asp?periodo=st f&tipo=quadro
Agora, se dizem que a corte é petista, hoje, pois a história prova que não foi sempre, é óbvio. Sendo assim, porque não mudar o modelo de indicação deixando mais plural, pois considero o eleito ter mais direito de indicação, mas no caso recente o partido que perdeu PSDB poderia indicar algum Ministro, por exemplo. Ao contrário da mudança que a câmara fez, e aparentemente só para tirar às indicações da Dilma, e não para mudar o futuro e deixar indicações mais plurais.
Portanto, a Teoria da Conspiração é frágil diante do Estado Federativo, se beneficia um, beneficia todos executivos, legislativos. Mas, por que ninguém do contra defendeu um plebiscito?
Por que não pedem uma mudança no modelo de indicação que vai deixar o processo mais plural, independente do partido que irá governar no futuro?
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