Os defensores públicos estaduais que ingressam na carreira em Santa Catarina e na Paraíba recebem as menores remunerações iniciais da categoria no país: R$ 8,4 mil e R$ 9,7 mil, respectivamente. As informações estão no IV Diagnóstico da Defensoria Pública no Brasil, divulgado em dezembro de 2015 e com dados de 2014.
A diferença salarial entre funcionários que exercem a mesma função é nítida quando os valores são comparados com os recebidos por defensores do Tocantins e de Alagoas — estados que oferecem maior remuneração. Nesses locais, os vencimentos iniciais são de R$ 26,1 mil, podendo chegar a R$ 30,4 mil.
No Brasil, o salário médio das defensorias estaduais é de R$ 17,9 mil. A maior parte dos vencimentos varia entre R$ 10 mil e R$ 19 mil.
Remuneração, estabilidade e atendimento
Apesar dos abismos salariais, a remuneração está entre as três principais razões apontadas pelos defensores estaduais para ingressar na carreira. As outras duas são estabilidade de cargo público e interesse pelo trabalho social. A pesquisa foi feita com todos servidores desses órgãos e contou com a resposta de 48,8% do total: 2.699.
O levantamento também mostra que o perfil médio do defensor público estadual é formado por homens (51%) entre 31 e 40 anos (51%) e brancos (76%). Os defensores de cor parda representam 19% do total. As outras etnias (preta, amarela e indígena) somam 4,4%. Dados de 2013 da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad) apontam que 53% da população brasileira é negra (pretos e pardos).
Veja a relação de valores:
Além do piso salarial, a diferença entre o salário inicial e o final também é discrepante entre as defensorias estaduais. Rondônia e Mato Grosso são os estados onde o vencimento mais pode variar. No primeiro estado, o servidor inicia a carreira recebendo R$ 18,2 mil e pode chegar a R$ 31,8 mil — diferença de R$ 13,6 mil.
No segundo, o vencimento inicial é de R$ 19,9 mil, e o final, de R$ 30,4 mil — diferença de 10,4 mil. Do outro lado tabela, as menores diferenças ficam com Santa Catarina (R$ 2,1 mil), Distrito Federal e Sergipe (ambos com R$ 2,5 mil).
Veja as diferenças salariais:
*Texto alterado às 13h22 do dia 26 de janeiro de 2016 para correção de informações.

Os defensores (as) públicos merecem ganhar muito bem pelo trabalho árduo. Aqui em São Paulo a remuneração é ótima, inclusive com redutor de teto. A propósito, http://politica.estadao.com.br/noticias/ geral,defensoria-publica-de-sao-paulo-fe z-pagamentos-ilegais--diz-auditoria,1000 0006826
Quem lê a matéria acaba pensando que os defensores dos citados Estados passam fome, pois possuem "os piores salários do Brasil". Vencimentos acima de R$ 5 mil, num país como o Brasil, na situação em que se encontra, me parece muito satisfatório. Advogados que trabalham muito mais na iniciativa privada recebem muito, mas muito menos, e sem os benefícios que a carreira pública oferece.
Pois é muito melhor para a sociedade ter (por exemplo) 100 defensores recebendo R$ 8.000,00 do que ter 10 defensores recebendo R$ 25.000,00.
Os altos salários somente beneficiam a própria classe.
Bom, pensando que o Defensor Público passa um por um rigoroso concurso público, com inúmeras fases, tem um trabalho de dedicação exclusiva, o qual é muito árduo, a remuneração é baixa sim.
Defensor Público recebendo 5 mil reais, enquanto Promotores e Juízes ganham LÍQUIDO 40 mil reais, não é nem um pouco justo.
está alto o salário, melhor terceirizar a função, pois não é atividade privativa do Estado a prestação de assistência jurídica e não temos falta de advogados no Brasil. Logo, não justifica a atuação do Estado nesta área.
está alto o salário, melhor terceirizar a função, pois não é atividade privativa do Estado a prestação de assistência jurídica e não temos falta de advogados no Brasil. Logo, não justifica a atuação do Estado nesta área.
A Defensoria Pública é uma das funções essenciais à justiça, de estatura constitucional, e merece valorização.
-
Por outro lado, os Estados-membros têm autonomia, de modo que não parece legítimo estabelecer um único valor de subsídio para todas as Defensorias (como, aliás, sói acontecer no Judiciário e no MP). Assim, discrepâncias tendem mesmo a se verificar.
-
Vale lembrar ainda que as Defensorias têm autonomia administrativa e iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias (§2º do art. 134 da CF). Logo, cada Defensoria estadual deve lutar para, em seu âmbito, conquistar melhoras estruturais e remuneratórias.
Os vencimentos dos defensores são muito elevados. Deixa de fora milhares que querem um cargo em época na qual o desemprego aumenta, e deixa a população desamparada.
Até que enfim ficou explícito : o que MAP e Daniel /Ana Lúcia ( não canso de repetir que são a mesma pessoa) querem é receber o salário de defensor. Claro que na República deles os cargos públicos não devem ser acessíveis por concurso, mas sim por política ou até mesmo por caridade com aqueles que não conseguem posição no mercado. Só lembrando que esses valores são brutos. Para chegar ao líquido deve tirar 38,5%(ir e previdência). A questão da remuneração apenas indica o quanto cada estado da valor à sua população. Ora, defensores ganham mal e passam em outros concursos porque o nível de dificuldade é o mesmo. Da mesma maneira os bons advogados fogem do, temporário (coloquei entre vírgulas de propósito) , convênio com a dpsp porque ganham pouco (é o que leio aqui - não sei valores exatos, mas já vi um advogado ganhar 217,00 reais em uma precatória - não achei pouco, pois faço mais de cem precatórias por mês). Julio campos, entendo seu ponto de vista, mas, respeitosamente, discordo. Alguns advogados ganham 100 mil em uma única causa. Não cabe aos defensores, juízes e promotores invejarem porque representa o trabalho árduo de um profissional da iniciativa privada onde o céu é o limite. No serviço público é diferente :a pessoa vive daquilo e, claro, não morrerá de fome com um salário líquido de aproximadamente 3,5 reais, mas provavelmente sairá da carreira para outra defensoria ou para MP e magistratura.
está alto o salário, melhor terceirizar a função, bem mais alto que professores universitários.
está alto o salário, melhor terceirizar a função, pois não é atividade privativa do Estado a prestação de assistência jurídica e não temos falta de advogados no Brasil. Logo, não justifica a atuação do Estado nesta área.
está alto o salário, melhor terceirizar a função, bem mais alto que professores universitários.
está alto o salário, melhor terceirizar a função, pois não é atividade privativa do Estado a prestação de assistência jurídica e não temos falta de advogados no Brasil. Logo, não justifica a atuação do Estado nesta área.
Daniel demonstrou-se ser um alienado juridicamente que nunca leu a CF, o que é uma verdadeira demonstração de falta de cultura jurídica, o que não surpreende, pois é um "administrador". Lamentável, pois, já que está querendo dar "pitaco" em um site JURÍDICO, deveria ter um mínimo de conhecimento do assunto, haja vista que o direito não se funda em achismos. Só uma dica para começar a sua pesquisa: a GLORIOSA Defensoria foi eleita à categoria de FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA... agora pesquise o que significa isso!
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login