Navegador específico para o PJe já foi baixado mais de 190 mil vezes

Lançado há 20 dias, o navegador criado para facilitar o acesso dos operadores do Direito ao Processo Judicial Eletrônico registrou 190 mil downloads até o último dia 1º, segundo os técnicos da área de tecnologia do órgão. Feito pelo Conselho Nacional de Justiça em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, ele é uma versão customizada do Mozilla Firefox.

Reprodução

Com o aplicativo, os operadores do Direito não precisam mais atualizar todos as extensões instaladas no navegador necessárias para acessar o PJe, pois isso será feito automaticamente, dependendo apenas da autorização do usuário.

O programa é mais uma iniciativa do CNJ para aumentar a participação da tecnologia na Justiça brasileira. Outro projeto nesse sentido é o escritório digital, que possui um link próprio para acesso a partir do navegador.

Apesar de o PJe não ser o único sistema eletrônico de gestão processual, o navegador do CNJ não foi testado para suportar outras plataformas, como o e-Saj, por exemplo. “O navegador está customizado para ser utilizado no sistema PJe, que é distribuído pelo Conselho Nacional de Justiça. Não temos condições de saber qual o resultado de sua utilização em outros sistemas”, explica o CNJ.

Clique aqui para baixar o aplicativo.

Hilton Daniel Gil disse:
08 de julho de 2016 às 08:43

Li anterior matéria em que era visto com bons olhos a disponibilização de tal navegador. Como ex-tecnico de TI mas ainda leitor assiduo da matéria, me vem a questão: O que comemorar? Isto, porque, o referido navegador disponibilizado é apenas uma versão do Mozilla Firefox com a maldição do Java pré-configurado. Me parece que os responsáveis pelo Processo Eletrônico deliberadamente ignoram que todos os grandes navegadores (Safari, Chrome e Firefox) vão eliminar a possibilidade de rodar o JAVA. Isto, porque, é de conhecimento comum as falhas de segurança e problemas dessa maldita tecnologia/plugin. E assim, o Poder Judiciário e o CNJ ao contrário de buscar implementar novas tecnologias que sirvam para os fins pretendidos (como já aplicam os Bancos e empresas da área de TI) insistem, sabe-se lá por que, em tecnologias problemáticas e ultrapassadas (java + flash) que já foram ou estão na iminência de ser eliminadas. E a "grande solução" é qual? Fornecer o browser - em uma versão antiga, defasada, que não receberá atualizaçãoes de segurança - mas com os plugins proprietários pre-configurados. E quanto a isso pouca reclamação é vista. Se o processo eletrônico é o futuro - e acredito que seja - deveria ser levado mais a sério, com melhor planejamento. Porque os problemas irão aparecer logo ali na frente e não vão demorar.

Daniel Oliveira Neves disse:
08 de julho de 2016 às 09:19

Tudo já foi dito pelo comentário do colega Hilton, proponho que seja renomeado de Pje para Gambiarra Eletrônica, a própria Oracle (empresa que desenvolve java) já disse que vai descontinuar o java nos navegadores a partir da versão 9 e quando isso acontecer? Os usuários vão ter continuar com a 8 até quando?

MarcolinoADV disse:
08 de julho de 2016 às 09:29

Concordo com Hilton Daniel Gil (Advogado Autônomo - Civil).

Também baixei esse "navegador PJe". Bela porcaria. Nada mais é que o Firefox eternamente desatualizado.

Eu pago contas, faço transferências, ou seja, acesso completamente minhas contas bancárias por meio de meu celular, que é um modelo bastante simples. E o sistema nunca me deixou na mão.

O Judiciário, por outro lado, insiste num sistema antigo e cheio de falhas.

Rinzler disse:
08 de julho de 2016 às 16:50

Não sou gaúcho, mas o melhor sistema que já vi para o judiciário é o "Eproc" implantado no TRF-4. Questiono-me quem está ganhando com essa implementação de java+flash (totalmente falido) ao invés de optar por um sistema que: 1) já está feito; 2) possui compatibilidade com todos os navegadores; 3) não necessita de plugins.
Feitas as devidas adaptações para cada tribunal, atendendo as suas peculiaridades, não tenho dúvida de que é o sistema perfeito para todos os tribunais. Só resta a parabenização ao departamento de TI daquele tribunal que desenvolveu o sistema.

Marcos Alves Pintar disse:
08 de julho de 2016 às 18:29

O mais curioso (mas nem tanto considerando que o pessoal envolvido são brasileiros) é que na página do Navegador PJE há agradecimentos em favor do Tribunal de Justica do Rio Grande do Norte, mas absolutamente nenhuma palavra em favor da Mozilla Foundation, que é quem ao longo dos últimos anos vem desenvolvendo o código fonte do Firefox na qual o Navegador PJE se baseia. Brasileiro não tem jeito. Usa as coisas dos outros, e não se preocupa nem remotamente em lançar um mínimo agradecimento.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também