
A secretaria de segurança do Supremo Tribunal Federal descobriu uma escuta ambiental desativada dentro do gabinete do ministro Luís Roberto Barroso. Segundo a assessoria de imprensa do STF, o equipamento foi descoberto durante uma varredura de rotina feita nos gabinetes dos ministros.
O material estava desativado e foi encontrado dentro de uma caixa, instalada debaixo da mesa do ministro. O tribunal informou que não será aberta nenhuma diligência para investigar o caso porque a escuta não estava funcionando.
Apesar de o STF dizer que não vai investigar, advogados apontam que o fato é grave. Para o criminalista Daniel Bialski, sócio do Bialski Advogados, a modernidade e o avanço tecnológico não podem ser instrumentos de violação e crimes. “Além de violação dos direitos garantidos e protegidos pela Constituição, isso é uma afronta ao Poder Judiciário”.
Coordenador da pós-graduação em Direito Penal Econômico do IDP São Paulo, o criminalista Fernando Castelo Branco afirma que “violar a intimidade de um magistrado da mais alta Corte do país é um flagrante atentado ao Estado Democrático, além de crime que deve ser apurado com rigor”. Fernando Augusto Fernandes, doutor em ciência política e criminalista, argumenta que tornar garantias maleáveis pode vitimar a todos, indiscriminadamente, até um ministro do STF.
* Texto atualizado às 19h11 desta terça-feira (15/5) para acréscimo de informações.

Não vai investigar porque não estava funcionando!!!? Mas deve ter funcionado em alguma época, não? Quem foi, por quê, qual processo demandava interesse?
que o Barrosinho tá mudando de ideia em várias questões incluindo financiamento privado!
Eita povo brasilóide!
Atitudes de guerrilha urbana, só podem ter vindo de calangos enviados pelo PT!
O texto da notícia peca pela loconicidade, levando o leitor a partir para conjecturas cabíveis e necessárias, face a gravidade do crime.
A princípio, algo de estranho ronda o caso, parecendo caroço no angu. Vejamos.
Quando um hipotético grampo no gabinete do ministro Gilmar foi noticiado, cogitou-se até recorrer a serviço de inteligência estrangeiro para ajudar localizar os “bandidos”. Como tratava-se ali de reles boato, para manter a grande mídia vendendo espaço comercial, o caso finou-se.
Ora, se numa imaginária escuta foi aquela alvoroço, imagine noutra, mesmo dada por desativada. O crime existiu, real e concreto. Inclusive, incondicional.
E mesmo que o bandido houvesse confessado, poderíamos imaginar atenuantes, face ao arrependimento. Mas averiguações, processo e julgamento teriam de ser colocados no cenário jurídico, nos conformes da Lei Penal.
O silêncio acoberta o crime, como se a vítima tivesse receio de que outras coisas, indesejadas, viessem à balha.
Já aventou-se a hipótese de que ministros do STF foram grampeados. À exceção de Gilmar e Fachin, os demais, até por precaução de mudança de voto, constariam do rol.
Verdade ou boato, o comportamento do STF, nestes últimos tempos, tem alimentado o imaginário popular. E o silêncio, como agora, vem contribuindo em muito para tal raciocínio.
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