Juízes, políticos e artistas fazem ato de desagravo a Bretas

Juízes, artistas, políticos e procuradores reuniram-se nesta quinta-feira (24/8) na sede da Justiça Federal no Rio de Janeiro em apoio ao juiz Marcelo Bretas, responsável por processos do braço fluminense da operação “lava jato”. A manifestação foi marcada depois que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, definiu como “atípicos” mandados de prisão assinados por Bretas. 

Agência Brasil

Agência Brasil

O ministro havia concedido HC aos empresários Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira no dia 17 de agosto. Horas depois, porém, o titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio determinou a expedição de novos mandados de prisão preventiva contra os dois.

Para Gilmar Mendes, nenhum juiz pode ceder à pressão de um grupo de trêfegos e barulhentos procuradores, nem se curvar ao clamor popular, pois a prisão no curso de processos só se justifica em casos excepcionais, devidamente fundamentados.

Cauê Diniz

Marcelo Bretas recebeu apoio em manifestação nesta quinta, no Rio.
Cauê Diniz

Estiveram no ato de desagravo o cantor Caetano Veloso; o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); os deputados Alessandro Molon (Rede), Elionar Coelho (Psol) e Marcelo Freixo (Psol); e os atores Marcelo Serrado, Maria Padilha, Paula Burlamarqui, Lucinha Lins e Thiago Lacerda, de acordo com a Folha de S.Paulo.

Entre representantes de entidades de classe, compareceram o presidente da Associação de Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso, e a procuradora Maria Cristina Cordeiro, representante da Associação Nacional dos Procuradores (ANPR).

Jorge L. S. Calabrich disse:
25 de agosto de 2017 às 09:58

Em 2005 o Ministro César Peluso decidiu em uma ADI que os membros do STF não se sujeitam a outra corte e, só eles, podem julgar seus pares. As repetidas situações envolvendo o Min. Gilmar Mendes, que dispara uma metralhadora verbal com qualificativos atingindo a tudo e a todos, bem como decisões duvidosas, torna-se incompatível com a conduta que se espera de um titular do Tribunal máximo do país. Advogados, Juízes, Membros do MP e a própria população, não desejam que a ver o Poder Judiciário maculado, urge, portanto, uma imediata providência para que o mesmo seja afastado das suas funções.

Marcos Alves Pintar disse:
25 de agosto de 2017 às 10:46

O desgravo público é um expediente usado para que uma classe de profissionais ou segmento de alguma classe manifeste publicamente o descontentamento, chamando a atenção da sociedade, para o comportamento irregular de algum ou alguns dos membros da própria classe. Não se concede desagravo em relação a condutas cuja licitude é duvidosa, mas tão somente nos casos nas quais inexiste dúvida na comunidade a respeito do equivocado comportamento. Nessa linha, o ato em questão desmoraliza o instituto do desagravo público, por demais importante, ao transformá-lo em um ato puramente ideológico, inclusive com a participação de cidadãos sem absolutamente nenhum conhecimento jurídico e sem condições para julgar adequadamente o comportamento acoimado de irregular. Trata-se, a toda evidência, de mais um reflexo dos dias difíceis que vivemos, na qual a distorção dos institutos base da sociedade organizada se transforma na regra vigente.

GMR-GG disse:
25 de agosto de 2017 às 11:01

Gostaria de ver o mesmo ativismo da sociedade civil contra as mordomias e altíssimos salários que os nobres magistrados recebem. Parece que isso é totalmente aceitável pela ilusória contrapartida de alguns e poucos juízes que operam na Lava-Jato. Enquanto isso, os demais estão nadando de braçadas, ou melhor, fazendo ginástica com professores de educação física e em academias às custas do suor do trabalhador.

olhovivo disse:
25 de agosto de 2017 às 11:13

O MPF - salvo raras exceções de alguns de seus membros - age como criança mimada. Aquela que não admite bronca e puxão de orelha (que o Min. Gilmar acertadamente lhes aplica corriqueiramente tentando educá-los processualmente) e nem serem contrariados (prova disso é que somente depois de concedidos os HCs é que alegam impedimento, mesmo não sendo hipótese taxativamente prevista em lei). Pena que só o Min. Gilmar puxa suas orelhas. Se todos os ministros assim fizessem, talvez já estariam mais educados juridicamente.

Rui Telmo Fontoura Ferreira disse:
25 de agosto de 2017 às 12:19

Prezados Senhores,

01 - A primeira fonte de educação é, inquestionavelmente, a Família;
02 - A segunda referência em educação é em Sociedade;
03 - A terceira possibilidade em educação é na Escola;
04 - O quarto viés na educação é o tempo de Formação Profissional;
05 - Agora, quando há uma queda, consubstanciada, nesses pilares culturais, permanece o "nada vezes nada" em termos de contribuição e exemplo para a Sociedade, como fator contributivo, no que se aprende e no que se ensina!
06 - Independente, do conhecimento científico inerente a cada um, é um dever de todo o cidadão brasileiro, tratar o seu semelhante em tons respeitosos;
07 - Assim, na hora em que, cada um estiver consciente de sua representatividade, em relação à sua formação, pensará duas vezes; pela verdade, o caminho e a vida em benefício da própria Nação!
08 - Diante do exposto, vamos parafrasear o Almirante Barroso: "O Brasil espera que, cada um cumpra com o dever! ......
09 - Enfim, no popular a "educação vem de berço!"
Com os meus agradecimentos,
Cordialmente,
RT

Rui Telmo Fontoura Ferreira disse:
25 de agosto de 2017 às 12:21

Prezados Senhores,

01 - A primeira fonte de educação é, inquestionavelmente, a Família;
02 - A segunda referência em educação é em Sociedade;
03 - A terceira possibilidade em educação é na Escola;
04 - O quarto viés na educação é o tempo de Formação Profissional;
05 - Agora, quando há uma queda, consubstanciada, nesses pilares culturais, permanece o "nada vezes nada" em termos de contribuição e exemplo para a Sociedade, como fator contributivo, no que se aprende e no que se ensina!
06 - Independente, do conhecimento científico inerente a cada um, é um dever de todo o cidadão brasileiro tratar o seu semelhante em tons respeitosos;
07 - Assim, na hora em que, cada um estiver consciente de sua representatividade, em relação à sua formação, pensará duas vezes; pela verdade, o caminho e a vida em benefício da própria Nação!
08 - Diante do exposto, vamos parafrasear o Almirante Barroso: "O Brasil espera que, cada um cumpra com o dever! ......
09 - Enfim, no popular a "educação vem de berço!"
Com os meus agradecimentos,
Cordialmente,
RT

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