Acusado de machismo, Ives diz que teve fala descontextualizada

Cotado para a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, o ministro Ives Gandra Martins Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho, rebateu as acusações de que seja machista e homofóbico. Ele afirma que suas frases foram descontextualizadas para atacá-lo.

Gláucio Dettmar/ Agência CNJ

Ives Gandra Filho diz que defende o direito dos casais homossexuais, mas
não sob a modalidade do matrimônio. Gláucio Dettmar/CNJ 

Em nota, Ives Filho disse deixar claro no artigo que fez para o livro Tratado de Direito Constitucional, de 2012, que defende que “as pessoas homossexuais devem ser respeitadas em sua orientação e ter seus direitos garantidos, ainda que não sob a modalidade de matrimônio para sua união”.

A polêmica veio após a imprensa divulgar trechos do texto nos quais o ministro diz que a mulher deve obedecer o marido e compara o casamento homossexual ao casamento entre uma mulher e um cachorro.

Ives Filho diz acreditar que a autoridade familiar deve ser dividida entre homem e mulher e lembrou ter sido relator no Plenário do TST do processo que garantiu às mulheres o direito ao intervalo de 15 minutos antes de qualquer sobrejornada de trabalho.

Leia abaixo a nota do ministro Ives Gandra Martins Filho:

Diante de notícias veiculadas pela imprensa, descontextualizando quatro parágrafos de obra jurídica de minha lavra, venho esclarecer não ter postura nem homofóbica, nem machista. Deixo claro no artigo citado, de 70 páginas, sobre direitos fundamentais, que as pessoas homossexuais devem ser respeitadas em sua orientação e ter seus direitos garantidos, ainda que não sob a modalidade de matrimônio para sua união. Por outro lado, ao tratar das relações familiares, faço referência apenas, de passagem, ao princípio da autoridade como ínsito a qualquer comunidade humana, com os filhos obedecendo aos pais e a mulher ao marido no âmbito familiar, calcado em obra da filósofa judia-cristã Edith Stein, morta em campos de concentração nazista.

O compartilhamento da autoridade sempre me pareceu evidente, tendo sido essa a que meus pais casados há 58 anos viveram e a qual são seus filhos muito gratos. Por outro lado, cabe lembrar que fui relator no Plenário do TST do processo que garantiu às mulheres o direito ao intervalo de 15 minutos antes de qualquer sobrejornada de trabalho, decisão referendada pela Suprema Corte.

As demais posturas que adoto em defesa da vida e da família são comuns a católicos e evangélicos, não podendo ser desconsideradas "a priori" numa sociedade democrática e pluralista”.

_Eduardo_ disse:
25 de janeiro de 2017 às 19:48

Respeita, mas não com direitos iguais.

Persistente disse:
25 de janeiro de 2017 às 19:53

A perda do Ministro Teori está se revelando não apenas uma tragédia humana, mas um desastre para o futuro do país.

Conhecendo esse governo, não espero a indicação de um jurista decente para o seu posto; já me dou por muito satisfeito se não indicarem uma sombria figura cavernícola.

Gabriel da Silva Merlin disse:
25 de janeiro de 2017 às 20:51

Sempre a pessoa é "machista", "racista", "xenófoba", "homofóbica", "burguês", enfim.... O arsenal retórico para tentar desqualificar pessoas que não comungam da opinião da esquerda é sempre o mesmo independente do local e a eleição do Trump nos mostrou isso.

O IDEÓLOGO disse:
25 de janeiro de 2017 às 22:10

Estamos caminhando para a inviabilidade das instituições.

Neli disse:
25 de janeiro de 2017 às 22:28

Espero que o Presidente Temer(a quem nunca honrei com meu voto), coloque no STF alguém à altura do saudoso Ministro Teori Zavascki.
O Ministro Teori já o admirava no STJ e pedi ao meu Deus para que o elevasse ao STF.(Devo até ter escrito aqui).
Pode-se criticar os dois ex- presidentes(Lula/Dilma),mas, souberam escolher ministros para o STF.
Não quero,apesar de estar na beirica da Morte, que um ministro no STF(seja quem o for!) bedelhe na cama alheia ou no útero alheio.E sou contra o aborto,mas, não por filosofia religiosa,apenas porque aborto não é meio contraceptivo. Só que não condeno quem faz aborto, porque não sou eu quem vai criar a criança rejeitada. Quanto à parceria civil!
STF não é lugar para se imiscuir em meios patrimoniais entre dois seres humanos.
O importante na vida é o amor. O amor é lindo e feio é o preconceito.
Sigo o pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo:amai-vos uns aos outros. Oras, se Ele quisesse apedrejar, teria dito:homem ame a sua mulher;mulher ame o seu homem. Ele mandou amar...E o amor é lindo!
Tem tantos nomes para serem elevados ao STF: Luiz Antônio Marrey,Janaina Pascoal, ministra Laurita Vaz, ministra Nanci Aldrighi,ministra Grace Mendonça, ministro Alexandre de Moraes, Anna Emilia Cordelli Alves,Advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira(não sei se tem idade!), em suma, tantos juristas de escol e que honraria quem escolher, como o escolhido que cumpriu com louvor a sua Missão na Terra.

Rejane Guimarães Amarante disse:
25 de janeiro de 2017 às 22:32

Numa democracia, as pessoas têm direito a opiniões, convicções e crenças. O Estado laico e a liberdade religiosa, que também é a liberdade de não seguir nenhuma religião, são garantias de que todas as opiniões, crenças, convicções possam ser expressas livremente, dentro dos limites da lei. A meu ver, o Dr. Yves Filho, pelo cargo que exerce, poderia manifestar as suas opiniões sobre a constituição de uma família em termos mais jurídicos, e mais democráticos também, pois a convicção religiosa do Dr. Yves Filho é muito mais manifesta e mesmo exaltada do que a Constituição Federal estabelece, qual seja, ninguém será discriminado por raça, sexo, convicção religiosa e a família pode ser formada por homem e mulher, casados ou não, por um homem que cria sozinho sua prole, por uma mulher que cria sozinha sua prole e, por via de consequência, se ninguém será discriminado por raça, sexo, convicção religiosa, os homossexuais também podem constituir uma família reconhecida pelo Direito. Se o Dr. Yves Filho discorda tanto disso, deve sempre deixar claro que essa discordância é relacionada à sua religião, seara onde até o Papa já se manifestou ao menos compreensivo com os homossexuais.

Observador.. disse:
25 de janeiro de 2017 às 23:36

Querem só um enredo neste país.
E não se rendem ao fato que o mesmo enredo de décadas nos levou a uma crise sem precedentes.
Até doenças, para completar nossa sina, como febre amarela e malária estão voltando com força total.Mostrando a verdadeira face de um Estado obeso, ineficiente e com muitos quadros que nada querem mudar pois o status quo atual interessa, por paradoxal que seja.
Vale o pensamento único.Ou seus corolários.
Até discordo de algumas posições que o Ministro do TST possui.
Mas me espanto com os pseudo-democratas-de-pensamento-único que se indignam quando qualquer divergência começa a se apresentar.
Estamos muito mal como nação.
Alguns acham que a fórmula é mudar personagens mas o pensamento permanecer o mesmo.
E o Brasil só aderna.

Massaneiro disse:
26 de janeiro de 2017 às 08:52

A possibilidade de um Ministro no STF que não compartilhe da agenda comunista deixa nossos camaradas em pânico. Se os esquerdinhas o acham ruim, já sei que é bom. Fica minha torcida!

Roberto Cavalcanti disse:
26 de janeiro de 2017 às 09:22

Se for indicado vai ser o contraponto necessário a uma monotonia esquerdista que prevalece nos tribunais brasileiros. O resto é chororô da esquerda.

Zé Machado disse:
26 de janeiro de 2017 às 09:47

Só aparece deprimência nesses nomes ora passíveis de indicação.

Zé Machado disse:
26 de janeiro de 2017 às 09:47

Só aparece deprimência nesses nomes ora passíveis de indicação.

Adler Martins - Advogado Internacional disse:
26 de janeiro de 2017 às 10:07

O Dr. Ives escreveu um artigo extremamente erudito. Compreendê-lo depende de um bom conhecimento de Sócrates, Aristóteles e de pelo menos o diálogo "Górgias", de Platão. Além de Sto. Agostinho, São Tomás de Aquino, Kant, Kelsen e boa parte do autores mais modernos: Radbruch, Savigny, Sandel, Michel Villey, Finnis, Habermas, Rawls, Dworkin, Scalia, etc..

Duvido muito que os repórteres que fizeram o ataque tenham lido o artigo. Pelo que vi, a maioria dos jornais retirou a a informação de um artigo não assinado do portal Justificando, que funciona dentro do site da revista Carta Capital.

O Dr. Ives teve muita humildade e generosidade em responder a quem não o leu. Eu achei uma vergonha os jornais terem reduzido uma brilhante argumentação sobre a fundamentação dos direitos humanos na teoria dos direitos naturais a uma polêmica de fim de semana sobre declarações politicamente incorretas e feminismo.

Igor Moreira disse:
26 de janeiro de 2017 às 11:33

Defendeu o princípio da dignidade da pessoa humana, que se estende a todos!
... e depois comparou um casamento entre gays como entre uma mulher e um cachorro.
Sério, onde viram homofobia nisso?

Sersilva disse:
26 de janeiro de 2017 às 12:27

Possivelmente, seria retribuição ao pai pelos "bons serviços" prestados ???

Chenonceaux disse:
26 de janeiro de 2017 às 13:55

Machismo é um crime contra a Humanidade: tanto quanto o foi a escravidão nas Américas e a segregação racial nos EUA. Tanto quanto o foi o Holocausto judaico. Basta ver quantas mulheres, no mundo, a violência machista mata por ano. Mais de um milhão. Vejo aqui machos (Homens foram Stuart Mill, Condorcet, Stendhal) rosnando em favor das ideias de Ives Filho e contra o Feminismo. Pergunto-lhes se são a favor da volta da escravidão dos negros, da adoção da segregação racial e do massacre de judeus. E os desafio a responder com sinceridade, sem medo de serem politicamente incorretos. Vamos, machos! Tende coragem e dizei o que pensais! Aguardo-vos. No mais, erram os que afirmam que a igualdade de sexos e o combate à homofobia são ideias "de esquerda": o Feminismo nasceu na Inglaterra, com obra de Mary Wollstonecraft, que jamais foi precursora de Marx; de um filósofo liberal e de direita, o também inglês John Stuart Mill, a obra mais representativa do Feminismo político, "The Subjection of Women". E é na Europa Ocidental, na América do Norte e na Oceania (Austrália e Nova Zelândia) que o Feminismo é mais desenvolvido e respeitado. O combate à homofobia também foi iniciado e desenvolvido no Ocidente desenvolvido (e não "esquerdista"). No mais, concordo com Dras. Rejane, Neli e Dr. José Advogado.

Irio disse:
26 de janeiro de 2017 às 15:04

Eis aí uma pessoa séria e competente para ocupar a vaga do falecido Min Teori. Apoio integralmente. Me parece o mais indicado entre os apontados como cotados para o Cargo. Irio

Rejane Guimarães Amarante disse:
26 de janeiro de 2017 às 15:29

Dra. Simone, congratulações por sua argumentação fundamentada. Permita-me acrescentar uma convicção pessoal, descrita a seguir
impor vestimenta (véu, burca, etç.) para esconder partes do corpo - O PROBLEMA NÃO ESTÁ NAS MULHERES

agressões físicas contra gays - O PROBLEMA NÃO ESTÁ NOS GAYS

pedofilia - O PROBLEMA NÃO ESTÁ NAS CRIANÇAS

O PROBLEMA É O HOMEM, O MACHO

Ramiro. disse:
26 de janeiro de 2017 às 16:41

http://justificando.cartacapital.com.br/2017/01/26/seccionais-da-oab-emitem-nota-de-repudio-contra-indicacao-de-ives-ao-stf/

Eududu disse:
26 de janeiro de 2017 às 16:48

Concordo plenamente com Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo), Observador.. (Economista), Massaneiro (Outros - Criminal), Roberto (Estudante de Direito - Civil) e, principalmente, Adler Martins - Advogado Internacional (Advogado Associado a Escritório - Internacional).

Tem um pessoal aí, muito atuante, engajado e soberbo, que não entende algo simples, óbvio ululante: que ninguém é obrigado a pensar da mesma forma. Aí, ficam patrulhando e repreendendo os outros, talvez como forma de camuflar seus próprios defeitos e tentar aliviar suas pesadas consciências. Assim, se acham perfeitos ou melhores do que os outros.

Se um presidente monta sua equipe, eles estão lá para reclamar. Se faltam mulheres, o presidente é machista. Se faltam negros, o presidente é racista. Se faltam gays, o presidente é homofóbico. E por aí vai...

Se um prefeito defende o fim de bailes funk, o fim de pichações, a retirada de pessoas que moram na rua, é fascista, é contra a cultura popular, preconceituoso, autoritário, opressor...

Se um jurista entende que o instituto jurídico do casamento se aplica somente à união entre homem e mulher, então ele é homofóbico, machista e fascista também (claro, fascista é a palavra que essa tchurma mais adora)...

É a patrulha dos “chatistas”, cujos integrantes, devido à forte doutrinação ideológica e obedientes ao politicamente correto, são facilmente identificados, porque sempre estão atacando alguém, usam muitos clichês e nunca usam a cabeça.

Mig77 disse:
26 de janeiro de 2017 às 18:00

Se entrar, alinhará com os ministros Marco Aurélio Mello e Rosa Weber vindos da Justiça do Trabalho.Então será um desastre só para o país.
Coitado do empresário, aliás, coitado vem de "coito", que é quem paga a conta.Quanto a ser homofóbico, fascista etc... fique a vontade..pois esse é o mal menor.Ser presidente do TST sim, é uma desgraça (para o país) pessoal e intransferível, mas, verdade, dá prestígio e dinheiro.
Já falaram que ele tem a ética de um advogado trabalhista.Acredito que isso seja um elogio.Ou não?
Coitados de nós, aliás, coitado vem de "coito"

Chenonceaux disse:
27 de janeiro de 2017 às 11:20

Ainda os machos não responderam, como eu imaginava que ocorreria. Pergunto-vos se são a favor da volta da escravidão dos negros, da adoção da segregação racial e do massacre de judeus. E os desafio a responder com sinceridade, sem medo de serem politicamente incorretos. Vamos, machos! Tende coragem e dizei o que pensais! Aguardo-vos...

Eududu disse:
27 de janeiro de 2017 às 11:57

A prezada Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal) pode até ter gostado do comentário da cara Simone Andrea (Procurador do Município), mas de fundamentada a referida manifestação não tem nada. O que tem a ver relacionar a escravidão de negros, segregação racial e holocausto de judeus com o machismo? Coisa típica da turma do patrulhamento ideológico insano, que acusa indiscriminadamente os outros, usando muitos clichês sem usar a razão.

Ademais, não há lógica no seu comentário também. Quer dizer que só os homens defendem o uso do véu ou da burca? Acha que não existem mulheres que por livre vontade e convicção seguem regras e religiões que lhes ditam as roupas que devem usar? Eu conheço várias, aqui mesmo perto de casa há uma igreja ou templo, sei lá, onde as mulheres vão todas com roupas fechadas e saias cumpridas, felizes da vida... São os machos opressores que as obrigam? Pensei que fosse a interpretação que as mesmas têm da Bíblia...

E, segundo seu raciocínio, não existiria mulher homofóbica. Mas existe sim, ora. Outro dia mesmo uma mãe matou o filho porque ele era gay, isso repercutiu em vários jornais. Não soube?

Também não sei como a colega concluiu que a pedofilia é distúrbio exclusivo do sexo masculino. Isso não seria preconceito?

Portanto, tomo a liberdade de dizer que, diante dos comentários das colegas, tomem cuidado com esse ativismo todo contra o "machismo", pois é aí que a razão se perde e a coisa descamba para a misandria. Salvem-se enquanto há tempo (se ainda houver).

Cordiais cumprimentos à colegas.

Rejane Guimarães Amarante disse:
27 de janeiro de 2017 às 16:20

Em primeiro lugar, declaro que não tenho nenhuma aversão aos homens. Não pretendo participar de nenhuma cruzada contra os homens só por serem homens. Dito isto, o que eu quis dizer o senhor mesmo confirmou. Se uma mulher usa um véu ou uma burca ou qualquer outro tipo de roupa por livre escolha, é óbvio que eu apoio. Eu me referia a lugares onde as mulheres são obrigadas a vestir-se de determinada forma, mesmo que não queiram. E por favor, não radicalize com o argumento do nudismo, pois também não prego o naturalismo. Com relação aos gays, eu me referi especificamente às agressões físicas perpetradas contra os gays por causa de seus trejeitos. Tenho 56 anos e não conheço mulheres homofóbicas, muito menos que tenham agredido gays. O caso que o senhor citou, da mãe que matou o filho gay e dependente químico, é incomum e, via de regra, quando mãe ou pai matam filho, ou vice e versa, existe um forte componente psicoemocional para além do motivo alegado para o delito. E eu não conclui que a pedofilia é distúrbio exclusivo do sexo masculino, o que eu quis dizer é que as estatísticas mostram uma incidência muito maior de homens pedófilos, mas muito maior mesmo. E os danos também são bem maiores. As estatísticas também mostram uma incidência muito maior de homens condenados por crimes violentos, mas muito maior mesmo. E as estatísticas também mostram uma incidência muito maior de reincidência nos criminosos do sexo masculino, uma reincidência muito maior mesmo. Então, Eududu, o assunto não é "todos nós fazemos", o assunto é "por que fazemos?"

Chenonceaux disse:
28 de janeiro de 2017 às 15:00

"Meninas" estão na creche. Não têm inscrição na OAB. "Menos, meninas": um macho que quer mandar na expressão das mulheres. "O que tem a ver relacionar a escravidão de negros, segregação racial e holocausto de judeus com o machismo?" Resposta (óbvia): o machismo, tanto quanto o racismo e o anti-semitismo, é uma forma de opressão organizada contra um grupo humano. Quem não entende esse raciocínio facílimo de ser compreendido não se manifesta aqui, tem que ter capacidade civil plena para se registrar no Conjur, logo, tenho o dever de presumir que esta hipótese não se aplica. Já quem finge que não entende algo tão óbvio, fazendo uma pergunta como a que pus entre aspas: acha "normal" um grupo humano ser tratado como inferior e ser dominado por outro, logo, acha ético e aceitável que o membros do grupo subjugado trabalhem de graça, sem nenhum direito, sofram castigos físicos ao bel-prazer dos "senhores", que podem mutilar, torturar, matar seus súditos. Como os senhores de engenho fizeram com os escravos. Como os "arianos" fizeram com judeus. Quem defende a submissão da mulher ao homem é ética e psicologicamente igual aos nazistas.

Eududu disse:
28 de janeiro de 2017 às 19:20

Simone Andrea (Procurador do Município), confesso que quando li seu comentário me perguntei por qual razão uma pessoa estaria tentando provocar uma discussão tão infantil, com afirmações tão confusas, agressivas e um ridículo “desafio aos machos”.

Entendi. Era uma arapuca para a comentarista seguir com pregação politicamente correta, exibir falsa erudição, proferir ofensas e falácias somente para defender seu próprio ponto de vista. Que anta (macho) que eu sou!!!

Eu jamais defendi a submissão da mulher ao homem. O que eu disse, em resumo, é que as pessoas não são obrigadas a pensar da mesma maneira. A senhora não foi (ou não é) capaz de compreender meu comentário.

Vejo, então, que a comentarista é prova cabal do que eu disse anteriormente, que existem pessoas patrulhando, acusando, ofendendo e repreendendo os outros, usando um discurso maniqueísta e desprovido de lógica para impor sua maneira de pensar e ver o mundo.

Eu não discuto mais sobre o assunto. Continue procurando e aguardando outros machos (como a senhora mesmo se refere nos seus comentários anteriores) por aqui no Conjur.

E, queridas meninas, deixem o titio aqui em paz, tá.

Rejane Guimarães Amarante disse:
29 de janeiro de 2017 às 09:40

No que me diz respeito, eu só respondi o seu comentário, que criticou um comentário que fiz dirigido à Dra. Simone Andrea. Foi o senhor que se intrometeu em nossa "conversa" de mulheres e, agora, vem dizer para deixarmos o "titio" em paz. Eu nem tinha me importado com seu comentário anterior, só respondi quando o senhor criticou o meu comentário para a Dra. Simone. Toda vez que o senhor criticar um comentário meu, vou responder. Se quer ficar "em paz", cuide da sua vida e não se intrometa na conversa das outras.

Chenonceaux disse:
30 de janeiro de 2017 às 12:13

Eududu: não enfrentas o tema - machismo (como o do candidato à vaga do Min. Teori) é tão reprovável quanto racismo e anti-semitismo - com argumentos lógicos, que rebatam os meus. Então, resolve desqualificar os argumentos (dos quais discorda) com adjetivos, apenas, assim como a pessoa do debatedor. O discurso que tanto o perturba (des)qualifica como "infantil", "ridículo" afirmações "confusas", "falsa erudição", "desprovido de lógica" (sem demonstrar onde estariam essas falhas). Claro que não se daria ao trabalho de fazê-lo: é alguém que se crê dono da verdade, sua palavra "é lei". No final, parte para a defensiva, diz que nunca defendeu a submissão da mulher, só disse que as pessoas não são obrigadas a pensar da mesma maneira. Ora, ao fazer um elogio dos argumentos pró-Ives prova que toleraria a presença dessa pessoa no STF. Após, ao se dirigir às mulheres de que discorda como se fossem crianças, desqualificando-lhes os argumentos, "ditando-lhes" o que podem ou não dizer, prova, com seu comportamento debochado, o tamanho do seu desrespeito. Em resumo, um sujeito que fala demais, mas não tem nada a dizer.

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