Cármen Lúcia homologa as 77 delações de executivos da Odebrecht

Todas as 77 delações feitas por executivos da Odebrecht no processo da operação "lava jato" foram homologadas nesta segunda-feira (30/1) pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia. A documentação segue ainda nesta segunda para a Procuradoria-Geral da República.

Carlos Humberto/SCO/STF

Após a morte do ministro relator da "lava jato" Teori Zavascki, a presidente doi ST, Cármen Lúcia, autorizou os juízes auxiliares continuarem o processo. 

Depois da morte do ministro Teori Zavascki, relator da "lava jato" no Supremo, o andamento das homologações foi interrompido. Os trabalhos foram retomados no último dia 24 de janeiro, quando a ministra Cármen Lúcia autorizou os juízes auxiliares de Teori a retomarem os procedimentos formais. 

Teori já havia autorizado que seus juízes auxiliares começassem a ouvir os delatores para saber se eles prestaram de livre e espontânea vontade as informações que constam nos mais de 800 depoimentos colhidos pelo Ministério Público Federal. Um dos últimos depoimentos foi o do empresário Marcelo Odebrecht. 

O vazamento de um trecho da delação de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, foi o bastante para estremecer o governo, levando o assessor especial do presidente Michel Temer, o advogado José Yunes, a pedir demissão, depois de ser citado pelo delator. Além disso, o trecho da delação publicado pela imprensa também gerou insegurança em relação a leis e medidas provisórias aprovadas pelo governo à época — que já se tornaram alvos de ações no Supremo.

O trabalho é grande: uma estimativa de um ministro do Supremo é de que as 77 delações geraram por volta de 800 anexos ao processo. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF. 

Bruno Kussler Marques disse:
30 de janeiro de 2017 às 10:32

Espero que os sigilos que não foram tirados após a homologação sejam retirados logo sob pena de acabarmos ouvindo que a presidente do STF está agindo deliberadamente com intenção de proteger o governo de mais atritos em decorrência de seus atos no passado junto a Odebrecht. Seria lamentável a sociedade não ter acesso ao conteúdo dessas delações por conta de uma motivação política do STF que no passado já demonstrou não ter qualquer problema com vazamentos indevidos, então porque se preocupar com a divulgação de dados de processos que deveriam ser públicos;

Rejane Guimarães Amarante disse:
30 de janeiro de 2017 às 10:48

A meu ver, a ministra Cármen Lúcia vem correspondendo às expectativas desde o falecimento do ministro Teori. Não se discute que deve ser retirado o sigilo das delações. A questão é o voto de confiança de que a Presidente do STF está ponderando. Ponderando o quê? O sigilo foi decretado para que as pessoas "poderosas" pudessem ser investigadas sem que pudessem atrapalhar as investigações. Tem que pegar de jeito.

hammer eduardo disse:
30 de janeiro de 2017 às 11:44

A homologação conjugada com a chegada do "empresário bomba" Eike Batista no dia de hoje , elevam a temperatura do cenário politico as nuvens.
Infelizmente nos últimos difíceis e bicudos tempos o nosso STF tem agido de maneira prioritariamente politica para DEPOIS , se sobrar tempo é claro , agir à luz da verdadeira Justiça , vide o fatiamento do impeachment de dilmão e outras lambanças no varejo que agridem pela porta da frente a mais elementar noção da verdadeira Justiça.
Eike Batista por outro lado deverá sofrer por um período a inevitável execração publica e a humilhação pessoal de ir para o Presidio de Agua Santa onde literalmente terá que "se virar nos 30" com seus Advogados para não ir cair numa vala comum cheia de bandidos da pior espécie , em segundo lugar apenas atrás dos profissionais de paletó e gravata em Brasilia.........
Se o "canário" Eike resolver abrir o bico , será o armagedon Carioca e federal pois Ele certamente sabe de coisas que ate os céus duvidam. Sigo a linha lucida de raciocínio do primeiro grande "canário" que resolveu cantar chamado de Paulo Roberto Costa quando afirmou de maneira brilhante o fato de que " no Brasil não se coloca uma pedra na rua se alguém não levar "algum" no processo". Eike se queimou de vez quando pegou carona na cauda do cometa PT 171 para subir mais rápido do que o bom senso recomendaria. Na moita foi extorquido com regularidade pelo Ali Babá do Palácio das Laranjeiras que agora também cumpre pena num outro estabelecimento hoteleiro a uns 30 quilômetros de distancia.
Quanto as homologações , não adianta só assinar , tem que botar a engrenagem para funcionar e bem rápido. Pobre Brasil .

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 disse:
30 de janeiro de 2017 às 14:12

Certa e Inteligentemente , o sigilo será retirado no momento propício para que as investigações não sejam atrapalhadas . Isso é elementar !

Cataguara disse:
30 de janeiro de 2017 às 14:51

Sempre na medida certa.Ela foi perfeita neste caso.

ju2 disse:
30 de janeiro de 2017 às 16:34

Agora, contra o governo golpista, tirar o sigilo "gera insegurança jurídica". Esses golpistas...

Gryphon disse:
31 de janeiro de 2017 às 05:25

Injustificável a manutenção do sigilo! É só contra o PT que regra do sigilo não vale? Como isso?

Bizarra como sempre a manifestação do propagandista EDUARDO HAMMER. Este fanático conseguiu creditar a corrupção de Eike ao PT! Isso chega a ser engraçado! Eita mente fraca e manipulada!

Adriano Las disse:
31 de janeiro de 2017 às 11:50

Tem quem sustente que a não retirada do sigilo favorece as investigações, pois impediria que os investigados atrapalhassem as investigações.

Isso somente faria algum sentido se acaso o ladrão sofresse de um tipo de demência que o fizesse esquecer dos seus reiterados roubos, sendo surpreendido com a publicação das delações: - êêêêuuuuu! Ah tá, somente agora vou atuar para sabotar as investigações.

De demente essa súcia nada tem, já cara de pau...

Bota essa m no ventilador, Cármen Lúcia! Deixa o povo saber.

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