MPF investiga polícias Federal e Civil por apreensão de fuzis no Rio

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro instaurou procedimento investigatório criminal para apurar eventual ilegalidade na atuação da Polícia Civil na apreensão de 60 fuzis no terminal de cargas do Aeroporto do Galeão. Como a área é controlada pela Polícia Federal, os procuradores também querem saber se esta entidade não se omitiu.

No dia 1º de junho, a Polícia Civil apreendeu, além de munição, 45 AK-47, 14 AR-10 e um G3, todas armas de guerra. O armamento estava escondido entre cargas com aquecedores para piscina.

O MPF quer saber por que a Polícia Federal não participou da operação, além de suas possíveis conexões com agentes públicos. De acordo com o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, coordenador do Controle Externo da Atividade Policial no Rio de Janeiro, a investigação tem o objetivo de compreender em que circunstâncias a ação da Polícia Civil foi deflagrada e quais são seus antecedentes.

Além disso, o MPF destaca que a Seção de Fiscalização do Tráfego Internacional do Departamento de Polícia Federal deve resguardar o Estado de crimes como tráfico de drogas e armas, contrabando e descaminho. E, se agir em conluio com o crime organizado, prejudicará as instituições e a sociedade brasileiras, dizem os procuradores da República.

Dessa maneira, o MPF oficiou a Polícia Federal e a Polícia Civil do Rio de Janeiro a prestar esclarecimentos em até cinco dias sobre a operação que apreendeu as armas no Galeão. O procedimento criminal tramita na seção de controle externo da atividade policial. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-RJ.

Professor Edson disse:
07 de junho de 2017 às 13:20

Tem gente na PF comprada, tem que descobrir quem é.

Professor Edson disse:
07 de junho de 2017 às 13:20

Tem gente na PF comprada, tem que descobrir quem é.

Servidor estadual disse:
07 de junho de 2017 às 13:57

esse tipo de conduta demonstra o total desconhecimento do MPF para a dinâmica do crime. Vê-se logo, que não tem experiência em investigações, não sabe, por exemplo, que muitas vezes inicia-se a investigação, por roubo de carros, por exemplo, e chegá-se a tráfico de drogas, armas e até de pessoas. A Justiça tem competência absoluta, que gera nulidade, a polícia, órgão do executivo tem atribuições genéricas - apurar autoria de crimes, exceto as militares -, de forma que a Polícia Civil não estava obrigada a informar à Polícia Federal, tão pouco significa que a Polícia Federal esteja envolvida em conluios com criminosos. Esse preconceito, em especial por parte do MPF, impede o bom relacionamento com a polícia, ao invés de expedir nota parabenizando a ação, como forma de incentivar novas ações, publica investigação. Se trabalha é admoestado, se não trabalha também. Por esses e outros motivos, acredito que a polícia deveria ter um órgão de controle externo formado pela sociedade, OAB, deputados e senadores, ou que uma comissão do Senado efetuasse o controle externo, como ocorre em alguns países. O MPF não está a altura dessa missão.

DPF Falcão - apos disse:
07 de junho de 2017 às 15:30

Se a Polícia Federal e a Polícia Civil são as únicas polícias judiciárias, poderiam o MP e o MPF se utilizar da Polícia Rodoviária Federal e das PMs como se polícias judiciárias fossem?

olhovivo disse:
07 de junho de 2017 às 16:22

O que na normalidade da minha mente pude captar, o MPF supõe que a PF teria falhado em não descobrir o contrabando antes da PCivil. Então, toda vez que a PRF, a PCivil etc. apreenderem drogas vindas do exterior, o MPF deve instaurar PIC para perquirir por que a PF não monitorou adequadamente todas as fronteiras e aeroportos do País. Puxa, que eficiência do MPF em procurar supostas falhas alheias, mas nenhuma eficiência em corrigir suas próprias falhas, que são homéricas.

Zeitgeist disse:
07 de junho de 2017 às 18:17

Poderiam começar instaurando IC para apurar improbidade dos membros das respectivas instituições que firmam TAcs duvidosos, como no caso da barragem de Mariana, ou o acordo de delação dos irmãos Batista. Podem também fiscalizar os diversos membros que trabalham em regime TQQ e recebem o salário integral, os adicionais e diárias pagas para exercerem atividades que já estão em suas atribuições, como diária para fazer audiência de custódia ou auxílio moradia sem comprovação de pagamento de aluguel ou qualquer gasto com moradia, afinal, se o promotor é obrigado a morar na comarca, qual a razão de receber tantos auxílios.

paulo alberto disse:
07 de junho de 2017 às 18:28

O mpf deveria dar parabens ao trabalho das policias estaduais, que diferente dos orgãos federais, agora podemos transformar promotor em delegado e delegado em promotor.

Sersilva disse:
07 de junho de 2017 às 19:13

Será porque eles ficaram de fora ???

Sersilva disse:
07 de junho de 2017 às 19:14

Tudo é possível !!!

hammer eduardo disse:
08 de junho de 2017 às 13:17

Teoricamente a Policia Civil não teria autoridade para entrar nas partes internas do Aeroporto que "seriam" jurisdição da PF portanto o dente de coelho já começa por ai. "Em tese" a Civil caso tivesse algo de concreto nas mãos deveria solicitar colaboração da PF ou aguardar para dar o "bote" já fora do aeroporto.
Preocupa o volume de armas apreendidas e mais o "obvio e ululante" que não foi nem nunca será o primeiro carregamento a entrar literalmente pela "porta da frente" pois estamos falando do Galeão monitoradissimo e não de pistinha de fazenda do seu Joãozinho das couves.
A PF sai desgastada deste episodio pois levou literalmente um belíssimo "calça arriada" por parte da sempre desacreditada "puliça civil" aqui do Rio que se chegou neste ponto, foi as custas de dedurações de boa qualidade pois via de regra não conseguem investigar nem a que horas o Sol vai nascer , a criminalidade Carioca a nível de Afeganistão não Me deixa mentir.
Nos outros Estados pode ser que a banda toque diferente mas aqui no Rio o descredito da Civil é algo que incomoda qualquer governante serio, algo que não temos a décadas no Rio. De qualquer forma ganharam seus merecidos " 15 minutos de fama" e agora aguardemos as consequências desta ação espetaculosa que catapultou os agentes para as manchetes dos jornais aqui e la fora. De qualquer maneira enquanto não se mudar PESADAMENTE a Legislação no quesito referente a posse , porte e ações criminosas com estas armas , continuaremos a aturar este cirquinho barato do faz de conta. Cara apanhado com fuzil ilegal deveria morrer podre na cadeia e se enfrentasse a Policia com Ele, já poderíamos logo economizar o frete , se Me faço entender.....

Carlos Afonso Gonçalves da Silva disse:
11 de junho de 2017 às 20:56

Engraçado esse nosso Ministério Público. Eles investigam sem base legal (uma vez que os seus procedimentos de investigação são lastreados em uma Resolução do CSMP), mas teimam em acabar com o poder de investigar das polícias judiciárias. Ora dizem que a Polícia Judiciária não tem condições e nem estrutura (para fundar a possibilidade dos impolutos promotores investigarem) ora questionam as ações da Polícia Civil.

Chega, MP. Chege de hipocrisia.

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