O escritório do advogado Willer Tomaz, preso por determinação do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, informou que o cumprimento de medida de busca e apreensão pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/5) não comprometeu documentos dos clientes da banca em Brasília.
Segundo a nota, os policiais pegaram somente material relacionado à operação. “Não foram comprometidos documentos dos clientes, pois a medida foi restrita a poucos arquivos relacionados com as investigações”, disse. Willer é acusado de tentar interferir no andamento da greenfield, que investiga os fundos de pensão. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma ainda que ele tentou interferir nas negociações delações premiadas com envolvidos no caso.
“A advocacia é uma profissão que visa a proteger o estado de direito. Por estar relacionado com combate para assegurar garantias individuais dos cidadãos está sujeita a acusações injustas. Os fatos noticiados na mídia hoje serão devidamente esclarecidos no curso das investigações”, diz o Willer Tomaz Advogados Associados.
Nesta quinta, foram cumpridos também mandados de busca e apreensão no Congresso Nacional e no Tribunal Superior Eleitoral. Na corte eleitoral, as buscas foram na Procuradoria-Geral Eleitoral, que tem sede no mesmo prédio. O alvo foi o procurador da República Ângelo Goulart Villela, também preso nesta quinta. Todos os pedidos foram feitos pela Procuradoria-Geral da República com base na delação premiada do empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS. O jornal O Globo divulgou na quarta-feira (17/5) trechos da delação, que está sob sigilo.

Nos próximos dias os clientes revogarão os mandatos concedidos ao ilustre causídico. Agora, "tá marcado".
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login