Lula diz que delatores citaram reuniões em dias de evento oficial

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (25/5), reportagens baseadas em agendas de ex-diretores da Petrobras, anexadas pelo Ministério Público Federal em processo da operação “lava jato”. Em sua página no Facebook, ele afirma que estava fora do Brasil ou em reuniões oficiais do governo federal em datas nas quais, segundo delatores, teria participado de reuniões para falar sobre a estatal.

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Lula diz que delatores citaram reuniões que teriam sido realizadas quando ele, na verdade, em evento oficial.
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Vinte e sete cópias de agendas foram incluídas nos autos em 15 de maio, cinco dias após depoimento de Lula ao juiz federal Sergio Moro, e divulgadas por jornais. O ex-presidente rejeita cada data em documento divulgado nesta quinta.

Atribui-se a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, anotação sobre “jantar Lula” em 16 de maio de 2009, quando o então chefe do Executivo federal sentava à mesa com o rei Abdullah bin Abdul Aziz Al Saud, na Arábia Saudita. Costa também aponta jantar com Lula em Pequim, dois dias depois, quando o ex-presidente na verdade dividia garfadas com o presidente da China, Hu Jintao.

Em outras 14 cópias, delatores citaram encontros com o então presidente em datas que participaram de cerimônias públicas nas quais Lula estava presente — inaugurações, visitas a instalações da Petrobras ou reuniões interministeriais, como as do Conselho Nacional de Política Energética.

“Não se tratam, portanto, de reuniões com a diretoria da Petrobras, muito menos de agendas com diretores específicos. E tudo realizado com cobertura da mídia”, reclama.

Para o ex-presidente, trata-se de “uma tentativa tosca de reescrever a história e criminalizar atos” oficiais. “Não há dúvida de que as agendas foram plantadas no processo para desqualificar o depoimento (…) em 10 de maio”, escreve o petista.

Ele afirma ainda que as agendas da Petrobras mencionam reuniões com Paulo Roberto Costa, embora o próprio delator — primeiro a fechar acordo na “lava jato” e ouvido no processo como testemunha — já tenha declarado que nunca teve reuniões individuais com o ex-presidente.

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Imagem no Facebook de Lula critica veículos de imprensa por citarem reuniões em datas de eventos oficiais.
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WLStorer disse:
25 de maio de 2017 às 20:53

Se tem uma coisa que o "cumpanheiro" não sabe fazer é dividir. O seu negócio é somar, somar, somar...
Na verdade ele não "dividia garfadas com o presidente da China", era o presidente da Chima que estava dividindo garfadas com ele e com todos os "cumpanheiros" que o acompanhavam em seus passeios pagos pelo povo brasileiro.

Observação disse:
26 de maio de 2017 às 10:31

Por favor, WLSTorer, é normal um chefe de Estado se reunir com outros. FHC também fez isso!

ju2 disse:
26 de maio de 2017 às 11:09

O advogado previdenciário WLStorer parece não se conformar que foi a irmã do seu candidato que acabou presa. Como a Vaza a Jato não tem nenhuma prova contra Lula, estão inventando. E a coxaiada acredita! Vão ser estúpidos assim na China!

JA Advogado disse:
26 de maio de 2017 às 11:36

Precisamos com urgência de um detector de mentiras no Brasil. E todos esses ladravazes deveriam ser submetidos a ele, porque é evidente que muitos deles estão mentindo, escamoteando, como fazia a máfia italiana.

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