“Operação abafa” quer desacreditar delações, diz ministro Barroso

Para o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, as críticas a delações premiadas da operação "lava jato" são parte de uma "operação abafa" para desacreditar os delatores. Na opinião dele, as críticas ao instrumento servem para intimidar os colaboradores e impedir que contem o que sabem sobre crimes.

Dorivan Marinho/SCO/STF

Para o ministro, o "bem” precisa vencer nesse momento difícil da vida brasileira.

“De onde se deveria esperar o mais determinado enfrentamento à corrupção, muitas vezes vem o compadrio e a parceria. É preciso que a sociedade brasileira esteja do lado certo”, afirmou. Para o ministro, o "bem” precisa vencer nesse momento difícil da vida brasileira.

As declarações de Barroso foram dadas no encerramento de evento ocorrido na Uniceub, em Brasília, que discutiu fatores de legitimação democrática das cortes constitucionais e o papel desses tribunais em tempos de crise.

Marcelo Galli

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Marcos Alves Pintar disse:
31 de maio de 2017 às 09:02

A dúvida que eu tenho é: ao realizar uma prejulgamento dessa magnitude, ao que consta sem uma análise minuciosa do conteúdo total de todos os processos, Barroso se declarará suspeito ou irá atuar, ou envergonhará o País mais uma vez com a conhecida parcialidade hoje vigente nos Tribunais Superiores?

Joe Tadashi Montenegro Satow disse:
31 de maio de 2017 às 15:25

O ministro Barroso, como sempre, apresenta lucidez em seus comentários e em suas conclusões. Por óbvio, os prejudicados tentam desqualificar os acusadores e os seus instrumentos, pois na falta de defesa, partem para o ataque. O país anseia pela correta aplicação da lei e da justiça, pois não podemos mais continuar como estamos. Os ataques serão fortes, pois os interesses contrariados não vão desistir facilmente. Força aos homens de boa vontade.

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