Política de combate às drogas só destrói vidas, diz Barroso

A guerra às drogas fracassou e a política brasileira de combate à venda e ao consumo de entorpecentes traz como resultado apenas vidas destruídas. Essa é a síntese apresentada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, em artigo publicado pelo jornal inglês The Guardian.

Carlos Humberto/SCO/STF

Ministro critica guerra às drogas
no Brasil em artigo no The Guardian.

Sob o título "Brasil precisa legalizar as drogas – A política atual apenas destrói vidas", Barroso afirma que, “por décadas, armas e aprisionamento são as marcas da guerra travada pelo Brasil contra o tráfico de drogas”.

Diz ainda que “a única maneira de vencer o crime organizado é parar de criar criminosos” e que a guerra na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, já está perdida.

Clique aqui para ler o artigo publicado no The Guardian (em inglês).

Rivadávia Rosa disse:
16 de novembro de 2017 às 22:59

O fato é que o Brasil não tem política de prevenção/repressão às drogas ilícitas, no entanto, assentou que ‘perdeu a guerra às drogas’.

Assim, a sociedade sucumbente estará propensa a pagar as [in]consequências do flagelo decorrentes do uso/abuso de drogas ilícitas como a percepção distorcida, perda da coordenação, problemas de memória e aprendizagem pela deterioração do aparato cognitivo, aumento do ritmo cardíaco, efeitos que segundo os especialistas – do consumo da inofensiva maconha – mesmo num cigarro de quantidade mínima de 0,5% de concentração de cannabinoide, sem esquecer as psicopatias pelo consumo crônico que atua como despertador de patologias latentes como a esquizofrenia e, de eventuais ataques cardíacos, e, até câncer?
Buenas, ainda, se abolirmos as penas, esvaziaremos as prisões e, salve-se quem puder no retorno ao Estado pré civilizatório.

Oficial da PMESP disse:
17 de novembro de 2017 às 09:47

A tática pode ser boa para fugir do enfrentamento de situações difíceis, quando se espera respostas e eficiência. Mas demonstra o pouco compromisso e respeito que os cidadãos esperam das autoridades públicas, como é o caso do ministro. Se fossemos seguir a mesma linha do seu raciocínio as políticas de repressão ao homicídio, ao estupro e à pedofilia também falharam. Entretanto, nenhum segmento estatal deixou de cumprir as suas obrigações. Talvez fosse esclarecedor conversar com os familiares de algum dependente químico que reside em uma cracolândia para indagá-los a respeito da opinião do ministro progressista.

Gabriel Arruda disse:
17 de novembro de 2017 às 13:15

O Ministro, pela enésima vez, demonstra sua filiação a ideais políticos incompatíveis com a imparcialidade de um magistrado.
Se deseja tanto legislar, que pare de ativismo e candidate-se ao Legislativo.
A atitude do Ministro somente fortalece a imagem do STF como oligarquia que realmente governa o país, às custas da democracia e do Legislativo.

Servidor estadual disse:
17 de novembro de 2017 às 14:02

Mal assessorado sobre o assunto, data venia, o Ministro labora em erro. Primeiro, nunca houve guerra às drogas de fato, pois em uma guerra é valida a eliminação do inimigo, o que se tentou foi a supressão das plantações em alguns países, onde a corrupção, por exemplo, impediu a criação de infraestrutura para escoação da safra legal, até porque as divisas trazidas por alface é infinitamente menor do que as trazidas por cocaína e maconha. Segundo, como disse o Doutor Rivadavia, nunca houve realmente intenção governamental em atuar firmemente contra a propagação das drogas, pois sabemos que os exploradores do tabagismo tem esperança de substituir o tabaco pela maconha, de forma que propagandas como as feitas contra o tabaco nunca existiram, ao contrário se investe muito na marcha da maconha. Quarto o cigarro é legalizado, nem por isso o Paraguai deixa de vender mais cigarro que as empresas nacionais, a custo de muito sangue para quem trabalha na fronteira, com grande perda de receita. Quinto, assim como ocorre com o cigarro, o usuário continuará comprando do traficante, pois o valor será menor, pois não incindirá impostos. Sexto, nos EUA onde a maconha foi liberada aumentou em 48% o número de crimes, de violência contra mulheres e entre usuários, a ponto dos Estados que não liberaram a droga processarem os que liberaram, pois em suas divisas o crime aumentou em muito também, pondo por terra parte dos argumentos do Ministro. No Uruguai as farmácias que vendem não conseguem atender outro tipo de clientela, e lá, ainda não existe estudos sobre os impactos da liberação da droga. A guerra contra drogas é apenas uma metáfora, o que o Presidente americano quis dizer é que traficantes não teriam benesses legais. Sétimo abriu a porta para o fentanil.

Servidor estadual disse:
17 de novembro de 2017 às 14:11

1) Proibição de acesso a insumos por parte dos países produtores, restrições comerciais caso não ocorra continua redução nas plantações de maconha, ópio e cocaína, proibição de receber auxilio como do FMI; 2) Extradição de qualquer pessoa para o país prejudicado em caso de tráfico de drogas; 3) prisão perpétua e de morte para grandes traficantes; 4) Prisão sem benefícios legais, como progressão de regime para pequenos e médios traficantes; 5) perda automática de todos os bens em caso de tráfico de drogas, inclusive de residências, ainda que único imóvel;6) entre prisão e sentença e perdimento de bens 90 dias no máximo; 7) Criação de forças tarefas para apuração de crimes de tráfico; 8) internação compulsória para dependentes químicos e morte civil para usuários, pois há diferença gritante. Isso é um esboço de uma guerra, mas pode piorar.

Observador.. disse:
17 de novembro de 2017 às 15:25

Pegue um avião e vá visitar estados nos EUA onde a droga foi liberada.
1) O tráfico continua e faz concorrência com os estabelecimentos legais.
2)Os Estados, como bem já disse outro comentarista, que não liberaram, estão reforçando suas fronteiras.
3)O número de usuários aumentou.
4)Os estabelecimentos legais agora contratam, em muitas cidades, ex-Veteranos de Guerra (Iraque e Afeganistão) para protegerem suas lojas de ataques de traficantes.Pois, como assalto à banco, assaltar para roubar drogas de estabelecimentos fixos, sem proteção, se tornou um mercado interessante para médios traficantes.

A discussão das drogas sempre foi levada com falta de lógica.
Comparam a liberação ao que ocorreu com o álcool.
O álcool sempre foi permitido.Desde priscas eras. De repente foi proibido, nos EUA, o que fomentou todo um comércio ilegal.
Com as drogas é diferente.
Os avanços permitem drogas feitas (ou alteradas) em laboratório, para aumentar o poder viciante e tornar o usuário um eterno dependente do seu consumo.
Fora que existem drogas que alteram, de tal forma, a química do cérebro, tornando a pessoa um potencial criminoso de alta periculosidade.
Há crimes em que filhos matam pais para usar o dinheiro. Ou porque foram repreendidos.
E, para piorar, países que liberam sem a contrapartida da liberação em todos os outros que o cercam, tornam-se presas de máfias, traficantes, além de se tornarem rotas de um turismo que em nada favorece a sociedade.Turismo para consumo de drogas chamadas recreativas.

Nunca houve guerra às drogas. Existiu apenas o termo, usado por um Pres.Americano.
Não dá para haver guerra contra um inimigo que desaparece, pois está presente no potencial existente, em todo ser humano, para fugir à realidade.
Mas unicórnios não existem...

joaovitormatiola disse:
21 de novembro de 2017 às 00:34

Parabéns ao novo congressista!

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