Por qual motivo alguém quer ou precisa ter uma arma? Depende: se for um assaltante ou um policial, fica óbvia a resposta. Mas, se for apenas uma pessoa comum, um cidadão, pacífico, trabalhador e pai de família exemplar? Certamente não será para cometer algum crime. Por que, então? A resposta é o objeto deste artigo, que pretende evidenciar a necessidade de que se confira eficácia concreta aos preceitos constitucionais que, direta ou indiretamente, cuidam da matéria.
A inspiração para este artigo está numa lição do ministro Roberto Barroso, para quem “toda a ordem jurídica deve ser lida e apreendida sob a lente da Constituição, de modo a realizar os valores nela consagrados”. Assim, “ao aplicar a norma, o intérprete deverá orientar seu sentido e alcance à realização dos fins constitucionais”. “Em suma: a Constituição figura hoje no centro do sistema jurídico, de onde irradia sua força normativa, dotada de supremacia formal e material. Funciona, assim, não apenas como parâmetro de validade para a ordem infraconstitucional, mas também como vetor de interpretação de todas as normas do sistema.” (Luis Roberto Barroso, Neoconstitucionalismo e Constitucionalização do Direito, in RTDP 44/18, Malheiros Editores, São Paulo).
Para ser direto e objetivo, este breve estudo abordará apenas dois artigos da Constituição Federal: o artigo 5º e o artigo 144.
Quanto ao artigo 5º, em seu caput ele garante, com igualdade e sem qualquer distinção, “aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. No inciso II está dito que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”, tendo-se como pressuposto que tal lei, como requisito de sua validade, deverá estar conforme à Constituição.
Está dito no inciso III que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”, cabendo aqui anotar que não se trata apenas de proibir a tortura policial, mas, sim, do dever de impedir que qualquer pessoa seja vítima de tratamento desumano ou degradante. Por último, registre-se que o inciso XI afirma que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador”, ficando claro que qualquer pessoa que ingressar na casa (em sentido amplo, abrangendo local de trabalho) sem consentimento, estará violando a Constituição.
Como se sabe, todas essas garantias constitucionais são diuturnamente violadas no Brasil. O número de homicídios é absolutamente inaceitável para qualquer país civilizado. Ninguém está seguro ao simplesmente andar pelas ruas. Os estupros são numerosos, mesmo sem contar os que não são denunciados pelas vítimas. Quem já teve sua casa assaltada, estando o pai e a mãe acompanhados de filhas adolescentes, sabe muito bem o que é tortura e tratamento desumano ou degradante. Paralelamente, o Estado, proíbe, por lei, o exercício eficiente da legítima defesa pelas vítimas.
Não é o caso de se desenvolver aqui um rosário de inconstitucionalidades da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, a chamada Lei do Desarmamento. Muita gente, de boa fé, acredita que armas matam e que menos armas significam menos mortes. Mas o fato incontestável é que o número de homicídios sempre aumentou, ano a ano, após a promulgação daquela famigerada lei. O que se pretende aqui é destacar apenas um aspecto. Essa lei, em seu artigo 10, parágrafo 1º, inciso I, reserva o direito à auto defesa, mediante o porte de arma, apenas a quem “demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física”. Fica absolutamente claro que o cidadão comum, a pessoa humana, não tem esse direito, que é conferido apenas a alguns profissionais.
Soa simplesmente ridícula a exigência da prova de risco à integridade física, dado que, como é cediço, não há necessidade de provar aquilo que é público e notório. O risco ao patrimônio e à dignidade pessoal não são considerados. Por último, cabe salientar que o reconhecimento do risco depende de uma decisão discricionária, sem qualquer parâmetro objetivo, por parte da “autoridade competente”. Esta última expressão vai entre aspas para deixar claro que se trata de um privilégio espantoso, sujeito a todo tipo de influências. Não há exigência expressa de que a decisão seja devidamente motivada.
O que foi dito acima já é suficiente para uma análise jurídica, serena e desapaixonada, da compatibilidade, ou incompatibilidade, do tratamento legal da matéria, em face dos mandamentos constitucionais, que, segundo o ministro Barroso, devem servir como vetor interpretativo de todas as normas. É perfeitamente normal que pessoas comuns tenham diferentes posicionamentos a respeito do assunto armas, por idiossincrasias, sentimentos religiosos, influências midiáticas etc., mas o profissional do Direito deve pautar-se unicamente por razões de ordem jurídica.
Neste ponto, e nessa linha de orientação, cabe examinar o disposto no artigo 144, caput, da Constituição Federal, que se transcreve: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”. Como todo e qualquer dispositivo legal, este não pode ser interpretado isoladamente, fora de seu contexto, mas, no caso específico, este preceito deve ser interpretado à luz de tudo quanto foi dito acima. A segurança pública, que deve ser proporcionada pelo Estado, não é apenas um direito de todos, como algo disponível, que qualquer pessoa pode querer ou não. É mais que isso: é também responsabilidade de todos. Isso significa que a colaboração para a segurança do conjunto social é um dever de todos. E aqui vai a pergunta: como é que um dever constitucionalmente afirmado, pode ser proibido pela lei ordinária?
As empresas de segurança, ou que lidam com valores, ou com explosivos, são obrigadas a colaborar com a segurança pública. Se cada uma dessas empresas negligenciar no tocante a seu dever de zelar pela segurança, o corpo social, e cada pessoa, estarão em risco. A segurança privada, em cada condomínio residencial também é uma forma de colaborar com a segurança pública, no sentido de segurança de todos. Cada pessoa que denunciar simples atitudes suspeitas estará emprestando sua colaboração. Enfocando agora nas coisas comuns, do dia a dia, sob outra perspectiva — a do criminoso, assaltante, estuprador — é melhor escolher a vítima entre quem se sabe estar desarmado, ou entre quem pode estar armado? Outra pergunta: quem cuida de sua segurança pessoal, de sua família e de seus bens, quem está aparelhado para exercer a autodefesa, colabora, ou não, para com a segurança geral, como é seu dever?
A ordem jurídica democrática é absolutamente incompatível com o preconceito no sentido de que cada cidadão armado é um criminoso em potencial. Obviamente, não se está pregando o armamento geral e irrestrito, pois, elementarmente, todo direito é limitado. Mas uma coisa é estabelecer limites e outra coisa, muito diferente, é aniquilar um direito, mediante condicionamentos abusivos, exacerbados, discriminatórios ou excessivamente onerosos. Positivamente, não existe na Constituição qualquer mandamento no sentido de que a vida, a incolumidade pessoal e do patrimônio e a própria dignidade da pessoa estejam totalmente, e exclusivamente, confiados ao Estado. Como se sabe, existem ideologias que pregam a submissão ao Estado como algo ideal a ser atingido. A estes é bom lembrar a advertência da jornalista Ruth de Aquino: “No momento em que o Estado decidir tudo por nós, como pensamos, o que ouvimos, o que vemos, o que nossos filhos podem ou devem ver, ler, ouvir, será o fim da democracia e o começo da ditadura”. (Revista Época, 13/11/17 p. 138).
Resta apenas completar. O posicionamento de cada um em relação ao Estado não admite relativismos. Não é possível, racionalmente, que alguém seja contrário à submissão ao Estado, salvo no tocante a algum determinado assunto. No caso, o exercício eficiente da legítima defesa, com os meios para isso necessários. Cabe a cada um fazer um exame de consciência, para aferir se tem uma mentalidade totalitária ou libertária. O totalitarismo não tem limites; as liberdades democráticas são sempre limitadas, tendo como pautas os mandamentos constitucionais.

Só faltou dizer que o desarmamento da população não tem nada a ver com o combate à criminalidade, mas apenas controle social e preparação ao totalitarismo.
Para quem escreveu que a análise deveria ser "desapaixonada", um texto carregado demais de maneira ideológica, e com erros graves que um profissional do direito não poderia cometer. ories/PDFs/150825_cerqueira_armas_e_crim es.pdf). ries/Noticias/2012/Apresentao2.pdf)
Existem mais, mas não cabe.
Erro gravíssimo 1) "Mas o fato incontestável é que o número de homicídios sempre aumentou, ano a ano, após a promulgação daquela famigerada lei." MENTIRA. O aumento de homicídios entre 1995 e 2003 foi de 21,4%, enquanto de 2003 até 2012 foi de 0,3%, com alguns anos apresentando baixas, como 2004 e 2005, anos diretamente após a aprovação da lei (fonte: Ipea http://www.ipea.gov.br/agencia/images/st
Erro gravíssimo 2) "Soa simplesmente ridícula a exigência da prova de risco à integridade física, dado que, como é cediço, não há necessidade de provar aquilo que é público e notório." 70% dos nossos homicídios acontecem contra jovens negros em comunidades carentes. Onde eu moro, nós tivemos apenas 2 homicídios dolosos em 5 anos, sendo que ainda as situações eram entre pessoas já "problemáticas". Então, não existe esse risco público e notório para todo o país. Aceita então que só jovens negros de comunidades carentes tenham facilidades ao acesso de armas?
Erro gravíssimo 3) "Isso significa que a colaboração para a segurança do conjunto social é um dever de todos. E aqui vai a pergunta: como é que um dever constitucionalmente afirmado, pode ser proibido pela lei ordinária?" Justamente. Os fatos reais apontam que mais armas significam mais mortes, até porque a chega a 83% os homicídios que acontecem por motivo fútil e de maneira impulsiva, ou seja, o acesso à armas só piora. (fonte: conselho nacional do ministério público. http://www.cnmp.gov.br/portal/images/sto
Há tempo não lia uma análise jurídica tão coesa e verdadeira como essa. Sem dúvida, o Dr. Adilson Abreu Dallari tocou em pontos primordiais que, ouso dizer, nunca antes foram comentados publicamente, a exemplo da questão da segurança pública como responsabilidade de todos, insculpida no art. 144 da CF. Um texto sóbrio e que traz à luz a incongruência da legislação desarmamentista, notadamente antirrepublicana (dado o resultado do referendo de 2005) e inconstitucional (conforme evidenciado pelo nobre Jurista).
Brilhante abordagem, tanto no aspecto jurídico e quanto fático. Se valeu de dispositivos constitucionais da triste realidade que nos cerca. As garantias constitucionais são violadas diuturnamente no Brasil, invadem domicílios, roubam, humilham, torturam, estupram e matam pessoas de bem aos milhares e querem que o cidadão declare ou demonstre efetiva necessidade para adquirir ou portar uma arma de fogo. É uma piada de péssimo gosto.
E, muito bem lembrado, a segurança pública é “direito e responsabilidade de todos”, nos termos do artigo 144 da CF. Melhor ainda a pergunta: “quem cuida de sua segurança pessoal, de sua família e de seus bens, quem está aparelhado para exercer a autodefesa, colabora, ou não, para com a segurança geral, como é seu dever?”
O conjur noticiou (Gestão da vida – Juíza autoriza advogado de Mato Grosso a andar armado para se defender de ameaças, 20/11/2017) que um delegado indeferiu um requerimento de porte de arma sob o argumento de que não é “razoável o temor manifestado pelo requerente no sentido de ser alvo da ação de delinquentes com os quais tenha mantido contato", "cabendo a ele a gestão de sua vida profissional e ao Estado lhe prestar a segurança pública cabível.”
Ora, a um só tempo, o delegado ignorou a Constituição e a realidade. Como se o cidadão não tivesse direito à autodefesa, como se a vida, a integridade e o patrimônio das pessoas, bem como a segurança pública, fossem confiados exclusivamente ao Estado, e como se a polícia fosse onipresente e impedisse a onda de crimes violentos que vem ocorrendo no país.
"A ordem jurídica democrática é absolutamente incompatível com o preconceito no sentido de que cada cidadão armado é um criminoso em potencial."
Obrigado e parabéns ao articulista.
Edson Ronque III demonstra ignorância profunda sobre o tema. Apaixonado e ideológico é o seu ponto de vista acerca do texto. Desconhece, por exemplo, o período de anistia (e suas implicações) da Lei 10826/2003, que curiosamente coincide com a queda de homicídios. Usa de dados isolados, pessoais ("no lugar onde moro...") nada científicos e absolutamente alheios à análise legal da questão. Além disso, cita índices sem fonte (os 70%), o que soa absurdo no país em que apenas 8% dos inquéritos são resolvidos. Argumenta que mais armas causam mais mortes, trazendo fonte do Conselho Nacional do MP que NADA refere acerca dos instrumentos usados nos homicídios e que cujas motivações dos crimes são tradas como causas PROVÁVEIS. Portanto, absolutamente pueril a colocação do ponto de vista científico e, por outro lado, cheia de senso comum. Aconselho, para aqueles que querem INFORMAÇÃO (e não o contrário), que busquem se cercar de literatura especializada. Indico os livros: Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento - de Flávio Quintela e Bene Barbosa - Editora Vide Editoral; Preconceito Contra As Armas - de John Lott Jr. - Editora Vide Editorial. Articulando Em Segurança Pública: Contrapontos ao Desarmamento Civil - de Fabrício Rebelo - Editora Prismas.
Há anos.
Tem 100 milhões a menos de pessoas do que os EUA, que tem armas, e uma taxa de homicídios vergonhosa.
http://www.gazetado povo.com.br/ideias/com-10-das-armas-dos- eua-brasil-tem-taxa-de-homicidios-com-ar mas-de-fogo-5-vezes-maior-6zn5gstr2xtthj th8y77xsi67
Da mesma forma que alguns publicam dados se recusando a perceber a realidade.
A realidade dos assaltos.Dos crimes banais.Das mortes sem reação, que contrariam teses de "especialistas" que, por anos, ensinaram as pessoas a se acovardarem, com o mantra do "não reaja", ensinando, também aos bandidos, que encontrariam um campo aberto para praticarem seus crimes e darem vazão às suas taras e hediondez.
Somos um dos países mais violentos do mundo.
https://exame.abril.com. br/mundo/os-25-paises-mais-violentos-do- mundo-brasil-e-o-18o/
Desarmara m a cidadania enquanto os bandidos se armaram mais. Hoje em dia ousam acintosamente. Assaltam sem medo algum.O risco de confronto é mínimo.
Chega a ser uma piada sem lógica achar que "O Estado dará segurança etc e tal"....como se vivêssemos um conto de fadas.
Um país continental. Populoso.E com recursos financeiros limitados.
O Estado estará em todas as ruas?
Em todas as casas?
Em todos os rincões?
O que aconteceu foi pura ideologia. Todos sabem disso.
Ficam tapando o sol com a peneira.
Usando teses estapafúrdias, sem lógica alguma, em desconexão total com a realidade...fazendo isso sem corar.
Sem ter um pingo de vergonha.
Mas o Brasil está mudando.
O povo está cansado.
A vida é o bem mais precioso que temos.
O brasileiro vem sendo imolado em nome de um pensamento que se recusa a reconhecer seu fracasso e sua incompetência prática.
O Jurista Adilson Dallari é dos mais sérios e coerentes dentre os verdadeiramente ilustres. Não é doutrinador de ocasião.
"Desarmaram a cidadania enquanto os bandidos se armaram mais.".
Qual a sua opinião sobre o homicídio do caso Pimenta Neves, pessoa até o fato típico, respeitada e integrante da "nata" paulistana?
Qual a sua opinião sobre aquele fiscal da lei (promotor de justiça) que acabou alvejando - e matando! - jovens em badalada praia paulista? E sobre aquele outro caso, o do promotor Igor? E o do casal de profissionais jurídicos, moradores das Perdizes (ele delegado da PC/SP, ela juíza do TRT/SP)? Todos pessoas de bem, 2/3 com notório acesso legal a armas de fogo?
E do instinto homicida de nossos motoristas? Esses dias atravessava uma via de pouco fluxo, na faixa de pedestres. Verdade, o sinal estava vermelho para o pedestre. Durante a minha travessia, surgiu um veículo, cujo motorista não diminuiu a velocidade. Sinalizei que estava na faixa e ele pôs a cabeça para fora a dizer "está verde para mim". Pois é! O motorista "seguidor das regras de trânsito" ignorava que estava conscientemente (dolosamente) em vias de praticas lesão corporal (crime do Código Penal) contra um pedestre? Esse é o padrão de nossa "gente de bem". Imagine!
Por enquanto, hoje tenho ABSOLUTA certeza de que só os bandidos estão armados.
O senhor transforma casos pontuais em regra.
Como citar atiradores nos EUA, como se a exceção fosse regra e como se os EUA, dos países com enorme população, não fosse dos mais seguros.
Quanto ao suposto instinto homicida dos nossos motoristas...me lembro de um desenho da Disney , sobre a transformação do Pateta ao assumir o volante de um carro. Veja. É muito interessante.Dos anos 50:
https://www.youtube.com/wat ch?v=fW3m5I-5d-E
Tal comportamento irracional de motoristas vem de longa data. E não é produto nacional.
Já ocorreu algo comigo, similar ao seu caso, na Europa.
Respeito sua opinião.
Mas estão manipulando a sociedade.
Ninguém quer todos armados na rua.
Mas armas para proteger suas propriedades, suas famílias, sem ficar à mercê dos senhores da vida e da morte dos brasileiros(os bandidos que podem tudo, atualmente).
Não há explicação lógica para assim proceder.
Há as boas intenções e nada mais.
E destas, já dizia alguém, o inferno está cheio.
Há, ainda, a inferiorização do brasileiro, taxando-o como povo néscio, violento e não merecedor do pleno direito à sua própria proteção.
E somos assim por que?Talvez pela incompetência de um Estado que a tudo quer controlar, mas não tem competência nem ao menos de educar.
Ou mesmo educar-se.
Somos o país dos bacharéis.
Ainda.
Enquanto isso, veja o que diz este Suíço sobre armas:
"A chave da liberdade é a possibilidade de poder defender-se. Se você não tiver as ferramentas para isso, ficará à mercê de qualquer um que queira subjugá-lo".
Veja o vídeo, se for possível.
É muito interessante.
E, um dia, vá à Suíça e converse sobre o tema com cidadãos Suíços.Já fiz isso.
Eles ficam pasmos com a quantidade de mortes aqui, e com nossa incapacidade de mobilizarmo-nos como sociedade.
Não publiquei.
O vídeo sobre armas na Suíça.
Segue abaixo.
Saudações ao senhor.
https://www.youtube.com /watch?v=0derSuaWo9Y
"Qual a sua opinião sobre aquele fiscal da lei (promotor de justiça) que acabou alvejando - e matando! - jovens em badalada praia paulista?"
Esse caso, do Promotor Thales, é o exemplo perfeito do porquê de se ter uma arma para sua defesa.
Ele foi importunado incessantemente por tais "jovens" que o tentavam agredir e também a sua namorada. Estando ele acompanhado de sua namorada e de sua arma e também no dever de garante (já que possuía o meio para assegurar a defesa dela), defendeu-se como podia. Só lhe faltou dizer que ele foi ABSOLVIDO do crime. Uma testemunha viu toda a ação dos "jovens" a quem o senhor se refere como anjinhos, mas que na verdade eram o contrário. Partiram para cima do Promotor, ofenderam-no, tentaram agredi-lo, ele desferiu dois tiros de advertência no chão e outro para o alto e nem isso afastou os "jovens anjos" do seu comentário, sendo que um deles partiu para cima do Promotor e de sua namorada, tentando agredi-los, por isso foi alvejado e morreu. Aqui está o vídeo completo do julgamento: https://www.youtube.com/watch?v=0UN75S7r QIs
No mais, palavras de quem parece ter nascido após 2003, só isso justificaria tamanha sanha em argumentar falaciosamente sobre este assunto.
Quem apoia o desarmamento apoia o totalitarismo e o domínio estatal sobre o cidadão. Cidadão desarmado também é cidadão indefeso, seja perante o crime, seja perante o Estado. A história está aí e não me deixa mentir qual foi o destino dos países desarmados.
Obrigado pelo exemplo e por corroborar a ideia de que uma arma salva uma vida.
Não sei por qual país da Europa o colega comentarista foi vitimado. Onde passei, eu até achava engraçado o excesso de paciência com o pedestres. Nem precisaria ir tão longe, não. No Chile, constatei algo semelhante e muito contraditório ao comportamento brasileiro. E no quintal de casa, no interior paulista (onde paulistanos perniciosos ainda não tenham fincado bandeiras!) vivenciei o mesmo clima de respeito.
É algo impensável e impossível nos Jardins, em Moema, na Vila Clementino, Pinheiros... Aliás, no interior, um taxista disse que a violência lá preocupava (!?). Que tipo? Sitiantes furtados quando saem de suas propriedades e passam a noite fora...
O desenho do Pateta foi reprisado várias vezes nos anos 80. E penso que somente reforça a minha crença. Em vez do carro, a pistola na cintura...
Até o próximo dissenso, em outra coluna.
Acho engraçado quando alguém quer atribuir a responsabilidade por uma ação humana ao objeto utilizado na ação. Como se a arma de fogo fosse a causa, e não o instrumento da ação humana. Uma visão errônea e simplista.
Quem acha que pode resolver tudo com uma arma é um otário, um covarde, um pilantra, que não pode querer transferir sua responsabilidade para o instrumento utilizado para cometer eventual crime. Se alguém acha que uma pessoa se torna “corajosa” com uma arma, é covarde, provavelmente um criminoso enrustido e é melhor mesmo que não tenha arma de nenhum tipo. Quem mata por motivo fútil, seja com uma arma de fogo, uma faca, um martelo, um caco de vidro, um automóvel e até mesmo com as próprias mãos é um criminoso atroz e imbecil que deve responder por seus atos.
Pessoas de bem querem possuir ou portar armas de fogo para sua defesa, com o necessário equilíbrio e responsabilidade, mas rezam para não ter de fazer uso dela. E a maioria passa toda vida sem precisar fazer uso da arma (ainda bem, né?).
E, ressalte-se ainda que os exames e testes instituídos pela legislação afastam a maioria dos inaptos à posse ou ao porte de armas de fogo.
Os desequilibrados, os covardes, os que não compreendem ou, por qualquer motivo não gostam de armas, simplesmente não as tenham! Idem para os que preferem soltar balões brancos, pregar a paz e oferecer flores aos criminosos. Mas não queiram impor sua vontade e opinião aos que pensam diversamente (e são maioria) e têm o direito de ter uma arma de fogo para se defender.
A arma de fogo não causa violência, quem causa violência é o homem.
"A ordem jurídica democrática é absolutamente incompatível com o preconceito no sentido de que cada cidadão armado é um criminoso em potencial." É isso.
"Mas não queiram impor sua vontade e opinião aos que pensam diversamente (e são maioria) e têm o direito de ter uma arma de fogo para se defender."
Tenho a sua permissão para pensar diferente?
Aliás, o teclado também tornou-se arma de autoritários ferozes.
O senhor perguntou em qual país da Europa.
Em dois.
Na Grécia e na Itália.
Experimente em Roma passar desavisado na faixa.
Ou em Atenas.
Não contará com a paciência de ninguém.
Mas esta não é a história.
Banir armas só interessa a regimes totalitários.
O senhor não comentou o vídeo do Suíço.
Ninguém gosta de comentar.Pois é clara a falácia de mais armas = mais crimes.
Mais armas na mão de bandidos. Menos armas na sociedade = mais crimes.
Por isso os Suíços não sabem o que é Guerra há mais de século.
Por isso os Suíços vivem em sociedade pacífica.
Porque tem leis; porque tem liberdade e autonomia para autodefesa.
Jamais entenderei quem terceiriza a defesa da sua vida e dos seus entes queridos ao Estado.
O Estado não é uma divindade.
É um grupo de pessoas, tão humanas quanto o senhor ou eu, que devem servir a sociedade pagadora de impostos.
Jamais o contrário.
Quando o contrário é a regra, temos qualquer coisa aí, menos liberdade ou democracia.
Até o próxima dissenso.
Saudações.
Atualmente, qualquer resistência contra todo esse lixo ideológico que ainda nos está sendo imposto é taxada como autoritarismo, comportamento reacionário e os clichês já conhecidos.
Autoritarismo é desrespeitar um plebiscito. É insistir durante anos em uma política que foi recusada democraticamente pela população. É desconfiar do cidadão de bem que não apóia o desarmamento, tratando de forma preconceituosa quem pensa diferente. É a patrulha de uma minoria que se acha mais bem intencionada que os demais e que quer impor sua vontade. Autoritarismo é patrocinar doutrinação insistente do povo, no mais das vezes através de argumentos falaciosos.
O desarmamento vem sendo imposto há anos, insistentemente. Só os que apóiam tal política tem tido voz e vez nesse debate. Fala-se muito em lobby das armas, mas o lobby dos governos que nos impuseram o desarmamento, das ONGs e da grande mídia que apóia tal política reina absoluto e soberano durante todos esses anos. Já passou da hora de darmos voz e vez aos contrários.
Vejam que absurdo, teve (não sei se ainda tem) ONG que foi autorizada a recolher armas da população. Cidadão de bem não pode ter arma, é feio, é perigoso. Melhor entregar para o pessoal da Viva Rio, que tem atestado de honestidade inquestionável e estrela na testa, né?
Por isso, quem atualmente precisa pedir autorização para pensar diferente não são os concordam com o desarmamento. São os que são contra, que vivem sendo patrulhados pelos professores do correto (que, quando contrariados, costumam se passar por vítimas, acusando os contrários de intolerantes, autoritários ferozes, etc).
Tem gente que acha que “boas causas” não podem ser questionadas. E se dizem tolerantes.
Pensar diferente é uma coisa. Impor uma forma de pensar é outra.
Eu não bati panela, mas concordei com todos os que bateram. Não vesti camisa da CBF, mas concordei com os que vestiram e foram para a Av. Paulista. Sempre estranhei professor militante (normalmente de História, Geografia e afins) infiltrado em sala de aula. O objetivo político deles (na atual polarização é necessário dizer "nós" e "eles") prevaleceu por mais de uma década, muito em razão dos alunos que padeceram na pobreza decorrente da omissão dolosa dos tais cabos eleitorais no desempenho do "magistério".
Não seja superficial na sua avaliação sobre as pessoas.
Até o próximo dissenso, em outro tópico.
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Caro Observador.
O vídeo suíço será assistido.
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