A reportagem da revista Veja na qual são listados os valores supostamente cobrados por advogados de renome tem gerado repercussão na classe. Os criminalistas Alberto Zacharias Toron, José Luís Oliveira Lima e Claudio Mariz escreveram carta aberta dizendo que a informação de que cobram R$ 10 milhões de honorários não está correta.
A reportagem relata que uma classe de advogados de honorários milionários foi constituída por causa do trabalho demandado pela operação "lava jato". No meio do texto, o quadro "Ordem dos Advogados Milionários do Brasil" classifica como "realeza" um grupo de advogados que cobraria R$ 10 milhões por caso — entre eles estão Toron e Mariz.
Toron diz que não foi entrevistado nem procurado por ninguém da revista e que ficou consternado com a publicação da reportagem. "Foi verdadeiramente repugnante ver meu nome colocado em matéria puramente especulativa e irresponsável por apregoar dados sem qualquer verificação e, o que é pior, inverídicos."
Já Mariz diz que ficou estarrecido e que o que foi dito sobre ele é "invencionice". "Jamais em toda minha vida profissional cobrei valores que nem de longe se aproximam daquele mencionado na referida matéria. Lamento que uma revista da importância da Veja recorra a um jornalismo de baixa envergadura, pois baseado em mera ficção completamente afastada da realidade dos fatos."
Juca, como Oliveira Lima é conhecido, reclama não ter sido procurado e diz que as informações publicadas pela revista não são verdadeiras.
Clique aqui para ler a carta de Toron.
Clique aqui para ler a carta de Mariz.
Leia a carta de José Luís Oliveira Lima:
São Paulo, 24 de novembro de 2017.
Prezado Diretor de Redação da Revista Veja,
Chocado com a matéria “Poderosos entre os Poderosos”, publicada na edição de 25/11, gostaria de registrar que não fui procurado ou entrevistado e que os dados a mim atribuídos não são verdadeiros.
Peço a gentileza da publicação da presente.
Atenciosamente,
José Luis Oliveira Lima

Poderiam emprestar para a OAB, Sindicatos, ONGs, urbanizarem a comunidade do Borel, auxiliarem o Flamengo no pagamento de dívidas e emprestarem ao governo do Rio de Janeiro para pagamento dos funcionários públicos.
No Brasil a grande mídia é mantida por anúncio de grandes empresas, instituições financeiras e pelo Estado. Esses, no entanto, são os maiores litigantes do universo, partes na esmagadora maioria das ações judicias em curso pelo País, na maioria dos casos propostas por advogados independentes e sem vínculos ou amarras com o poder econômico ou o Estado. Nesse contexto, quase sempre o advogado brasileiro figura como sendo o "vilão na história" na pregação ideológica da mídia pátria. "Honorários exorbitantes", atuações de má-fé, apropriação de valores, etc., fazem parte do imaginário da mídia, atingindo em via de consequência o grande público, facilmente manipulável. A realidade crua dos escritórios de advocacia, no entanto, é muito diversa da mostrada na mídia. Altos custos, longo tempo até o recebimento dos honorários, descumprimento por parte do cliente de suas obrigações, concorrência desleal por parte de advogados despreparados, mitigação da verba sucumbencial, são realidades que fazem da advocacia uma profissão parcamente remunerada, ao passo que é exigido do advogado devido ao caos que domina o País um imenso esforço para exercício da profissão. Fato é que a OAB principalmente, e boa parte dos advogados mais remunerados e de maior visibilidade, nunca se preocuparam realmente em restaurarem a dignidade da profissão frente aos frequentes ataques da midia, notadamente quando as vítimas são os advogados anônimos. Como seria de se esperar, as vítimas agora são os grandes advogados.
Não li e nem quero ler o que disse a revista. Mas e se, por acaso, os advogados tivessem cobrado e os clientes tivessem pago os honorários tidos como exorbitantes? Os advogados questionados são profissionais de renome, e não são escolhidos sem razão, mas pela sua experiência e credibilidade. Deixem os profissionais trabalharem. Se estão trabalhando e recolhendo o tributos devidos, que mal há nisso?
Verdade = descrição objetiva dos fatos? Não.
Não havendo uma prova sequer dos valores cobrados, realmente, a reportagem é pura especulação.
Se não há compromisso com a verdade, então qual o objetivo da reportagem? Não acredito que seja apenas para a classe média ter assunto para se divertir.
De um lado uma reportagem sobre o honorários milionários e de outro, vagas em escritórios como "associado" com cumprimento de horário e outros requisitos presentes na CLT, com salário de 2 mil reais para anos de experiência. Revolta quem? Não a massa que trabalha como "associado".
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