Preso há um dia, filho de Amarildo não teve audiência de custódia

Preso nesta quinta-feira (5/10), na favela da Rocinha, um dos filhos do pedreiro Amarildo Gomes da Silva, que tem o mesmo nome do pai, ainda não passou por audiência de custódia, mesmo após 24 horas de sua detenção.

Ele foi levado há pouco para fazer exames no IML e permanecerá custodiado até segunda-feira (9/10). Sem antecedentes criminais, Silva foi indiciado por porte ilegal de arma e associação ao tráfico. Segundo a polícia, foram encontrados com ele uma pistola 9 milímetros, munição e um cigarro de maconha de 0,7 gramas.

O advogado dele, Rafael Faria, afirma que os policiais não tinham mandado para entrar na casa do filho do pedreiro — morto em 2013 pela polícia fluminense

Reprodução

Filho de Amarildo foi preso durante ronda da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Em depoimento, a mãe de Amarildo Gomes da Silva, que estava com ele na casa durante a entrada dos policiais, afirmou que não sabia que seu filho guardava a arma. Ela conta que um dos policiais entrou em sua casa pulando o muro e lhe pediu a chave para que os outros agentes o acompanhassem. Ela disse ter deixado que eles entrassem.

Já no depoimento do policial, a história muda. O 1ª tenente da PM-RJ Ítalo Mario Scalercio Neto afirmou ao delegado que a mãe de Amarildo permitiu a entrada na residência, mas não cita a pulada de muro. Ele diz que foi até a casa depois que o cão treinado que o acompanhava deu sinal sobre a existência de substâncias proibidas ou armas.

“Estranho que Amarildo Júnior não tenha passado por audiência de custódia mesmo depois de encerrado o prazo de 24 horas. Causa espanto também o fato de a prisão de meu representado ter sido feita, dentro de sua casa, por policiais que não tinham sequer mandado para entrar no local”, afirmou Faria.

Brenno Grillo

é jornalista.

daniel disse:
06 de outubro de 2017 às 21:00

realmente uma vítima da sociedade e perseguido pelo Estado. 24 horas sem uma audiência, coitadinho.

daniel disse:
06 de outubro de 2017 às 21:00

realmente uma vítima da sociedade e perseguido pelo Estado. 24 horas sem uma audiência, coitadinho.

Bellbird disse:
07 de outubro de 2017 às 23:13

Esse policiais não deveriam ter feito isso. O pior é que segunda, com esta noticia toda, a vítima da sociedade estará solta.

Bellbird disse:
07 de outubro de 2017 às 23:13

Esse policiais não deveriam ter feito isso. O pior é que segunda, com esta noticia toda, a vítima da sociedade estará solta.

Servidor estadual disse:
09 de outubro de 2017 às 09:00

Se lastreada em fato notório, que o cão tenha denunciado a presença de drogas e armas, e se a mãe acreditando que nada havia na casa autorizou a entrada da polícia, não há em falar em ilegalidades. Não temam, pois o fato do filho ser preso, ou mesmo que se comprove que seu pai era traficante de drogas, nada disse afasta o fato dele ter sido assassinado e não preso e apresentado ao Juiz, como determina a lei. Também o fato de ter o pai assassinado pelo Estado, o que se lamenta, não dá o direito de Amarildo Junior andar armado e vender drogas.

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