“O que falamos não é verdade”, dizem executivos da JBS

“O que nós falamos não é verdade”, avisaram nesta terça-feira (5/9) os executivos da JBS que assinaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Eles se referem a conversas entre eles em que mencionam o procurador-geral, Rodrigo Janot, e ministros do Supremo Tribunal Federal. “Pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso e reiteramos o nosso mais profundo respeito aos ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal, ao procurador-geral da República e a todos os membros do Ministério Público.”

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"O que nós falamos não é verdade", avisam executivos da JSB sobre conversas em que mencionam ministros do Supremo e PGR.
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As desculpas foram pedidas em nota enviada nesta terça à imprensa, depois que Janot instaurou inquérito para investigar as relações entre os executivos da JBS e o ex-procurador Marcelo Miller. O objetivo, segundo o procurador-geral, é apurar se é o caso de suspender os benefícios concedidos aos executivos da empresa, já que Joesley Batista, dono da JBS, e Ricardo Saud, lobista da empresa, aparentam ter combinado com Miller, enquanto ele estava no Ministério Público Federal, como convencer Janot a aceitar a proposta de acordo.

Leia a nota:

A todos que tomaram conhecimento da nossa conversa, por meio de áudio por nós entregue à PGR, em cumprimento ao nosso acordo de colaboração, esclarecemos que as referências feitas por nós ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República e aos Excelentíssimos Senhores e Senhoras Ministros do Supremo Tribunal Federal não guardam nenhuma conexão com a verdade. Não temos conhecimento de nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades. O que nós falamos não é verdade, pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso e reiteramos o nosso mais profundo respeito aos Ministros e Ministras do Supremo Tribunal Federal, ao Procurador-Geral da República e a todos os membros do Ministério Público.

Professor Edson disse:
05 de setembro de 2017 às 20:17

Roubou milhões, mentiu e enganou o Janot e o STF, com tudo isso, continua solto.

Professor Edson disse:
05 de setembro de 2017 às 20:17

Roubou milhões, mentiu e enganou o Janot e o STF, com tudo isso, continua solto.

Marcos Alves Pintar disse:
06 de setembro de 2017 às 08:32

Daqui a alguns dias, meses, anos ou décadas, teremos esses criminosos declarando publicamente que combinaram com o Ministério Público Federal mentir para derrubar o Presidente da República em troca de perdão irrestrito pelos crimes que cometeram, tudo muito longe da lei e da Constituição.

Cherceur en Droit disse:
07 de setembro de 2017 às 22:24

A verdade, Colegas, é que NÃO se HOUVE um DIÁLOGO. A meu ver, OUVE-SE um CIDADÃO ABJETO, PÉSSIMO EMPRESÁRIO, vangloriando-se de ser um sujeito esperto, que deseja que seu vassalo (observem o tom professoral que ele usa!) o SIGA e OBSERVE RIGOROSAMENTE SUAS RECOMENDAÇÕES. O Sr. Saud não fala muitas vezes, é corrigido em outras e emudece, talvez embevecido ou enfeitiçado pelo SENHOR FEUDAL, que o ENSINA como LUDIBRIAR. Ao longo de 58 anos de atividade profissional já vi e ouvi algumas dessas figuras. Em certa ocasião, convidado a participar de uma reunião em um outro País, na qualidade de Consultor Jurídico da presidência, quando o Presidente acabou de fazer sua oratória ridícula e megalômana, tendo ele saído da sala, eu decidi ficar não só para ouvir as reações, como também para corrigir o que considerava necessário. E foi o que aconteceu. Ouvi as observações e, após, assegurei a todos que NADA do que FOI DITO ACONTECERIA, enquanto eu exercesse a função de CONSULTOR JURÍDICO da empresa. E foi o que aconteceu. No vôo de regresso, disse ao presidente da referida empresa que o que ele disse causou um desastroso efeito e que eu iria redigir um documento, para divulgação geral, em que ficasse demonstrado que AS AÇÕES a SEREM ADOTADAS seriam tais e quais, que, em nenhum momento, ABRIGARIAM o que foi dito. Daí, ficaria o dito pelo não dito, com a assinatura do próprio presidente. Mas essa gravação, por outro lado, BEM DEMONSTROU como foi TEMERÁRIO e IRRESPONSÁVEL o Sr. MICHEL TEMER, que sabia que o SR. JOESLEY era uma lingua solta, em recebe-lo às 22:30!

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