O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, despediu-se nesta quinta-feira (14/9) do cargo e elogiou as decisões do Supremo Tribunal Federal que concordaram com o Ministério Público. Citou a possibilidade de investigação pelo MP e a execução da pena antes do trânsito em julgado. Janot termina seu mandato no domingo (17/9). Na segunda-feira (18/9) pela manhã tomará posse a nova PGR Raquel Dodge.
Para Janot, a execução provisória da pena foi um golpe “contra a crônica impunidade que castiga impiedosamente nossa sociedade”. O PGR disse também que viu com “satisfação” o tribunal consolidar e fortalecer o instituto da colaboração premiada, que é, nas palavras dele, poderoso instrumento de combate ao crime organizado.

O procurador-geral falou ainda da "coragem" do tribunal ao analisar os casos da "lava jato" envolvendo investigados com foro especial por prerrogativa de função e destacou que a corte respeitou as leis e a constituição em suas decisões nos processos sobre o caso.
Ele disse ainda que sabia antes mesmo do início das investigações que sofreria “toda sorte” de ataques. “Sabia que haveria custo pro enfrentar esse modelo político corrupto e produtor de corrupção cimentado por anos de impunidade e descaso”. Agora, porém, disse ele que tudo isso “se encontra nos escombros do passado”.

"Raquel Elias Ferreira Dodge (Morrinhos, 26 de julho de 1961) é subprocuradora-geral da República e integra a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, que trata de assuntos relacionados ao consumidor e à ordem econômica. Integra o Conselho Superior do Ministério Público e foi Coordenadora da Câmara Criminal do MPF. É Bacharel em Direito pela Universidade de Brasília e Mestre em Direito pela Universidade de Harvard. Ingressou no MPF em 1987" (FONTE WIKIPÉDIA).
Agora, a futura Procuradora ENTERRARÁ A OPERAÇÃO LAVA JATO, e ninguém baterá panelas.
Teve coragem de lutar contra os corruptos, contra práticas censuráveis da sociedade brasileira, que atingem desde o mais simples cidadão até o Presidente da República. Não foi o ENGAVETADOR GERAL DA REPÚBLICA, de triste lembrança.
Os políticos lançam o pais em um mar de lama e, o MPF, num mar de truculência e arbitrariedades. O marco civilizatório deveria encontrar seu termo na medianidade.
Os políticos lançam o pais em um mar de lama e, o MPF, num mar de truculência e arbitrariedades. O marco civilizatório deveria encontrar seu termo na medianidade.
Ao que indica, a sucessora do Procurador Janot, infelizmente, está decidida a não dar continuidade aos trabalhos realizados contra os corruptos. Parece mesmo ser o início da operação "abafa-jato".
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