Por sete votos a quatro, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou nesta quinta-feira (12/4) Habeas Corpus ao ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci. Preso preventivamente há um ano e meio, ele teve negado pedido para responder aos processos em liberdade. O tribunal entendeu que a liberdade do ex-ministro continua sendo um risco à ordem pública, já que há risco de ele voltar a se dedicar às atividades criminosas pelas quais foi condenado — corrupção e lavagem de dinheiro.

Agência Brasil
Venceu o voto do relator, ministro Luiz Edson Fachin. Palocci está preso desde agosto de 2016. Em abril de 2017 ele havia negado o HC monocraticamente. Houve agravo regimental da defesa para que a 2ª Turma julgasse o caso, mas Fachin decidiu levar o processo diretamente ao Plenário.
Na época, o advogado de Palocci era o criminalista José Roberto Batochio, que acusou Fachin de manobrar para levar o pedido ao Plenário, onde a maioria dos ministros concordaria com a manutenção da prisão. A 2ª Turma havia acabado de conceder dois Habeas Corpus a investigados presos preventivamente na operação "lava jato", entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
Concessão de ofício
Fachin foi acompanhado nesta quarta pelos ministros Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello e pela presidente da corte, ministra Cármen Lúcia. Ficaram vencidos os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio. Foi de Toffoli a sugestão para que os ministros analisassem a possibilidade de conceder o HC de ofício, já que o pedido feito pela defesa de Palocci não foi conhecido pelo Plenário na sessão da quarta-feira (11/4). A Presidência e o relator concordaram em colocar o tema em votação.
Fachin defendeu que novos delitos legitimam a necessidade de prisão. “A gravidade concreta do crime e a especificidade do modus operandi podem, sim, ser considerados, ambos, como fundamentos da medida gravosa, desde que sob o viés da periculosidade do agente na possibilidade de reiteração delituosa”, disse. Fachin cita elementos dos autos para dizer que o conjunto de fatos demonstra a periculosidade de Palocci.
A defesa também alegou, no pedido, que o fato de Palocci ter sido preso em setembro de 2016 de forma preventiva e assim permanecer caracteriza um constrangimento ilegal, pelo excesso de tempo da detenção. Para Fachin, no entanto, essa análise não deve ser feita de forma pura. "É possível, sim, avaliar esse aspecto. No entanto, não deve ser medido pura e simplesmente por critérios cronológicos, mas a aferição da atualidade do risco exige apreciação particularizada", justificou. No entendimento de Fachin, a complexidade do processo justifica a prisão de Palocci.
Palocci foi preso em 2016 em desdobramento da “lava jato”. Em junho de 2017, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou o ex-petista a 12 anos e dois meses de prisão por concluir que ele atuava em favor do grupo Odebrecht no governo e no Congresso Nacional.
O ex-ministro é réu num processo em que, dos 14 corréus, 13 são delatores. Palocci é um deles, e delatou inclusive o ex-presidente Lula e Emílio Odebrecht, ex-presidente e dono da empreiteira.
Regimes autoritários
O ministro Gilmar Mendes, acompanhando a divergência aberta por Dias Toffoli, defendeu o instrumento do HC como uma tradição histórica do Supremo e do país. “Mesmo numa ordem tão antiliberal como vivemos tinha-se claramente a ideia de que o HC era uma dimensão da própria cultura política nacional. Por isso também com muita ênfase a proibição e as restrições que se impuseram ao HC no AI 5, de 13 de dezembro de 1968”, disse.
O Ato Institucional n° 5 marcou o início do período mais duro da ditadura militar (1964-1985). Editado pelo general Costa e Silva, ele deu ao regime uma série de poderes para reprimir seus opositores: fechar o Congresso Nacional, cassar mandatos eletivos e direitos políticos, suspender o direito de Habeas Corpus para crimes políticos. "Vertentes que pretendem restringir o Habeas Corpus estão, obviamente, fazendo rima com o AI-5", disse Gilmar.
Ele enfatizou que apenas regimes autoritários restringem o HC. “A tradição do HC é uma marca desta corte. Novidade é tentar colocar obstáculos para a concessão do HC. Estão navegando contra a cultura do HC e fazendo rima com o AI-5. Trata-se de grave vilipêndio à nossa tradição constitucionalista”, apontou.

Como não poderia deixar de ser, Dias Toffoli (nomeado por Lula) , Ricardo Lewandowski (nomeado por Lula) , Gilmar Mendes (nomeado por Fernando Henrique Cardoso) e Marco Aurélio Mello (nomeado por Fernando Collor de Mello, seu primo).
A filha de Marco Aurélio Mello foi nomeada pela presidente Dilma Rousseff pelo quinto constitucional da OAB para o cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
Tendo sido sua indicação ao STF aprovada pela CCJ por votação secreta, não parece certo Gilmar Mendes falar em "regimes autoritários" ou em "grave vilipêndio à nossa tradição constitucionalista".
O regime autoritário que vigora no país chama-se Cleptocracia e, sem dúvidas, é um período extremamente
mais duro do que o da ditadura militar.
Quem são os que estão "fazendo rima com o AI-5"?
Em tempo, quem se interessar por saber detalhes sobre os nobres Ministros e, especial, como se deram suas nomeações, acessem https://pt.wikipedia.org.
Pode-se inferir que, no âmbito do STF, já existe maioria formada de seis ministros pró lava jato.
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A questão agora é: como o Plenário vai obrigar a segunda turma a reconhecer que seu posicionamento é minoritário?
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Daqui para frente, é previsível que o Ministro Fachin vai submeter todas as ações de cunho penal para o Plenário.
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Situação esdrúxula essa. Teremos um STF que ficará julgando HC's de centenas de réus todas as quartas-feiras em vez de enfrentar outras grandes questões nacionais.
Logo-logo se vê quais são os que têm uma queda na defesa dos verdadeiros bandidos da nação, apoiadores do "grã-finos"!!!
O ministro que ontem fez a diferença, precisa continuar a andar com as boas companhias. Precisa escolher o lado certo.
O lado certo é o que beneficia 100% da população brasileira. Só escolhe o lado das más companhias aquele que ama a transgressão ou que tem compromisso com seus padrinhos bandidos. O amor à transgressão está no caráter, por que esses transgressores têm como ética a negação da ética.
Sou Ribeirão-pretano, não conheço essa pessoa pessoalmente. Não sou político, entretanto, ouço histórias na cidade sobre a época em que foi prefeito municipal este senhor. Muitas empresa tradicionais da cidade, dizem, tiveram que ir embora, fechar as suas portas, é o que se ouve a boca miúda, em todos os cantos da cidade de que a perseguição a empresários de bem, na época, era encarniçada por este senhor petista e sua equipe. Qual motivo, (...). Mas este senhor se esqueceu de que existe uma Lei maior do que a Lei dos homens (ele foi traído pela transitoriedade da vida) e não percebeu que sua oitava consciência (leiam Freud, Jung e o budismo de Nitiren Daishonin, Sutra de Lótus), o que a denominada " consciência Alaya" é capaz de fazer contra nós mesmos. A oitava consciência é chamada de Alaya, em sânscrito, e corresponde ao que a psicologia moderna denomina de inconsciente. É nessa consciência Alaya (repositório) que se acumulam todas as experiências vividas na forma de ações, pensamentos e palavras, do passado ao presente, ou seja, o Karma. Dessa forma, mesmo que uma pessoa não se lembre do que fez em um passado próximo ou distante, tudo fica registrado nessa consciência e, de acordo com a lei da causalidade, não pode escapar da manifestação dos efeitos de todas as causas acumuladas. O Céu e o Inferno não existe em outro lugar. É aqui mesmo, na Terra, para que todos possam ver e refletir. Espero que este senhor e demais reflitam sobre isto (...) caso contrário irão repetir tudo novamente, desde doenças e grandes infortúnios na vida (...) não podemos escapar de nós mesmos...
É gritante como os quatro patetas em nome de políticos corruptos sempre voltam a favor dos bandidos. Tofoli, Lewandowski, Gilmar e Marco Aurélio são a maior vergonha dessa corte. Um disparate, uma afronta a qualquer república. Militam deliberadamente em favor de políticos corruptos.
Chega a ser nauseante a análise maniqueísta que se faz de tudo o que envolve a operação Lava Jato.
Quem faz qualquer reparo à ação dos agentes envolvidos na Lava Jato é vilão, protetor de corruptos e os demais clichês de sempre.
Quem anui com tudo o que ocorre na Lava Jato, é herói, honrado e festejado.
Prisão preventiva que dura um ano e meio? Fala sério. Se a “Possibilidade de reiteração delituosa” justifica a prisão, então quem está preso deve permanecer preso eternamente. A possibilidade de reiteração sempre irá existir, ora.
E se existir mesmo a possibilidade concreta de Palocci voltar a delinqüir, é só a Polícia e o MP ficarem de olho nele e prenderem-no novamente, de preferência em flagrante. Aí ele se enrolaria ainda mais e Polícia e MP mostrariam que de fato trabalham como deve ser, dentro da Lei e sem achismos.
Invés de decretar preventiva e achar que está tudo resolvido, julguem a porcaria do processo!
E ainda tem juristas que acham bonito os Ministros serem patrulhados para decidirem sempre em favor dos agentes da Lava Jato. O Direito que se dane.
Vamos acordar, gente. A Lava Jato não é um poder supremo. Não é a fonte da verdade. E seus entusiastas não são a reserva moral da sociedade.
Esse maniqueísmo, essa visão binária sobre o que acontece na Lava Jato é ridícula. É deplorável ver as pessoas aderirem à torcida pela Lava Jato e colocá-la acima do Direito como se assim obtivessem um atestado de bons propósitos, de bom cidadão.
Marmanjos acreditando em super heróis. Que infantil.
Por isso que pagamos auxílio moradia para os super heróis do serviço público. Porque somos trouxas. Ainda faltam o auxílio batmóvel, auxílio avião invisível...
Boas intenções não justificam violações à ordem jurídica. O Direito acima de tudo.
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