Ministros do Supremo propõem aumento de próprio salário em 16%

O Supremo Tribunal Federal decidiu incluir na proposta orçamentária para 2019 um aumento salarial de 16,38%. Com isso, os vencimentos dos ministros sairão dos atuais R$ 33,9 mil para R$ 38 mil. O reajuste foi aprovado nesta quarta-feira (6/8) em sessão administrativa. A proposta orçamentária original para 2019, sem o aumento, é de R$ 741,4 milhões.

Rosinei Coutinho – SCO/STF

Em sessão administrativa, ministros do Supremo aprovam aumento de 16% em seus salários. Impacto será de R$ 2,7 milhões, segundo Secretaria-Geral do STF.
Rosinei Coutinho – SCO/STF

De acordo com a Secretaria-Geral do Supremo, o impacto fiscal com o aumento seria de R$ 2,7 milhões. Como o salário dos ministros é o teto e a referência dos vencimentos do funcionalismo público, o aumento produziria um "efeito cascata" é de R$ 279 milhões para 2019, segundo o STF.

O orçamento será enviado ao Ministério do Planejamento para consolidação na proposta de Lei Orçamentária de 2019. A aprovação cabe ao Congresso.

Os ministros Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Alexandre de Moraes votaram pelo aumento. Já os ministros Cármen Lúcia, Celso de Mello, Rosa Weber e Luiz Edson Fachin foram contra.

Segundo a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, caso o reajuste seja concedido, não haverá aumento nas despesas do STF, pois será possível remanejar verbas do Orçamento da corte. "Serão remanejados cerca R$ 2 milhões dos gastos com comunicação do tribunal para o pagamento de salários dos ministros", concluiu. 

Rejane Guimarães Amarante disse:
08 de agosto de 2018 às 21:19

Aplausos efusivos para os cidadãos Cármen Lúcia, Celso de Mello, Rosa Weber e Fachin !!! Eu simplesmente não consigo entender como o Dias Toffoli consegue votar a favor pelo aumento de seu polpudo salário depois de determinar por ordem judicial o "parcelamento" do salário de professores de MG.

Rilke Branco disse:
09 de agosto de 2018 às 02:20

Que tal acabar os míseros 5 mil auxílio-moradia e aumentar os subsídios únicos mensais logo em 500%?
Enquanto quase metade da população brasileira sequer têm renda ou trabalho, viva às carreiras pornôs.

O IDEÓLOGO disse:
09 de agosto de 2018 às 06:12

Os servidores públicos são aqueles que estão na linha de frente do serviço público. Eles são merecedores de aumento salarial.

O IDEÓLOGO disse:
09 de agosto de 2018 às 06:12

Os servidores públicos são aqueles que estão na linha de frente do serviço público. Eles são merecedores de aumento salarial.

Spartacus disse:
09 de agosto de 2018 às 07:18

Quase 40 milhões de pessoas na informalidade (número segue aumentando) e o teto constitucional prestes a subir. Brincadeira temerária, como informa o jargão popular: sem milho não tem pipoca!

Marcelo Antonio Rosado disse:
09 de agosto de 2018 às 09:10

Não adianta, Brasil esta realmente perdido. O impacto sera no salario de todo o funcionalismo público. Salário de 33 mil reais é pouco em Brasil tão miserável como o nosso?! Fora os penduricalhos que aumentam em muito esse salário...

Nicolino Lemonache Netto disse:
09 de agosto de 2018 às 10:29

Finalmente, após 3 longos anos, os Procuradores do Estado aposentados, como eu, terão um magro mas constitucional e sagrado reajuste com base original na E.C. 41/2003. A cascata que se formou foi posterior, e ditada por "penduricalhos" oportunistas. A anomalia agora foi corrigida em parte, pois os 16,38% de reajuste deveriam ter sido concedidos e pagos desde 3 anos atrás. Falta corrigir.

Nicolino Lemonache Netto disse:
09 de agosto de 2018 às 10:47

Discordo do título acima porque induz o leigo a pensar que a atitude dos Ministros do STF foi irregular e absurda, enquanto que o reajuste anual vinha sendo deferido desde 2004, pois é corrigido em todos os índices econômicos que são corroídos pela inflação. Em suma, o título supra erra ao afirmar que tratou-se de aumento e não de reajuste ! Tem de ser divulgada uma retratação por esse CONJUR !

João Ricardo 1 disse:
09 de agosto de 2018 às 11:40

...quase todo mundo reclama quando há recomposição parcial para a magistratura, mas todo mundo quer “aumento” acima da inflação na própria renda, se possível...

Esclarecedor ou questionador disse:
09 de agosto de 2018 às 13:34

Independentemente de todas as circunstâncias em que se insere o debate (aumento em momento inoportuno, Judiciário que gasta demais, aumento em tempos de parcelamento nos outros poderes, reajuste X aumento, efeito-cascata, lobby da magistratura e do MP, etc) entendo que um dos pontos mereça uma atenção especial.

Ocorre que seja oficialmente, seja extraoficialmente, muito se fala na necessidade que o STF estaria tendo de aumentar o valor dos subsídios em função do problema criado pelo auxílio-moradia, há tempos não mais contornável.

Num caso em que o poder público já gastou mais de bilhão dando cumprimento a uma liminar contra a Fazenda Pública quando a situação se apertou demais, às vésperas de um inevitável julgamento, as "partes" resolveram tentar conciliar (pode isso, Arnaldo???).

Aí sai o processo da pauta, tenta-se o acordo e, esgotado o prazo, a notícia de que o mesmo não sairia dá lugar à nova necessidade de enfrentamento judicial do tema.

Não tendo mais saída para a situação passa a vir à tona uma solução diversa, quando o STF passa a entender que pode resolver o problema com a saída que vem se avizinhando.

Já se pensa, então, que seria melhor trocar o incerto auxílio-moradia sem IRPF pelo certo subsídio majorado, agora com IRPF.

E que resposta se dará, em qualquer caso, à disposição legal sobre a obrigação de restituição ao erário da verba indenizatória que foi paga em razão de decisão liminar que não foi confirmada em decisão final???

Há muitas discussões que se fazem úteis e necessárias sobre os desdobramentos.

Palpiteiro da web disse:
09 de agosto de 2018 às 14:53

A maior preocupação que esses ministros têm são com viagens, folgas, aumentos de seus vencimentos e HCs em favor de seus colegas.

MACUNAÍMA 001 disse:
09 de agosto de 2018 às 16:12

Com a palavra, o genial Lima Barreto:
[..] "no poder, não de atender as necessidades da
população, não de lhes resolver os problemas vitais, mas de enriquecerem e firmarem a situação dos seus descendentes e colaterais.
Não há lá homem influente que não tenha, pelo menos, trinta parentes ocupando cargos do Estado; não há lá político influente que não se julgue com direito a deixar para os seus filhos, netos, sobrinhos, primos, gordas
pensões pagas pelo Tesouro da República.
No entanto, a terra vive na pobreza; os latifúndios abandonados e indivisos; a população rural, que é a base de todas as nações, oprimida por chefões políticos, inúteis, incapazes de dirigir a cousa mas fácil desta vida.
Vive sugada; esfomeada, maltrapilha, macilenta, amarela, para que, na sua capital, algumas centenas de parvos, com títulos altissonantes disso ou daquilo, gozem vencimentos, subsídios, duplicados e triplicados, afora rendimentos que vêm de outra e qualquer origem, empregando um grande
palavreado de quem vai fazer milagres.
Um povo desses nunca fará um haro, para obter terras.
A República dos Estados Unidos da Bruzundanga tem o governo que merece. Não devemos estar a perder o latim com semelhante gente; eu, porém, que me propus a estudar os seus usos e costumes, tenho que ir até
ao fim" [...]

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