Para Barroso, Brasil vive oportunidade de refundação

Para o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, a sociedade pode viver a refundação do Brasil se souber aproveitar a oportunidade que o momento histórico vem dando.

Felipe Lampe

Felipe LampePara o ministro, país teve muitos avanços nos últimos 30 anos, principalmente no campo da valorização de direitos fundamentais.

O ministro, que encerrou o 8º Congresso Brasileiro de Sociedades de Advogados, na sexta-feira (10/8), afirmou que as estabilidades institucional e monetária no país, além da inclusão econômica e social, são conquistas que não podem ser ignoradas.E servem como estímulo para enfrentar as crises política e econômica dos últimos anos.

"A estabilidade monetária nos possibilitou o senso da responsabilidade fiscal, uma questão aritmética, que nenhuma ideologia pode contestar. Além disso, conseguimos retirar da linha de pobreza cerca de 30 milhões de habitantes. Em uma geração, ainda derrotamos a ditadura e a hiperinflação”, descreveu Barroso, pontuando que a Constituição de 1988 teve grande importância nesse processo.

Barroso também fez um balanço sobre a evolução da pauta de reivindicações nas últimas três décadas. "Quando na faculdade, em 1976, eu tinha três grandes preocupações: como acabar com a tortura, a censura e criar instituições democráticas. Hoje, discutimos como combater a corrupção no processo legal, melhorar o sistema de Justiça e elevar a ética para continuarmos avançando", pontuou o ministro.

Para ele, a defesa e o aprimoramento do conjunto de normas que regem o país são um caminho mais seguro a ser seguido, enquanto propostas alternativas apresentam grande risco para o Estado Democrático.

Em 30 anos, segundo o ministro, foi possível ver as mulheres ascenderem em importância na sociedade e na economia. "Superamos o discurso de que não há preconceito racial no Brasil. Ações afirmativas contribuíram também para a comunidade gay, culminando com a legalidade das relações homoafetivas. Paralelamente, tivemos avanços para a comunidade indígena, com a demarcação de terras", elencou, destacando a valorização de direitos fundamentais. Com informações da Assessoria do Sinsa.

André Godoy Júnior disse:
14 de agosto de 2018 às 12:47

Barroso é o típico paladino da moral brasileiro. Fala como se o Brasil fosse parte do terreno da casa dele. Acusa tudo e todos. Enche o peito para falar de economia e "corte de gastos".

Mas na hora de votar pelo aumento de mais de 16% à magistratura e, portanto, a si mesmo...

Pois é.

ju2 disse:
14 de agosto de 2018 às 13:01

O Conjur está escondendo, censurando, dos leitores?!

olhovivo disse:
14 de agosto de 2018 às 14:55

"Barroso foi, sim, contratado por R$ 46,8 mil pelo TCE de Rondônia; ele negou o fato em conversa com jornalista. Quem mente?" (http://www3.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/1515038-2/).
Enquanto ficar com esse discurso mas pairar a suspeita, tudo não passa de demagogia barata.

Ramiro. disse:
14 de agosto de 2018 às 15:05

https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-de-como-com-jeitinho-barroso-beneficiou-o-itau

Trata-se de uma matéria que levanta uma suspeição extremamente grave. Houve processo judicial?

AcacioAnselmo disse:
17 de agosto de 2018 às 11:10

Neste momento o País está mais para afundação do que refundação! Com a larga contribuição do STF dano aumento de 16,38%, ferindo de morte a PEC do fim do mundo (249). Isto sem falar nos penduricalhos como auxilio moradia de R$ 4.377,00 para magistrado que tem vários imoveis aux. alimentação de R$ 2.000,00 só para almoçar e até auxilio Voto como foi pago aos magistrado de SP! Cada um crê naquilo que lhe é conveniente penso eu, já que como Constitucionalista e diante do quadro de Presidenciáveis que se apresenta par as próximas eleições, somente os marajás deste país poderiam vislumbrar mudança ou melhor nao mudança como sua alardeada refundação! DV máxima Dr. Barros, o quadro futurístico do País é negro! Somente o alto escalão desta Republica que vivem uma vida de nababo e blindados das dificuldades, veem futuro nesta nossa grave crise econômica e social.

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