Advogado é preso acusado de “atrapalhar investigações”

O advogado Tony Lo Bianco, que representa uma das empresas do consórcio objeto de investigação e prisão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), foi preso nesta segunda-feira (10/12). O advogado é acusado de "atrapalhar as investigações" por ter conversado com outro investigado tê-lo orientado a mudar um documento de lugar.

Lo Bianco é advogado da empresa Kyocera, uma das integrantes do consórcio que venceu a licitação para as obras de iluminação do Arco Metropolitano, orçada em mais de R$ 96 milhões. A conversa em que ele orienta o empresário foi grampeada pela Polícia Federal.

A PF também cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços ligados ao advogado e na residência de Sérgio Beninca. O pedido da prisão preventiva foi feito pela procuradora-Geral da República, Raquel Dodge e autorizada pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com o MPF, as ligações foram interceptadas depois de autorização judicial. A atuação do advogado que motivou a cautelar foi observada durante o cumprimento dos mandados da operação "boca de lobo". Na petição enviada ao STJ, a Raquel Dodge reproduziu trechos do áudio obtido.

Na chamada, que caiu na caixa postal, o advogado diz que a operação “vai complicar o Arco Metropolitano”. A PGR afirma, a partir disso, que “verifica-se, assim, um quadro de intrincadas relações envolvendo membros da Orcrim (Organização Criminosa) e, pior, com a destruição de provas a demonstrar a necessidade da custódia cautelar”.

Pezão foi preso no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo fluminense, no dia 29 de novembro. De acordo com a PGR, o governador integra o núcleo político de uma organização criminosa que, ao longo dos últimos anos, cometeu vários crimes contra a administração pública, com destaque para a corrupção e lavagem de dinheiro.

Ana Pompeu

é repórter da revista Consultor Jurídico.

O IDEÓLOGO disse:
11 de dezembro de 2018 às 08:55

O advogado era o símbolo de sucesso social.
A família orientava as moças casadoiras procurarem um advogado (de preferência com aquele anel profissional).
O advogado era o símbolo da serenidade, inteligência, dava conselhos na cidade, era confidente de políticos, de escritores, de adúlteras, de criminosos, de mafiosos, de nazistas, de genocidas, do padre, do prefeito, do delegado, toda a coletividade nele acreditava.
Nenhum moleque se envolvia com o filho do causídico, porque ele seguiria os passos do pai...
Hoje...

O IDEÓLOGO disse:
11 de dezembro de 2018 às 08:55

O advogado era o símbolo de sucesso social.
A família orientava as moças casadoiras procurarem um advogado (de preferência com aquele anel profissional).
O advogado era o símbolo da serenidade, inteligência, dava conselhos na cidade, era confidente de políticos, de escritores, de adúlteras, de criminosos, de mafiosos, de nazistas, de genocidas, do padre, do prefeito, do delegado, toda a coletividade nele acreditava.
Nenhum moleque se envolvia com o filho do causídico, porque ele seguiria os passos do pai...
Hoje...

Paulo Moreira disse:
11 de dezembro de 2018 às 11:21

Daqui a pouco um advogado será preso apenas por assumir uma causa.

Carlos disse:
11 de dezembro de 2018 às 14:23

O IDEÓLOGO (Outros)
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Quem imaginaria há 30 anos, por ex., que apenas 29% da população brasileira (2% a frente da polícia) teria confiança no Judiciário? Pois é.
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Hoje, ao menos entre os advogados, falar que fulano é juiz, este, não é visto com bons olhos. Na verdade, falar hj que é magistrado, não é como há 30 anos. Hj, magistrado só tem reconhecimento pela sociedade, em regra, em cidades pequenas.
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Isto se deve as mudanças para pior (e põe pior nisto), que teve o Judiciário de tempos para cá.
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Tenho um amigo de meu pai (meu pai tem 90 anos), que estava para ser alçado a desembargador (na época do TAC), há mais de 20 anos, e pediu para sair da magistratura pois não aguentava mais....... juízes. Depois foi advogar e.............. parou pois............. não aguentava mais os juízes. Verdade.

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