Após ter sido acusado pela ex-mulher de agressões físicas e verbais, o advogado Roberto Caldas pediu licença do cargo de juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos por tempo indeterminado. O pedido de afastamento foi feito na sexta-feira (11/5) e Caldas afirmou em e-mail aos colegas de corte que irá se concentrar em sua defesa.
A defesa de Caldas, feita pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, confirma que o cliente ofendeu verbalmente a ex-mulher, Michella Marys. Mas nega que tenha partido para agressões físicas. Na quinta-feira (10/5), Caldas publicou nota em que acusa a ex-mulher de divulgar o caso para forçá-lo a aveitar "um acordo financeiro absolutamente escorchante".
Reportagem da revista Veja desta semana mostra processo judicial a que o advogado responde por ter espancado a ex-mulher em diversas ocasiões. A revista também afirma que Caldas assediava sexualmente as empregadas domésticas do casal.
Michella gravou durante seis anos as brigas entre o casal e revelou na última semana para reportagem da revista Veja. Também divulgou fotos em que aparece como hematomas no rosto e pelo corpo. No dia 13 de abril, prestou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Brasília por injúria, ameaça, e agressões físicas.
“As fotos mostradas são impactantes mas dissociadas da realidade , nada provam contra o Dr. Roberto Caldas. Ao longo de 6 anos a ex mulher o gravou! Se houvesse qualquer agressão física,parece evidente, teria sido constatada em 6 anos de gravação clandestina”, disse Kakay por meio de nota à imprensa.
Caldas foi indicado para o cargo pela presidente Dilma Rousseff em 2011 e eleito pela 42ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos em 2012. Presidiu a instituição entre 2016 e 2017. Já fora do comando, ainda teria alguns meses de mandato neste ano. A corte tem sede na Costa Rica e lida com casos de direitos humanos.
Ele também acalentou o sonho de ser ministro do Supremo Tribunal Federal. Antes do PT chegar ao poder, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, Caldas e o ex-presidente da OAB, Reginaldo de Castro, trabalharam pela rejeição do nome de Gilmar Mendes, indicado para o STF, no Senado.
Leia abaixo a nota da defesa de Roberto Caldas:
A defesa do Roberto Caldas vem a público afirmar que reconhece serem graves as inúmeras ofensas verbais feitas pelo casal ao longo de uma tumultuada relação, reveladas em gravações que vieram a público. A sua ex-exposa o gravou por 6 anos, o que demonstra uma relação doentia por parte dela, repleta de inconfessáveis motivos, mas, de qualquer maneira, as ofensas verbais são injustificáveis. O Dr. Roberto Caldas nega peremptoriamente qualquer agressão física. As fotos mostradas são impactantes, mas dissociadas da realidade, nada provam contra o Dr. Roberto Caldas. Ao longo de 6 anos a ex mulher o gravou! Se houvesse qualquer agressão física, parece evidente, teria sido constatada em 6 anos de gravação clandestina. A defesa se reserva o direito de não usar , pela imprensa, por ser um processo em segredo de justiça, e, principalmente, por envolver os filhos menores do casal, bem como a filha da sua ex mulher, a quem trata como se filha fosse, os elementos gravíssimos que demonstram a conduta criminosa da sua ex mulher. Há crimes contra a vida anteriormente perpetrado, revelados em processo judicial, e outros graves crimes em época recente. Nada será objeto de exposição midiática ainda que o objetivo principal da sua ex-mulher seja exatamente este. Ressalta a defesa que, independentemente de qualquer acusação, reconhece que os limites da ética foram ultrapassados e as agressões verbais são injustificadas. Mas o Dr. Roberto Caldas não reconhece nenhuma agressão física. Aguarda a defesa, mesmo com o avassalador destaque negativo, que possa provar a verdade ao longo do processo.
KAKAY

Esse cliente, Kakay, você não conseguirá livrar das barras das grades!!!
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