Defesa de PFs critica avaliações de juiz sobre algemas em Cabral

A defesa dos policiais federais que atuaram na transferência de presídio do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) questionou relatório sobre o caso elaborado pelo juiz instrutor Ali Mazloum, auxiliar do Supremo Tribunal Federal no gabinete do ministro Gilmar Mendes, bem como a reportagem da ConJur sobre o documento.

Reprodução/Tv Globo

Policiais disseram que Cabral foi algemado como proteção a sua integridade física.
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Em depoimentos a Mazloum, os agentes afirmaram que Cabral teve suas mãos e pés algemados, em janeiro, para proteção de sua integridade física.

Eles declararam que, se o réu ficasse solto, poderia entrar em confronto com uma “multidão ensandecida”, colocando em risco sua integridade física. Mas as fotos da cena analisadas pelo juiz mostram pouquíssimas pessoas no local.

Em pedido de resposta à ConJur, o advogado dos agentes, Arnaldo Faivro Busato Filho, argumentou que seus clientes não usaram os termos “multidão ensandecida”, “zona de guerra” e “turba” para se referir ao local para onde o ex-governador estava sendo levado. Segundo o advogado, as expressões são resultado de interpretações do juiz.

Além disso, Busato Filho alegou que as fotos da cena analisadas são restritas e não retratam com precisão o cenário. Ele ainda apontou que o inquérito instaurado por Gilmar Mendes para apurar se houve abuso de autoridade por parte dos policiais federais sofreu objeção da Procuradoria-Geral da República.

Clique aqui para ler a resposta da defesa dos policiais federais.

Ramiro. disse:
16 de maio de 2018 às 16:15

O problema maior deve ser a raiva danada de ter de contratar advogados, pagar honorários, etc... não dá para resolver na farta distribuição de tiros e porretadas e nem chamando a imprensa, vai ter de ser pelas vias legais...

olhovivo disse:
16 de maio de 2018 às 17:03

Seria surreal se uma multidão ensandecida atacasse o preso e, acorrentado daquele jeito, tivesse mais chances de se defender e ser protegido pelos estrategistas em "procedimento padrão" de segurança. De fato, é coisa de humorista esse procedimento, só pode ser.

Servidor estadual disse:
17 de maio de 2018 às 14:50

O Brasil é a única democracia do mundo, única onde não se algema presos, única onde a dignidade do preso vale mais do que a vida do agente de escolta, único onde se burla o devido processo legal para edição de sumula vinculante, se esta for em desfavor da sociedade correta e honesta. No Brasil há duas classes, a dos criminosos que despertam paião, interesse e, é lógico dinheiro sujo e sem controle e a dos infelizes que trabalham e pagam impostos. Questões de transferência de presos, no mundo civilizado e no terceiro também, não são questões processuais, são questões técnicas policiais, assim, como o policial não denuncia ou sentencia o juiz não interfere nos preparativos de transferência ou manutenção de presos. Há, claro, regras mínimas, como a vedação de maus tratos, dois policiais americanos foram expulsos da polícia por obrigarem custodiados a inalarem gás, mas nunca se questionou a necessidade de algemas em conduções de presos ou condenados. No Brasil a pessoa ser presa porque outra apresentou seus documentos não viola os direitos humanos, mas legitimar o investigado, exatamente para que ele não se atribua outra identidade viola. Viva sua excelência o ladrão.

Ronaldo Brites disse:
19 de maio de 2018 às 19:27

Em um país sério, o preso ser conduzido com algemas, mesmo nos pés, é coisa normal. É só assistir a televisão para constatar isso.

João Bremm disse:
20 de maio de 2018 às 22:06

Pouco importa se "o Brasil é um dos únicos países que não usam algemas (quando não é necessário usá-las, faltou escrever, o desonesto intelectual)".
Como dizem por aí "é só andar na linha que não precisarás de advogados, nem serás "molestado" pela Justiça".
Parece que o jogo virou. E eu vou rindo. HAHAHA.

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