O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Brito Pereira, assinou nesta quinta-feira (8/3) a criação do Programa de Assistência à Mãe Nutriz. Será reduzida de oito para seis horas a carga de trabalho das servidoras do órgão que estiverem em período de amamentação.
A medida é válida até o 18º mês do bebê e, de acordo com Pereira, “visa a promover a integração da mãe com a criança e a oferecer oportunidade e estímulo para o pleno, natural, seguro e feliz desenvolvimento socioafetivo da criança”. O programa entra em vigor assim que o ato for publicado. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.
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Sr. Presidente do TST: reduzir a jornada de trabalho das mães em período de amamentação é louvável. Entretanto, medida isolada, que beneficia tão somente as mães do órgão TST, não deveria ser concedida. Se V.Excia. compreende que esta é uma medida importante para as mães e crianças, deveria ter apresentado a sugestão ao legislativo para que todas as mães e crianças do nosso país fossem beneficiadas. Estes "direitos individuais" contribuem apenas para aumentar a insatisfação dos trabalhadores dos demais órgãos de todas as esferas do governo e daqueles da iniciativa privada. Além disso, as mães já tem garantido o direito de se ausentar do trabalho para amamentar seus filhos. Atenciosamente.
Todos os dias são criadas normas que beneficiam servidores e, sobretudo as mulheres. Imagine esta regra aplicada em todas as empresas? Como querem que um empregador contrate uma mulher se o tempo de serviço desta mulher será menor? Licença maternidade, tempo para amamentar de 2 horas? Quantas mães conhecemos que amamentam seus filhos, por necessidade, até os 18 meses? E as mães que não amamentam? Socorro, a vida está muito cara por conta destas decisões. Ministros e juízes, tirem a mão do bolso do povo.
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