Esta coluna é para iniciados. Os “janjões” (na sequência saberão o que é “janjão”) não devem ler, para não terem confusão e mais inópia mental. Tratarei da tal Escola Sem Partido (ESP), reivindicação de parcela da sociedade (principalmente políticos e membros da “sociedade civil” — sem que se saiba bem o que é isso), em um país em que pastores têm partido (e como têm!), donos de canais de TV (alguns são também pastores) têm partido, membros do PJ e MP têm partido e até clubes de futebol (Atlético Paranaense) têm partido… só os professores não podem tomar (ou ter) partido, mesmo que esse “tomar partido” seja explicar fatos históricos e possuir (e partir de) matrizes teóricas (ciência existe, sim!), como o é no mundo civilizado. Mas aqui em Pindorama, os “liberais” [sic] (na economia e conservadores nos costumes) querem controlar e censurar os professores em sala de aula. Dá para contar as mazelas da escravidão sem falar das… mazelas da escravidão? Hum, hum.
O que fazer com os anos 30, pergunta a professora Alana Freitas El Fahl, os mais perigosos da história? Jorge Amado, comunista dando voz aos pobres e pretos, Graciliano Ramos, que até foi preso; Cecilia foi desencavar os inconfidentes com que intenção? Vinicius, um sedutor viciado em whisky, Rosa de Hiroshima é uma declaração de sua posição… e os nordestinos todos se achando só porque escreveram os principais romances do século… Lins do Rego hospedou Graciliano quando este saiu da prisão… devia ser um comuna. O que fazer com essa literatura? Pois é. Vamos ver o tal projeto.
O relator do projeto ESP, deputado Flavinho (parece nome de aluno, tipo Joãozinho, Arturzinho), fez um substitutivo (ler aqui). Ele se indignou com o nome ESP. Prefere chamar de movimento ou algo assim. Quem ler o texto do “substitutivo Flavinho” (se aprovado, será a Lei Flavinho) logo verá que é uma lei sem sanções. Inócua. Em alguns pontos, patética. O que acontece a quem descumprir? Vai responder a um PAD? Será falta grave ensinar que a Bíblia é só uma alegoria e que a terra não é plana? Ou será passível de demissão o professor que disser que Adão e Eva são apenas personagens de uma narrativa? Faltou só um dispositivo proibindo professores de desmitificar a lenda do Papai Noel… bom, de certo modo, quem ler a Lei Flavinho atentamente ali encontrará essa possibilidade.
Há um dispositivo bem bizarro ao final da lei. Falo do artigo 7º, que cria uma exceção: “No âmbito da educação básica, as escolas particulares de orientação confessional e ideologia específicas [sic] poderão veicular e promover os conteúdos de cunho religioso, moral e ideológico autorizados contratualmente pelos pais ou responsáveis pelos estudantes”. Bingo. O sic é meu. Repito: orientação confessional e ideologia específicas… ou seja, quem quiser, pode fazer contrato assinado com as escolas e, então, será possível ensinar que o coelho da Páscoa é uma ficção (estou sendo alegórico, é claro).
Gostei também de a lei estabelecer o tamanho do quadro no qual estarão as instruções aos professores (artigo 4º: 21 centímetros de altura por 29,7 centímetros de largura — padrão A4 —, e fonte com tamanho compatível com as dimensões adotadas). Que maravilha, não? Fora desse tamanho, o quadro é nulo. Ilegal. Ou algo assim. É demais, não? No RS tem a lei do churrasco. Se usar sal fino, o churrasco é ilegal.
Também é ótimo o parágrafo pelo qual as escolas deverão disponibilizar aos pais, ou responsáveis pelos estudantes, material informativo que possibilite o pleno conhecimento dos temas ministrados e dos enfoques adotados. Bingo! Claro: os pais têm de fiscalizar o conteúdo que será ministrado aos alunos. Para fazer censura. Os pais são “tão bem formados” que só colocam os filhos no colégio porque o homeschooling ainda não está liberado… (estou sendo sarcástico aqui)!
A coisa é essa. Interessante é como se dão as discussões desse tipo no Brasil. Os comentários aos meus artigos na ConJur seguem essa ótica. Mais ou menos como esse quadro do Porta dos Fundos, no “debate” sobre redução da idade penal. De um lado, um expert, com formação científica; de outro, um janjão senso comum, que discute o problema a partir de sua experiência e do que ocorre na sua rua! E uma “comentarista-modelo-rede-social” na plateia. E um néscio como âncora! Bem, advirto que um janjão não deve assistir, porque estará frente ao espelho. Já os não janjões vão se divertir.
Sigo. Em 1728, Jonathan Swift, no seu clássico Viagens de Gulliver, denunciava as impossibilidades de descrição de fatos de um ponto de vista arquimediano. Ele brinca com isso ao falar da descrição de um relógio.
Pedimos para que ele retirasse tudo que estivesse na extremidade dessa corrente, que nos pareceu ser um globo, metade prata, e a outra metade de um metal transparente; do lado transparente nós vimos certas figuras estranhas desenhadas de modo circular, e embora pudéssemos tocá-las, até que percebemos que os nossos dedos foram retidos por uma substância transparente. Ele pôs este mecanismo em nossos ouvidos, que fazia um ruído contínuo, como o de um moinho d'água: e pensamos que fosse de algum animal desconhecido, ou a divindade por ele adorada; mas nós tendemos mais para esta última opinião, porque ele nos garantiu, (se nós o entendemos direito, pois ele se expressava muito imperfeitamente) que ele raramente fazia alguma coisa sem consultá-lo. Dizia que era seu oráculo, e afirmava que esse mecanismo determinava o tempo para todas as ações de sua vida.
Não vou explicar o texto acima. Os não janjões entenderão.
Como falar sobre a escravidão? Pela ESP, mais ou menos assim: homens de tez clara que usavam artefatos do qual saíam cordões com bolinhas de metal e lançavam esse objeto na parte posterior das pessoas de tez escura… bingo. Bendito o sarcasmo de Swift, um notório membro da Escola Com Partido (ECP) da época.
Não há um grau zero. Não há uma Bodenlösigkeit (um lugar sem fundamento). A tal ESP funciona(ria) como? Do modo como no sarcasmo de Swift, o golpe de 64 seria/será descrito como sendo o produto final de um conjunto de homens vestindo roupas de cor verde, dirigindo veículos de grande porte…? Complete você. Chamemos o personagem das Viagens de Gulliver. Parece que os adeptos da ESP não sabem o que é um fato institucional. E que não existem descrições que não sejam, em si, prescrições. Até a frase “fulano é gordo” pode ser uma perfeita descrição — e absolutamente verdadeira —, só que nela está contido um telos, como diria Alasdair MacIntyre, cuja análise sobre a modernidade (livro Depois da Virtude) cai como uma luva para desmi(s)tificar uma coisa como essa, a ESP.
Em termos filosóficos, a ESP é uma anedota. A Folha de S.Paulo, em editorial, chega a dizer que o projeto é Escola Sem Sentido. No editorial, a Folha diz: “Proibir que professores empreguem a palavra ‘gênero’, por exemplo, ultrapassa os limites do ridículo”. Coisas do esquerdismo da Folha, alguns dirão (estou sendo sarcástico de novo). Ora, se exageros existirem no ensino, seja em qualquer sentido (gênero, política etc), estas devem ser enfrentadas caso a caso. E não a partir de index e censura prévia.
Ou alguém quer dizer que o professor não deve dizer que a terra é redonda e que a tese de que a terra é plana é uma fraude? Ou o professor não deve ensinar que a Bíblia é metafórica-alegórica e que a terra não tem apenas alguns milhares de anos e que o criacionismo não tem sentido científico, naquilo que se entende como ciência? Ou alguém vai dizer que Deus mandou parar o sol para que Josué guerreasse mais um pouquinho? Ou dizer que Newton nada sabia? (ups, nesse caso, a ESP tomou partido).
Pensar que é possível uma ESP, que, na verdade, quer dizer Escola Sem Valoração-Ideologia (o “partido” é por conta de quem defende a tese, uma vez que nada tem de partidário contar fatos históricos — como já falei, se há exageros, estes devem ser resolvidos no plano da discussão, e não da proibição), é pensar que é possível fazer juízos neutros ou avalorativos, distinguindo fato e valor.
Quem diz que é possível separar fato e valor já está fazendo um juízo de valor. O valor está no fato de que é bom separar fato e valor! Simples assim. Ou tem de desenhar? Alguém grita: “Não se discute questão moral”. Pois é. Aquele que disse isso assumiu uma posição sobre uma questão moral, assumiu também uma posição moral substantiva de primeira ordem. Só se fala da moral de dentro da moral. Quem quer sair disso tem de, primeiro, sair do paradoxo.
O que deve ser combatido são visões relativistas. Mas aqui o assunto já seria outro. Alguém dirá: ah, mas não é disso que se trata. “Achamos que não há avaloração; achamos que só não pode valorar para a esquerda…”. Pois é. O que é matéria “valoratilizada”? Exemplos, por favor. “Paulo Freire”, gritará alguém. Pois é. Ensinar que Ivo viu a uva não tem sentido se o aluno não sabe o que é uva; ensinar que Joãozinho deve escovar seus dentes só tem sentido se este e seu pai e mãe têm dentes… isso é coisa de esquerdista-comunista? De novo, tem ironia e sarcasmo no que estou dizendo. Bom, se pensarem que usar Paulo Freire é coisa de comunista ou quejandos, o assunto encerra aqui mesmo. Porque é difícil o diálogo com quem se comporta como o leitor de jornal de Wittgenstein: duvidava do que lia e, por isso, comprava outro exemplar para confirmar. Primeiro, é melhor que o interlocutor indignado leia a Teoria do Medalhão, de Machado.
Há um programa Direito & Literatura sobre isso (ver aqui). O conto? Já está em domínio público (ups, vai ser privatizado, então!). Aos janjões aos quais não apraz a leitura (tudo que tem mais de dez linhas machuca), sintetizo aqui, em uma frase do conto, o que dizia o pai a seu filho Janjão, ensinando-o a ser… um medalhão:
Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente; coisa que entenderás bem, imaginando, por exemplo, um ator defraudado do uso de um braço. Ele pode, por um milagre de artifício, dissimular o defeito aos olhos da plateia; mas era muito melhor dispor dos dois. O mesmo se dá com as ideias; pode-se, com violência, abafá-las, escondê-las até a morte; mas nem essa habilidade é comum, nem tão constante esforço conviria ao exercício da vida.
Pois é. Guardadas as proporções, a coluna desta semana vale como o Príncipe de Machiavelli, para parafrasear e homenagear o nosso Flaubert brasileiro.
Ah, numa palavra final: e não venham querer imitar o Porta dos Fundos. De lambuja aqui vai mais um quadro, desta vez sobre aquecimento global. E também não venham com acusações janjaninas do tipo “você nunca entrou em uma sala de aula para lecionar ensino fundamental”. Ledo Ivo engano. Sou do ramo. Passei em concurso público em primeiro lugar quando tinha 16 anos e lecionei para cinco classes na mesma sala! E desde lá leciono em universidade. Nunca precisei de Lei Flavinho (sic) ou quejandos. Quejandos, até sim (de novo, ironia e/ou sarcasmo).
Quando chegamos nos níveis mais elevados em termos de desenvolvimento sociopolítico e ‘educacional’ – vem essa ‘escola sem partido’, ameaçando a democracia e até o Planeta.
O fato é que no mundo globalizado, ou não – baseado fundamentalmente na valorização do talento/mérito e no desenvolvimento científico e tecnológico – a ciência, a tecnologia e a inovação são atividades vitais para o desenvolvimento. E o são para qualquer país, pois incidem diretamente no crescimento da economia, no desenvolvimento, na inclusão social e no melhoramento contínuo das políticas públicas, socioeconômica, cultural e artística.
Aí vem um relato que mostra apenas um dos aspectos do avanço dos impostores da educação, da cultura – inspirados na miséria ideológica, na impostura (a) (i) moral, mentira, plágio, falsidade, defraudação da história e das ideias políticas.
RESUMINDO: estamos numa verdadeira patologia ideológica – e no pior dos descaminhos – ao invés da razão e do progresso.
P.D.: JORGE AMADO repudiou certa ideologia sociopolítica criminosa, vulgarmente conhecida como comunismo, fato esse ocultado pelos militantes
Basta ler as questões do último ENEM aplicado para verificar como nosso ensino médio está dominado pelo pensamento de uma corrente ideológica específica, sem qualquer oportunidade para conhecer pensamentos com outros vieses. Não há como negar que há método Gramsciano nisso.
Todo professor precisa ter direito a liberdade de idéias, desde que a paixão ideológica não seja exagerada.
O grande problema reside no fato de não existir, principalmente na instituições públicas, uma verdadeira pluralidade de idéias. O que existe, infelizmente, é uma propagação das mesmas correntes teóricas e ideológicas - com meras mudanças superficiais, porém com o mesmo conteúdo e fonte. Desculpe-me, mas não achar isso errado e não condenar tal realidade é um absurdo. Trata-se de uma necessidade de primeira importância; precisamos de ensinamentos plurais, de debates acadêmicos (verdadeiros), que os nossos estudantes tenham de fato acesso a todas as correntes ideológicas e teóricas.
Lênio Streck continua falando apenas para o seu público.
A grande diferença é que Lênio usa seu conhecimento em alemão, cita (quase sempre - isso é clássico já em seus textos) obras clássicas literárias consagradas e claro, abusa das ironias e do tom de "sou a parte superior intelectualmente". Neste ponto em específico, não vejo nenhuma diferença entre Lênio e o Guru da Direita Olavo de Carvalho (ambos falam apenas para seu público e se acha intelectualmente imbatíveis rs).
Streck questiona: "como contar a ditadura sem contar o que houve na ditadura"? Incrível este questionamento, já que o próprio Streck leva forte valor emocional neste assunto, vez que, segundo ele mesmo, seu pai fora preso na sua frente na época da Ditadura Militar.
Partindo deste único pressuposto e exemplo, a história que Lênio conta da Ditadura militar é completamente diferente do que contaria um filho de militar.
Não sei se seria esta a intenção do ESP (até porque nunca se sabe os interesses que estão por trás de projetos como esse), mas certamente, eu gostaria bastante de ouvir sua versão da história. E, logicamente, gostaria igualmente de ouvir a versão de, por exemplo, um filho de militar que tem outra visão da ditadura.
É pedir demais ouvir diferentes pontos de vista? Ou você realmente acredita que todos contam e veem a história da mesma forma? Alguns de vocês veem a Revolução Francesa como um exemplo de sucesso. "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", vocês gritam. Interessante. Não poderia ter o direito de ouvir logo em seguida um professor que considera que a Revolução Francesa fora um completo fracasso?
Negar que hoje, doutrinariamente, conta-se apenas uma versão da história é negar os fatos. Vamos ouvir o outro lado e, finalmente, sem amarras ideológicas, decidir.
No Brasil a educação formal é solene e descaradamente negada por todos os governos, como os demais direitos sociais. A situação só não é pior por causa de um profissional: a professora e o professor. Agora, além da desvalorização por parte do Estado e do comum desrespeito por alunos mimados e seus pais ineptos, os professores terão interferência do Estado na atividade a que se dedicam. Ninguém fala, ainda, em retirar a liberdade e independência técnica de advogados, juízes e promotores, profissões muito valorizadas pelo Estado; agora, dos professores quer o Estado se imiscuir até mesmo no conteúdo e na didática. É um descalabro isso! Uma vergonha a mais para um país que nega conhecimento a seu povo para mantê-lo escravo.
Eis o resumo dos deveres dos professores segundo o projeto escola sem partido:
1 – O Professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.
2 – O Professor não favorecerá nem prejudicará ou constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.
3 – O Professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.
4 – Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito da matéria.
5 – O Professor respeitará o direito dos pais dos alunos a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.
6 – O Professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula.
As críticas ao projeto nada tem a ver realmente com ele. Refletem mais o desejo dos doutrinadores de ideologias de esquerda - que são massificadas em sala de aula - de permanecer idiotizando nossos jovens sem serem incomodados por isso.
a uma divergência rs.
Essa apaixonada defesa da "liberdade", não precisa que mais de dois pulos para mudar e virar censura a quem não compartilha da ideologia escolhida pelo "professor", pois a palavra "fascista" já vem pré-cozida no bolso, tal qual aqueles macarrões instantâneos de copinho.
De resto, o que tenho a dizer sobre o artigo e o ilustre articulista doutrinador é "Katchanga"
Muito democrático e repleto de civilidade o texto do Lenio, além, de como, sempre, expressar toda a humildade do escriba.
A sociedade não pode mais fechar o olhos para o fato de que o marxismo colocou em prática o projeto de hegemonia cultural de Antônio Gramsci para a tomada e manutenção do poder, através das instituições culturais e midiáticas, tendo por instrumento a apoderação da consciência coletiva.
Os pais estão mandando seus filhos para as escolas para aprenderem português, matemática, geografia..., não para serem doutrinados.
Os professores tem o dever de se ater à ementa do seu componente curricular, além de serem exemplos em correção de atitudes, ética e moralidade para os seus pupilos. A classe magisterial está devendo muito nesse quesito. Pioramos muito em qualidade da educação nas últimas duas décadas. Estamos entre as piores educações públicas do planeta.
Os alunos não estão aprendendo o que deveriam. Estão saindo da escola deveras politizados, ou melhor, doutrinados, sem saber matemática básica, nem mesmo escrever satisfatoriamente, mas ferrenhos defensores do socialismo.
Nossas autoridades estão cegas que não veem isso, ou fazem parte do establishment?
O certo é que as coisas não podem mais continuar como estão.
A relação professor aluno precisa ser repensada, e carece de imediata regulação.
"O que eu abomino é o idiota, o inepto, que escreve nas paredes "É proibido proibir" e carrega cartazes de Marx, Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de teses e de proibições brutais e assassinas." Nelson Rodrigues.
https://www.facebook .com/fernandoholiday.mbl/videos/21020023 50037920/
Primeiro o autor destaca as "impossibilidades de descrição de fatos de um ponto de vista arquimediano". Em seguida afirma que "O que deve ser combatido são visões relativistas".
A resposta do autor é que a "tradição" deve ser seguida para evitar o relativismo, fazendo as vezes de ponto arquimediano.
Mas a pergunta permanece: que tradição?
A Cristã entende que há Um Absoluto, que é o ponto arquimediano pelo qual os fatos são narrados, havendo uma narrativa histórica com princípio, meio e fim.
A marxista, baseada em Demócrito e Epicuro, na teoria atômica, foi refutada pela física moderna, pois não há átomos sólidos de que tudo é feito, mas campos que interagem. O mesmo marxismo viu fracassar sua proposta de desenvolvimento da história.
Portanto, podem-se descrever os fatos a partir das partes, que não fisicamente não existem, porque tudo é relação e interação; ou do todo, mantendo a integridade do mundo. Explicando, as coisas não são feitas de coisas pequenas, de átomos. As coisas são feitas a partir de fracionamentos quânticos da totalidade física, pelo que é a totalidade da experiência, presente, passada e futura, o ponto arquimediano de referência.
Essa situação vale para o Direito, que não é autônomo, e que, necessariamente, para ser íntegro, deve considerar as questões psicológicas, morais, políticas e filosóficas, como integrantes do sistema jurídico. A integridade do direito é controlada, portanto, por fatores transjurídicos.
Assim, o que os materialistas marxista não entendem é que sua visão de mundo não é coerente, fisicamente, e para resolver esse problema fundamental foi criada a teoria de bilhões de outros mundos, pela ideia de multiverso, ideia que não pode ser provada cientificamente, por princípio.
www.holonomia.com
o medo de alguns professores da ESP é que se ela for aprovada, eles terão que DAR AULA das matérias para as quais foram contratados. É isso. Não adianta espernear.
Duvidas que me assolam: nas escolas militares tambem ira valer a ESP ou so nas escolas civis?
Os alunos das escolas militares vao poder filmar seus professores e denunciar a tentativa de doutrinacao ou nao?
As respostas dirao muito sobre os objetivos da lei
Quando vejo um professor gastar hercúlea energia para comprovar de forma estridente, quase que histérica, o mais óbvio dos conhecimentos, o mais simplório dos argumentos pré iluminista que levaram a evolução tecnológicas, das artes, da filosofia, do individualismo, do antropocentrismo e do heliocentrismo. Quando vejo um professorse esforçar de forma anedótica, infame, estupefato com a impossibildade logico argumentativa de uma lei que leva a embalagem de ESP mas que na verdade não passa de uma carta branca para todos aqueles ignóbeis, membros da platéia ensandecida que se regojizavam com a queima às bruxas.
É lastimável, vê Copérnico, Galileu e tantos outros, vítimasda própria sabedoria, em um eterno espiral de nada sei.
Em outro tom, quando um dos idiotas, conversando comigo disse, minha avó, ja dizia, seguido de uma série de idiotices que aquela velha rabugenta pensava, tive que perguntar com curiosidade, qual foi o ultimo livro ou tese que ela havia escrito para eu me aprofundar no estudo.
Em outro tempo, por outro lado, não posso deixar de pensar que esta discussão significa apenas que houve uma evolução enorme na inteligência dos meus compatriotas, lembro quando adolescente, o quanto as pessoas se ilunimavam quando eu falava sobre o habitat dos animais que vinham em cartela no chocolate surpresa ou alguma curiosidade que eu aprendia na Delta Larousse ou até na super interesante.
Sim, professor, eles estão pensando por si mesmos, obvio, são rebeldes, mas como não poderiam ser? Não é belo? Milan Kundera citou certa vez, " quando o homem pensa Deus ri" ( proverbio judeu), mas o que de fato Deus ri?felicidade, ingenuidade, deboche, pequinez...do que será, mesmo que Deus ri?
O problema é que nunca tivemos liberalismo ou movimento de direita verdadeiro no país. Os partidos sempre se revezaram mantendo mais ou menos a mesma linha esquerdista. E deu no que deu. Basta analisar o ENEM. O que esperar então dos professores que foram formados com essa ideologia ?
Gutemberg R, a ditadura não deixa de ser ditadura por conta de um versão de um filho de militar.
Esse relativismo pobre não tem qualquer sustentação racional.
O nazismo, o fascismo, o stalinismo, não terão um lado bom porque a versão será contada por alguém que teve uma vida maravilhosa naquele tempo ) - aliás, consta que Stalin é um pai muito amoroso e gentil. Eles são o que são...
O açoite no escravo não "fica bom" aos olhos de quem o castiga. Aliás, isso é tão óbvio, que quem o açoita o faz justamente porque quer punir o "faltoso" com uma coisa ruim.
Quando um filho de nazista diz: "meu papai incinerava pessoas malvadas" não torna o nazismo bom.
Essa "escola sem partido" é uma conversa fiada, totalmente "partidária", que aposta num "ensino" ainda mais bestial.
E seus adeptos são tão tolos que não explicam como "no pais da educação comunista" o capitalismo é cada vez mais selvagem e as poucas conquistas em termos de mitigação da miséria já se vão esvaindo...
Aliás, leio na internet que há sugestão para retirar o nome de Paulo Freire do posto de patrono da educação.
Pergunto ao leitor que apoia isso: já leste Paulo Freire? Entendeste? Claro que não. Basta ver algumas referências nos comentários que, para além do "filósofo" Olavo de Carvalho - alguém sabe onde encontro o Lattes dele, as dissertações e teses - também sugere Fernando Holliday. Não notei o KIM e o Alexandre Frota ainda. deve ter sido descuido...logo vem, acompanhado de Joice, Campgnolo ou coisas quetais...
Gutemberg R, a ditadura não deixa de ser ditadura por conta de um versão de um filho de militar.
Esse relativismo pobre não tem qualquer sustentação racional.
O nazismo, o fascismo, o stalinismo, não terão um lado bom porque a versão será contada por alguém que teve uma vida maravilhosa naquele tempo ) - aliás, consta que Stalin é um pai muito amoroso e gentil. Eles são o que são...
O açoite no escravo não "fica bom" aos olhos de quem o castiga. Aliás, isso é tão óbvio, que quem o açoita o faz justamente porque quer punir o "faltoso" com uma coisa ruim.
Quando um filho de nazista diz: "meu papai incinerava pessoas malvadas" não torna o nazismo bom.
Essa "escola sem partido" é uma conversa fiada, totalmente "partidária", que aposta num "ensino" ainda mais bestial.
E seus adeptos são tão tolos que não explicam como "no pais da educação comunista" o capitalismo é cada vez mais selvagem e as poucas conquistas em termos de mitigação da miséria já se vão esvaindo...
Aliás, leio na internet que há sugestão para retirar o nome de Paulo Freire do posto de patrono da educação.
Pergunto ao leitor que apoia isso: já leste Paulo Freire? Entendeste? Claro que não. Basta ver algumas referências nos comentários que, para além do "filósofo" Olavo de Carvalho - alguém sabe onde encontro o Lattes dele, as dissertações e teses - também sugere Fernando Holliday. Não notei o KIM e o Alexandre Frota ainda. deve ter sido descuido...logo vem, acompanhado de Joice, Campgnolo ou coisas quetais...
"O julgamento de Scopes ou popularmente julgamento do macaco, (formalmente conhecido como The State of Tennessee v. John Thomas Scopes) foi um famoso julgamento, considerado um marco na história jurídica norte-americana ocorrido em 1925, e que pôs a prova a Lei Butler (Butler Act, em Inglês), uma lei do Tennessee que estabeleceu que era ilegal em todos os estabelecimentos educacionais do estado, "o ensino de qualquer teoria que negue a história da criação divina do homem como é explicado na Bíblia e substitui pelo ensino de que o homem descende de uma ordem de animais inferiores". O caso foi um ponto crítico na controvérsia sobre o evolucionismo e o criacionismo dos Estados Unidos. o_de_Scopes).
John Scopes, um professor de escola pública de Ensino Médio, foi acusado em 5 de maio de 1925 por ensinar o evolucionismo usando um capítulo de um livro que foi baseado em ideias inspiradas no livro de Charles Darwin, A Origem das Espécies. O julgamento teve dois dos mais brilhantes advogados da época. De um lado William Jennings Bryan, membro do Congresso Nacional, antigo Secretário de Estado e três vezes candidato à presidência dos Estados Unidos foi responsável pela promotoria e acusação, enquanto o destacado advogado Clarence Darrow foi responsável pela defesa. O episódio foi retratado na peça de teatro Inherit the Wind, de 1955, e em filmes para cinema e televisão, como Inherit the Wind (filme de 1960), Inherit the Wind (filme de 1965), Inherit the Wind (filme de 1988) e Inherit the Wind (filme de 1999) (https://pt.wikipedia.org/wiki/Julgament
Caro Professor,
Me permita fazer um pequeno contraponto.
Não me parece adequada a analogia da ideologia de professores comparada com o partidarismo de clubes de futebol, de TVs, de igrejas... (embora também possam ser objeto de críticas).
O fato é que a profissão de professor é muito sensível, sobretudo o do ensino fundamental, justamente porque se encarrega de formar os futuros cidadãos.
A criança em processo de formação não possui filtros, de modo que são altamente influenciável. Elas ainda não desenvolveram uma percepção crítica das informações que recebem, até porque pouca coisa vivenciaram ou aprenderam.
Enfim, são hipossuficientes.
Diferentemente dos adultos, que leem ou estudam determinados assuntos por opção e de acordo com as convicções que adquiriram com seu amadurecimento.
Evidentemente que os professores tem ideologia. Afinal, não são alfaces!
Agora, uma coisa é ter ideologia, outra bem diferente é repassá-las ou tentar amoldar as crianças de acordo com elas.
Me parece que o ensino até certa fase da vida pode e deve ser mais neutro, pois quem escolhe lecionar terá que, em certa medida, segurar seu ímpeto.
Embora podemos concordar que não existe grau zero de sentidos, evidentemente que uma regulação adequada, bem feita, pode subtrair parcela substancial da subjetividade repassada do professor ao aluno (espécie de teoria da decisão judicial voltada para o ensino).
Embora não tenha lido o projeto em debate, evidentemente que se a regulação não for boa, teremos inúmeros problemas.
Que é isso, afinal? Para a hermenêutica filosófica, tradição tem o sentido de transmissão (não de autoridade cega), ou seja, o sentido de algo nos é transmitido pelo tempo, pela linguagem.
O ser é ‘“carregado’ por uma história, que se articula para nós como linguagem dada pela tradição” (Manfredo Araújo de Oliveira).
Sabendo que não existe uma subjetividade isolada, a-histórica e fora da linguagem, e que, assim, toda compreensão não pode superar a sua própria facticidade e pertença à tradição, (mesmo quando não se tenha a consciência disso). “Onde quer que compreendamos algo, nós o fazemos a partir do horizonte de uma tradição de sentido, que nos marca e precisamente torna essa compreensão possível. [...] Sua influência sobre nós independe da consciência que dela temos”. (OLIVEIRA, Manfredo Araújo de. Reviravolta Linguístico-Pragmática na Filosofia Contemporânea. 3ª ed. São Paulo: Loyola, 2006, p. 228-229).
E isso que é transmitido pode ser um preconceito legítimo ou ilegítimo. Depende da confirmação que se faz nas próprias coisas (no diálogo), e na relação entre o todo e as partes, e esse todo (e as partes) é compreendido a partir de uma tradição/transmissão, havendo, assim, uma mediação entre o passado e a atualidade.
E posso dialogar com tudo que é transmitido (queira chamar isso de tradição Cristã, tradição isso ou aquilo). O evento hermenêutico da verdade ocorre no diálogo: “ocorre quando o intérprete, ao levar em consideração vários significados das partes e do todo, experimenta sua unidade de significado coerente”. (SCHMIDT, Lawrence K. Hermenêutica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012, p. 183).
Comumente o articulista lança mão do deboche quando se refere a quem incorre na "ousadia" de discordar dele. Mais parece aquelas crianças mimadas que, irresignadas porque perderam uma partida, recolhem a bola e não deixam mais ninguém jogar.
Simples assim !
O resto é cortina de fumaça ideológica para que a realidade não seja o que é. Realidade.
Como estas aqui:
https://www.youtube.com/w atch?v=cst9jUAVGHI&t=221s
https ://www.youtube.com/watch?v=rByau8HsnB0<b r/> fnEcFKpcz8Y
https://www.youtube.com/watch?v=
Continuamos sem NOBEL.
Mas temos a EMBRAER e outros progressos científicos trazidos pelo ITA , pelo IME e pelas ilhas de excelências onde o saber é fundamental para o crescimento.
E só para lembrar:
http://engenhariae.com .br/editorial/colunas/nota-maxima-no-ena de-2018-e-conquistada-pelos-10-cursos-de -engenharia-do-ime/
Roger Machado, bela explanação. Seria correta, salvo porque você pecou em um ponto: O capitalismo e o comunismo são, ambas, doutrinas perfeitas ou desprezíveis, a depender do doutrinador que você adota.
Vou dar-lhe um exemplo claro: Existe uma literatura densa, escrita tanto por juristas (Promotores de justiças e Procurares Federais, inclusive) quanto por historiadores sério e comprometidos academicamente que comprovam por "a+b" que o "PT" é o país mais "corrupto da história" e que seria um bem para a democracia extinguir esse partido.
Outra doutrina (essa bem conhecida de nós acadêmicos do direito) defende com veemência de que a prisão do ex-presidente Lula fora um golpe político e econômico (vide Afrânio Silva Jardim, por ex.).
Ora, fale-me, você, com toda sua certeza, qual está correta? Ambas defendem com fatos e argumentos seus posicionamentos. Ambas possuem "mestres e doutores". Ah, caso você escolha um lado, posso usar seu pequeno argumento? "Pergunto ao leitor que apoia isso: já leste "Petroladrões?" ou "já vistes os argumentos de Afrânio Silva? Porque se vistes e entendesse, certamente, não defenderia isso".
Utiliza do mesmo argumento sujo e fraco do professor Lênio, a tão aclamada "superioridade " intelectual. Caso não concorde comigo, é porque não leu "x". Ah leu? então é porque não entendeu rs.
A verdade, meu "amigo", é que você que não entendeu. Sua visão de mundo não abarca a minha, e não tente me medir com sua régua. As crianças são ensinadas não por lados da história, mas por ideólogos. Ou você acha mesmo que os males do comunismo são contados nas escolas? Incrível, porque temos videos no youtube de que "Karl Marx é baile de favela e o capitalismo tá acabando com a galera".
Temos doutrinação, e não ensino. Não negue os fatos.
Janjão outra vez? Já não falou sobre o conto de Machado de Assis em outra(s) coluna(s)?Lênio quando cisma com uma coisa é dose.
Invés de links para vídeos do professor no youtube ou de humoristas de talento duvidoso, o artigo deveria conter o seguinte: https://www.programaescolasempartido.org /
Mas isso não irá ocorrer, porque as pessoas (mormente as tietes do professor) não podem saber que o que Lênio diz sobre o assunto é pura mentira e enganação.
Aliás, que vexame o texto da professora Alana Freitas El Fahl. Como uma professora pode escrever um texto sobre algo que demonstra desconhecer por completo? Ignorância ou desonestidade? Se o projeto defende a pluralidade de idéias e teses, é óbvio que não é uma perseguição aos “comunistas” e que não irá suprimir nenhuma corrente ideológica. Ao contrário. Que vergonha! Depois, néscios e Janjões são os outros. E não é a primeira vez que Lênio passa vergonha com links que demonstram total incompreensão do assunto tratado. Está perdendo totalmente o senso crítico e a (pouca) credibilidade que lhe resta.
Essa coluna já não é mais séria. E duvido que um dia volte a ser.
Sejamos honestos, justos e imparciais. (...) “O Programa Escola sem Partido é uma proposta de lei que torna obrigatória a afixação em todas as salas de aula do ensino fundamental e médio de um cartaz com o seguinte conteúdo:
1 – O Professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.
2 – O Professor não favorecerá nem prejudicará ou constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.
(Continua...)
(...) 3 – O Professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.
4 – Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito da matéria.
5 – O Professor respeitará o direito dos pais dos alunos a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.
6 – O Professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula.
Esses deveres já existem, pois decorrem da Constituição Federal e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Isto significa que os professores já são obrigados a respeitá-los ‒ embora muitos não o façam, sob pena de ofender:
• a liberdade de consciência e de crença e a liberdade de aprender dos alunos (art. 5º, VI e VIII; e art. 206, II, da CF);
• o princípio constitucional da neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado (arts. 1º, V; 5º, caput; 14, caput; 17, caput; 19, 34, VII, ‘a’, e 37, caput, da CF);
• o pluralismo de ideias (art. 206, III, da CF); e
• o direito dos pais dos alunos sobre a educação religiosa e moral dos seus filhos (Convenção Americana sobre Direitos Humanos, art. 12, IV).
Portanto, o único objetivo do Programa Escola sem Partido é informar e conscientizar os estudantes sobre os direitos que correspondem àqueles deveres, a fim de que eles mesmos possam exercer a defesa desses direitos, já que dentro das salas de aula ninguém mais poderá fazer isso por eles.”
(Continua...)
Lembrando que está tudo no https://www.programaescolasempartido.org /
Para encerrar, meus cumprimentos aos comentaristas que me antecederam e se manifestaram tão bem, como o Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo), Rodrigo.R (Estagiário - Empresarial), afixa (Administrador), 4nus (Outros), Observador.. (Economista) e, mormente, o prezado Heleno Jr. (Serventuário), que foi direto ao ponto.
O que ainda salva a coluna são alguns comentários. De Lênio já não dá para esperar uma posição sensata e isenta sobre mais nada. E, pelo jeito, deve ficar assim, no mínimo, pelos próximos 4 (quatro) anos.
Grande mestre, parabéns pela excelente coluna.
Streck, o melhor!
Tenho insistido, que o dr. Lenio se acostumou a politizar nosso site jurídico. É um pena! De qualquer modo, qualquer pessoa de inteligência média, é capaz de reconhecer que há uma doutrinação direcionada até mesmo nas universidades. Veja-se o exemplo da UFRJ, em que toda a diretoria é filiada a um partido político.Uma aluna, que nunca recebeu nota menor do que 9, ao reclamar de uma aula ,direcionada a determinado candidato, na próxima proa recebeu nota 5. Depois, o próprio Lenio denuncia o ensino jurídico nas faculdades.
Certeiro como sempre!
Prezado Gutemberg, receio até que estejamos desbordando o assunto da coluna.
Em todo caso não questiono a ideia de contraponto.
O que quis dizer é que estamos inseridos numa tradição (essencialmente linguagem) que nos permite compreender o que foram esses regimes, nazismo, fascismo, stalinismo. E é nesse ambiente que transitamos. Partimos de pontos diversos e certamente temos horizontes distintos, mas um ponto em comum e de limite é a linguagem.
Aplicando isso ao teu problema proposto, é possível identificar se há e o grau de corrupção do partido (que tu escolheste citar) só porque temos uma tradição que permite compreender corrupção.
Também podemos analisar a questão da prisão. Eu nunca entro no mérito da questão porque não sei dos elementos que estão no processo. O que sempre disse (inclusive um ano antes da prisão quando pesquisei isso para pós-graduação) é que a prisão depois da segunda instância é inconstitucional por violar a presunção de inocência. De novo temos linguagem para fazer esse exame que fatalmente levará a uma compreensão constitucional e outra inconstitucional. Não se trata de contraponto, trata-se de o que se compreende por presunção e por trânsito em julgado. Tu és advogado e tens a resposta.
Não conheço o livro que sugeriste e, logo, não farei campanha para que seja queimado ou que o autor seja exilado.....antes de conhecer o conteúdo - que por sinal não é exclusividade deste livro, certamente.
Apenas para finalizar: sabemos que o Escola sem Partido é partidário. Não tem nada a ver com doutrinação, a cruzada é contra os professores e com qualquer pretensão de ensino crítico.
Esse tipo de ensino acrítico, aliás, é que gera uma legião de entusiastas e adeptos de ações como o próprio ESP.
Prezado Gutemberg, receio até que estejamos desbordando o assunto da coluna.
Em todo caso não questiono a ideia de contraponto.
O que quis dizer é que estamos inseridos numa tradição (essencialmente linguagem) que nos permite compreender o que foram esses regimes, nazismo, fascismo, stalinismo. E é nesse ambiente que transitamos. Partimos de pontos diversos e certamente temos horizontes distintos, mas um ponto em comum e de limite é a linguagem.
Aplicando isso ao teu problema proposto, é possível identificar se há e o grau de corrupção do partido (que tu escolheste citar) só porque temos uma tradição que permite compreender corrupção.
Também podemos analisar a questão da prisão. Eu nunca entro no mérito da questão porque não sei dos elementos que estão no processo. O que sempre disse (inclusive um ano antes da prisão quando pesquisei isso para pós-graduação) é que a prisão depois da segunda instância é inconstitucional por violar a presunção de inocência. De novo temos linguagem para fazer esse exame que fatalmente levará a uma compreensão constitucional e outra inconstitucional. Não se trata de contraponto, trata-se de o que se compreende por presunção e por trânsito em julgado. Tu és advogado e tens a resposta.
Não conheço o livro que sugeriste e, logo, não farei campanha para que seja queimado ou que o autor seja exilado.....antes de conhecer o conteúdo - que por sinal não é exclusividade deste livro, certamente.
Apenas para finalizar: sabemos que o Escola sem Partido é partidário. Não tem nada a ver com doutrinação, a cruzada é contra os professores e com qualquer pretensão de ensino crítico.
Esse tipo de ensino acrítico, aliás, é que gera uma legião de entusiastas e adeptos de ações como o próprio ESP.
A tradição funciona como a brincadeira de telefone sem fio, ou seja, até que venha alguém como Copérnico, Galileu ou Einstein, confirmando uma ideia considerada absurda, que já vinha em desenvolvimento contestando a tradição, para derrubá-la, mostrando que a tradição está equivocada, pois algo essencial foi perdido, por algum ruído, na transmissão do conhecimento tradicional.
Para quem entendeu Einstein, não se pode dizer que a verdade de Copérnico ou Galileu permanece, porque para a relatividade não há ponto absoluto de referência, pelo que, matematicamente, pela linguagem da física, tanto se pode dizer que o Sol gira ao redor da Terra como que a Terra gira em torno do Sol, como o demonstra Wolfgang Smith em A Sabedoria da Antiga Cosmologia. Destaco, contudo, que à relatividade provavelmente escapa algo fundamental da ciência cósmica, ligada à orgânica quântica.
De fato, não se pode falar racionalmente que a "terra é plana", mas é perfeitamente científico afirmar nos dias de hoje que o Sol gira em torno da Terra.
Isso não é explicado nas escolas, também não sendo ensinado que desde os gregos e durante a Idade Média já se sabia que a terra era esférica, e nós fomos doutrinados que Colombo e Cabral desafiaram o conceito obscuro e medieval de que a Terra seria plana, o que não corresponde aos fatos.
Bem ou mal, a ESP pretende que mentiras como essas não sejam passadas impunemente, para que uma visão unilateral e sem fundamentos da História não seja ensinada às crianças.
Se a tradição pretende ser racional, conceitual e historicamente ela é dependente do Cristianismo, que significa a encarnação da Razão na humanidade, tendo sido o Cristianismo o fundamento filosófico da revolução científica, mas isso também não é ensinado nas escolas..
www.holonomia.com
Lendo os comentários abaixo, sou obrigado a concordar com o eleito.
Estudar para quê? Não precisamos de pensamento crítico. Basta um cursinho de mecânico de máquina de lavar.
Exemplos não faltam.
ENEM é esquerdista. Ora, isso é desconhecer que a qüestão (sim, é para ler com trema) era sobre interpretação de texto.
Citação a Fernando Holiday? Citem ao menos Rolando Lero, Alberto Roberto, personagens mais sérios.
Sinceramente, tenho pena de seus filhos. Sei de caso em que pai de aluno foi à escola do filho reclamar das aulas de história e sugeriu que o professor utilizasse vídeos do MBL. Falta senso de ridículo.
Eu teria vergonha se meu pai fosse à minha escola "intimar" um professor por falar sobre direitos humanos, ditadura, filosofia, etc. essa "ideologia esquerdopata".
A alegada doutrinação socialista-comunista-trotskista não acontece nas escolas, caso contrário, o resultado de 28.10 teria sido outro. Ela acontece em canais de youtube (inclusive aquele da Terra plana), programas de rádio endereçado a jovens e, sobretudo, nas igrejas.
Essa ladainha de que continuamos sem nobel. Eu posso dizer com tranquilidade que estudei em um centro de excelência onde era comum nos corredores da Fisiologia e da Farmacologia da FMRP-USP ver laureados pelo Nobel circularem nos corredores, vindo visitar diversos laboratórios. Quase laureados pelo Nobel, Sérgio Henrique Ferreira, aluno de Maurício Rocha e Silva, outro quase laureado. Na Fisiologia Miguel Covian, aluno querido de Bernardo Houssay, esse laureado pelo Nobel.
Se fossem apresentar esse tal de "escola sem partido" a esses pesquisadores por certo eles iriam perguntar qual foi o imbecil que pariu tal excrecência, digno de quem tem o cérebro irrigado por ramos da artéria mesentérica superior.
Queria ver o escola sem partido querer interferir numa aula de neurofisiologia, onde aspectos políticos de cada tempo são discutidos, paradigmas obtusos de escolhas de momentos históricos que por vezes atravancaram o desenvolvimento da ciência.
Só alguém com caixa craniana irrigada por ramos da artéria mesentérica superior para defender "escola sem partido" em cursos como Ciência Política e História.
Já não basta a legião de imbecis terraplanistas que povoam as redes sociais, e apresentam como suas provas de que a terra é plana os seus erros experimentais. Um experimento totalmente errado, oferecendo um resultado negativo por que está repleto de falhas metodológicas, o erro é usado para justificar como válido o próprio erro.
Vamos dizer que a análise matemática os espaços de Kolmogorov e seu teorema da extensão, e seus estudos sobre equações diferenciais parciais não são para serem considerados por que é matemático da então URSS, e ensinar seu trabalho é doutrinação comunista. Os Espaços de Sobolev idem...
Pelo posto abaixo, o professor de matemática vai ter que respeitar que algum aluno insista em dizer que não existem números irracionais, por que todos os números são racionais, como defendia Pitágoras, e que este ter condenado à morte por afogamento Hipaso de Metaponto foi uma questão justificável. Poderá se justificar a inaceitabilidade do Princípio da Incerteza de Heisenberg por que é incompatível com o dogma da onisciência e onipresença divina. Poderão dizer que as demosntrações de Grigori Perelman são questionáveis por ser um russo comunista e ainda por cima sujo, não gosta muito de tomar banho.
Para sorte do ocidente Hitler nunca aceitou a teoria da relatividade por que considerava "física judia".
Não façam joça de Lênio Streck, há milhares de enpedernidos terraplanistas nas redes sociais, que tem aos demais, que acreditam na revolução copernicana, como imbecis e hereges.
Não tenho nada contra os que consideram Olavo de Carvalho um grande intelectual e professor, tanto quanto nada tenho contra adultos que acreditam em saci pererê e afins.
Vi sempre o pau quebrar, quer na biologia experimental, quer nas exatas. Inclusive sem uma análise política, sem uma profunda análise política não se consegue compreender como a partir do Governo Reagan os EUA venceram a corrida tecnológica em relação a URSS. E é um óbvio que o modelo perdedor, piorado, da URSS, está a ser mais e mais implantado no Brasil. Escolões de terceiro grau, faculdades de fins lucrativos sem compromisso com pesquisa, a pesquisa ficando restrita à alguns centros, agora esvaziados de verbas. Não vou perder tempo perguntando se os comentaristas abaixo conhecem a doutrina Flexner, seu relatório sobre educação médica se estendeu a todo ensino superior dos EUA.
É uma imensa decepção ver o quão infiltrada degradada está a nossa sociedade, pessoas que para levarem vantagens advogam para o comunismo, que é um câncer social, que não é pensar diferente, mas servir ao mal.
Essa ideologia ridícula, só existe por ser uma FERRAMENTA DE DOMINAÇÃO, é genocida e psicopata, já matou mais de 120 milhões entre 1917/2004 (LIVRO NEGRO DO COMUNISMO) e comunistas são sócio-fundadores do Narco-trafico na América Latina (Cocaína Vermelha PDF download), mas parece que as montanhas de cadáveres são completamente inúteis para esse tipo de gente que defendem a doutrinação.
Comunistas e os globalistas que os financiam, não tem limites, não tem escrúpulos, vale tudo para criar um exército de zumbis com cabelos afro, rastafari, "pircings" espalhados pelo corpo, todos coalhados de tatuagens simbólicas, usadas como uniforme, vestidos como hippie e repetindo palavras de ordem...
O lugar sagrado, onde se preparam nossos filhos e o futuro da nação, não pode servir para comunistas e fantoches da ONU, inocularem suas podridões.
Escola sem partido deveria se chamar, escola sem criminosos.
Não importa a forma.
O que realmente importa é que eles aprenderam a lição. Esta Advogada velha de guerra já pode morrer em paz
[discurso do jovem Dr. Alcântara Zimmerman, orador dos formandos em Direito na UFSC]
[olhando para os professores]
..."Meus queridos amigos, nem que eu tivesse vários dias nessa tribuna, poderia dizer o que vocês merecem ouvir ..
[olhando para os colegas]
...."Cá chegamos muito jovens, ingênuos, irresponsáveis, mergulhados no mais impressionante devaneio da inocência. Provenientes, de nossos aconchegantes lares de nossos queridos pais, que nos veem com os olhos araguados, eis que chegou o momento por eles tão esperado. O dia em que nós, seus filhos, começamos a caminhar com as nossas próprias pernas, carregando nossos fardos com nossos próprios braços, esbravejando todo o amor com nossas próprias vozes.
Meus queridos, amizades construímos, bem-querer nós repartimos E com o que mais nos deparamos nesses nossos cinco anos ? Com isto : uma vocação. Mais do que isto, com uma missão. A mais nobre de todas : fazer justiça. E que diabos é isso ? Certamente, meus queridos, não é ser um juiz leiloeiro de destinos, que anos leve, quando não se negue, o remédio para o doente,liberdade para o inocente, ou só um rumo ao pobre errante. Não é ser um Promotor a denunciar pessoas a esmo. Mostrar o dedo em riste, apaixonar-se pela ira e promover somente a cólera. Tampouco é ser Advogado e um embusteiro no juízo, um defensor do prejuízo, que no papel escreva vinte e do coitado leve cinquenta. Não, meus queridos, justiça nós faremos, quando dissermos a verdade, calarmos a mentira e findarmos todo abuso. Justiça nós faremos quando, em frente à corrupção, formos além da indignação e exigirmos condenação.
Justiça, nós faremos, quando as mãos dermos aos probos, para acabar com a tirania e desinfetar nossa República de toda esta anarquia. Justiça, nós faremos, quando abraçarmos a tolerância e negarmos a ignorância. Justiça, nós faremos, meus queridos, quando os olhos dermos ao cego, ao surdo, dermos ouvidos, e aos mudos, nossas bocas. E ao órfão, uma mãe, um lar ao destelhado e um sorriso ao desgraçado, o alfabeto ao iletrado, alegria ao infeliz, esperança aos muito honestos, nesta terra de homens vis. E no cumprimento de nossa missão, é-nos vedada a deserção, é-nos vedado o fracasso, só nos resta a vitória.
Meus queridos, o mundo nos cobrará por aqui hoje estarmos. Saímos de uma universidade pública sustentada pela sociedade miserável desse País. Assumimos hoje o dever de nos unirmos aos homens probos para com eles limpar toda a pestilência que recalcitra em malsinar esta República. E, para terminar, meus queridos, eu vou fazer um pedido a vocês : não abandonemos a ingenuidade, não abandonemos o sonho impúbere. Meus queridos, quando olharmos ao espelho, vejamo-nos crianças, lembremo-nos pequenos, quando tudo era-nos grande. E eu sei que amanhã nós não teremos mais uns aos outros, mas isso não importa porque o que importa é que nós levaremos esses cinco anos aqui dentro, meus queridos, nos nossos corações e jamais nos esqueçamos do nosso mais importante dever nesta vida : sermos felizes. Vivamos cada dia de um tal modo, meus queridos, que possamos, daqui a muitos e muitos anos, quando chegarmos no final desta longínqua jornada, que se chama vida, olhar para atrás e poder dizer : Puxa! E não é que tudo valeu a pena ! .."
Nem a ideologia do socialismo, muito menos do conservadorismo.
Que as pessoas tenham as duas visões e tenha senso crítico próprio para definir o que entende ser melhor.
Mas pelos comentários, é difícil entender isso.
Tenho o maior respeito pelo professor Lênio, mas gostaria de saber se, afinal, este finge não saber o que se passa. Lógico que não se trata de impedir o professor de ministrar a ciência, não se trata de atar mãos. Mas vejamos o caso da escravidão de africanos. Normalmente a "ciência" em que se baseiao professor Streck "esquece" de contar, por exemplo, que os escravos já eram escravos antes dos europeus os comprarem. Fato histórico, mas parece que não interessa muito à narrativa. Trata-se sim de impedir os abusos que são sim cometidos por muitos professores em sala de aula e não são poucos os relatos que ouço, inclusive de familiares. Além disso, os vídeos gravados por alunos estão aí pra comprovar que algo sim tem ser feito. Fingir não ver isso e tentar justificar as opiniões contrárias como uma espécie de ataque à ciência não me parece adequado, no mínimo.
Prezado colega e comentarista, sempre me espanta quando seu exagero retórico não guarda o menor sentido com aquilo que realmente se discute.
Afixar em um sala de aula os 6 (seis) deveres do professor propostos pela ESP (https://www.programaescolasempartido.or g/), transcritos no meu comentário e no do prezado Heleno Jr. (Serventuário), vai impedir ou interferir no ensino de alguma coisa? Vai banir alguma corrente de pensamento?
Por favor, LEIA antes de comentar, para não incorrer em tamanha verborragia e pedantismo.
Eleição de Trump, eleição do Trump tropical, irmãos evangélicos enganados por um discurso de anticristo, fuzilamento de petistas, o soldado e o cabo fechando o STF, escola sem partido, possibilidade de guerra do Brasil contra a Venezuela em prol dos interesses dos EUA, base americana em Alcântara, América do Sul transformada num novo Oriente Médio, "reforma"/destruição da previdência às pressas...
Que fizemos de tão ruim para merecer esse castigo?
Não ligue.
Esse tal Ramiro é fascinante.
Adora bancar o intelectual achando que ofendendo os outros encontrará escada para mostrar toda sua pretensa bagagem cultural.
Fascinante.
Os "democratas" brasileiros são os que mais ofendem e agridem, em nome do "bem comum".
Pode notar até nos escritos.
Sempre apelam e agridem. Como fazem nas faculdades doutrinadas que frequentam(frequentaram).
Acham que ganharão alguma coisa no grito, nem que seja o grito da ofensa nos escritos daqui.
São os valentes de teclado.
Os resistentes de coisa alguma.
Não impressionam ninguém.
Não enganam ninguém.
E continuamos sem Nobel.
Ainda bem que com duas "Puxadas" a Drª. Rejane soube retirar o pretendido tapete da fama de canhestra opinião. Por certo algo na nova Lei mereça julgamento e avaliações, porém o proponente em sua tese e seus exemplos não cita um único professor, esteja em exercício ou no passado em sala de aula. E nem mesmo este demonstra sê-lo, ou dos seus, igualmente aparenta não ter quase nada aproveitado. Então, deixe de deitar cátedra que não possui, por favor. Salas de aula são um templo sem sensores onde antes havia apenas um ser que se dispunha a ensinar. Agora vemos a imposição doutrinária, ignorante, tendenciosa e de rumo discutível. Ou melhor, sem rumo e em rota de colisão com a boa educação formal. E isso nada significa estar ao lado ou ser partidário da velha UDN ou da TFP criada pelo adv. Paulistano Plínio Corrêa de Oliveira. Cabem então as perguntas: - Há outro(s) Dr. Plínio entre nós? Suas bandeiras estariam ou não esquecidas? Querem o leão dourado ressuscitado? O desejo parece apenas um só: - Tirar a doutrina esquerdopata das escolas e voltar ao verdadeiro ensino clássico. Assim cresceram os tigres asiáticos, outras escolas e nações. Seja nos países nórdicos, nas Américas, na França ou Ásia, e até mesmo na África. E não fale mais em escravidão. Para não subverter outras liberdades em sua própria escuridão. O Largo de São Francisco pode deixar melhor contribuição. O livre pensar não trará de volta qualquer censura, apenas a liberdade crítica e autocrítica devem ser o maior exercício, e que seja igualmente plebiscitária para ver de que lado anda a razão.
Tem uma ótima matéria, para quem gosta de reflexão e não de ler temas que solidifiquem suas "certezas".
Refletir sobre o que ocorreu no Brasil.
https://crusoe.com.br/e dicoes/28/ensine-o-seu-filho-a-mentir-na -escola/
Eu concordo com tudo o que Sr. disse sobre essa aberração do Escola Sem Partido.
Concordo inclusive que um Super-Doutor em Direito, ao falar de Direito e Literatura, tem o direito de dizer a asneira de que "Rosa de Hiroxima" foi escrito na década de 1.930.
Também a estultice de dizer que "Rosa de Hiroxima" foi escrita na década de 30 merece ser albergada pelo direito do Professor de professar a besteira que quiser: terra plana, desconsideração do fundamento ontológico da distinção de gênero, mais valia, ou que Jorge Amado escreveu aqueles livros pelos pretos e pobres e não para agradar o Partido Comunista (obedecendo ordens, muitos dizem).
E pensar que perdemos várias oportunidade de tê-lo no STF. Ao contrário, preferiram as carminhas, os toffolis,os fuxs, et caterva.
O Conjur deveria ter um filtro para impedir imbecilidades. Gente como Eu dudu ou Holonomia deveriam pagar imposto por bullshits que escrevem. Parabens ao Ramiro e ao Marcolino. Perfeitas as análises. O odio e o reacionarismo de parte dos comentaristas transcende qualquer possibilidade de diálogo. As Erineas da Oresteia se mudaram para o espaço dos comentários da Coluna do Professor Lenio Streck. O impressionante é que ele não desiste. A tarefa do professor parece ser matar dois leões por dia. Mas, o pior e mais dificil para ele e para comentaristas lucidos como Ramiro, Armando, Marcolino, é desviar das antas. Elas vem em bandos. Pronto. Agora se irritem e voltem. Insultem os comentaristas que se insurgem contra os reacionários. A contagem começou: 1, 2, 3. Aliás, a tal comentarista Rejane (tem cada um comentando) afirmou dia desses que nunca mais comentaria matéria do professor. Ao que se vê, ela não se segurou e voltou a carga. Não aguentou ficar sem o gozo de odiar. Deve estar sem ter o que fazer. Vou fazer como a Rejane: fui.
O canal Mourão Intervencionista, do youtube, recebeu uma notificação do MP Eleitoral de Santa Catarina por suposta disseminação de "fake news" e provocar suspeitas quanto às urnas eletrônicas por divulgar vídeos de pessoas que foram votar no primeiro turno e apontaram diversas irregularidades nas urnas. Os administradores do canal postaram vídeo relatando a situação em detalhes, inclusive o número do processo e os vídeos que o MP quer que sejam removidos, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00. Eles pedem a ajuda de Advogados patriotas.
Dificilmente concordo com seus comentários, mas confesso que me divirto com eles. Não se vá.
Pense. Se Lênio não desistiu ainda (de afundar a coluna que já foi boa) é porque ele é incentivado por pessoas tão cegas pela adoração ao professor que seguem até roteiro para comentar. Primeiro elogiam a coluna, mesmo que seja uma porcaria; Segundo, elogiam Lênio, como se fosse a maior mente pensante do planeta, e; Terceiro, ofendem quem ousa discordar do seu “amado mestre”.
Com um público assim, que apenas concorda e replica o que Lênio pensa, não há como progredir.
Eu já admirei muito a coluna e a obra do professor, mas os puxa-sacos estão conseguindo manter Lênio numa bolha epistêmica que está acabando com a credibilidade do professor. Lênio perdeu a razão para atender seus admiradores, que agem como um verdadeiro fã-clube. Paixão, 100! Razão, 0!
São tão aduladores que abdicam de pensar para assinar em baixo de tudo o que Lênio diz. E transformaram o professor e sua coluna na lástima que vemos hoje.
Lênio não percebeu que boa parte de seus admiradores e “alunos” são trolls. Não conseguem explanar sobre os temas e assuntos da coluna, falam apenas sobre... Lênio! E, claro, ofendem os outros!
Já aguardo a postagem de outro comentário padrão, do tipo: Magnânimo Professor, excelente o texto como sempre! Só mesmo um jurista como o senhor para nos presentear com tamanha obra prima. Não desista o Brasil precisa do senhor. De preferência, no STF. Pena que há uma multidão de néscios que não merece ter um Ministro como o senhor. É, a internet deu voz aos imbecis. Pelo menos o senhor existe, professor. Até a próxima (e brilhante) coluna. E até lá, se espirrar, saúde!
Enquanto essa bajulação não acabar, Lênio não irá desistir, não irá se mancar...
Prezado Colunista,
Enquanto estudante (eterno estudante) de direito tive a satisfação de conhecer o seu trabalho, ou seja, textos e obras de sua autoria me auxiliaram no desenvolvimento estudantil e profissional, inclusive criando e aperfeiçoando o senso crítico. Ainda, seus textos são regados de conhecimento científico do direito ou não, inclusive com indicação de livros/obras de outros autores/doutrinadores.
Por outro lado, estou perdendo o interesse/gosto de acessar a Coluna SENSO INCOMUM do Site Conjur, visto que SEUS TEXTOS NÃO SÃO COMO ANTES, isto é, o Colunista possui ampla carga de conhecimento e está deixando de lado nos textos atuais.
É importante esclarecer que, o comentário não é de cunho político, tampouco interessa (no presente momento) se quem provocou desvios de dinheiro público foi preso em total desrespeito ao ordenamento jurídico, o mesmo é aplicado se A ou B será melhor na Administração do País. DETALHE: corrupção também mata, seja pela falta de segurança, médico, medicamento, falta de educação para elevar o conhecimento, cultura e padrão de vida de alguém, etc.
O conhecimento jurídico garantiu a você uma Coluna no Site Conjur. Agora, até que ponto os seus textos mantém a linha do passado? O SENSO INCOMUM permanece nos textos atuais?
Adoro textos de qualidade, suas obras aguçaram o meu senso crítico, apenas não gostaria de abandonar completamente a Coluna.
Caso o Colunista responda ao comentário, imagine que esteja conversando com alguém que respeita tuas obras.
é o comentário de Pontes de Reale (Professor Universitário).
São pessoas desse nível de conhecimento que ensinam os universitários brasileiros, gente que não entende que diálogo significa através do logos, por meio da razão, que exige coerência. Existem razões de vários níveis, e para passar a um nível superior é preciso dominar o inferior.
Meus comentários sustentam uma filosofia de primeiro nível, que exige coerência absoluta no discurso, em contraposição com a realidade existencial (e histórica), incluídas as descobertas mais recentes do conhecimento científico, de todas as áreas do saber.
Os problemas da Filosofia estão nos erros dos grandes filósofos, como Agostinho, Descartes, e atualmente Heidegger, Gadamer e Dworkin, erros que se transmitem pela tradição, os quais tenho apontado, e é nesse nível máximo que sustento meus comentários, que são dirigidos aos mestres dos mestres, no que incluo o Dr. Lenio, que hoje é um dos grandes filósofos do Direito.
Assim, quero convencer o Dr. Lenio de que há uma falha sistêmica na Filosofia por ele seguida, como quero convencer Francisco que essa mesma falha abrange sua Filosofia. Meu trabalho é dirigido ao primeiro time de filósofos da humanidade de todos os tempos.
Se Pontes de Reale não entende meus comentários, ele não deve se preocupar, sua condição intelectual é a da maioria absoluta da população, mas a vantagem do estudo é que ele nunca termina, e sempre podemos nos aprimorar.
www.holonomia.com
O artigo, com todas as vênias, cai em dois lugares comuns neste assunto. Um deles é a negação, o abandono ou quase abandono do problema, e o centrar da crítica na solução do problema. Sim, o paradoxo é evidente, mas justiça seja feita, não decorre ele de nenhuma incúria dos autores dessas narrativas. O raciocínio, aliás, é singelo e eficiente: a negação do problema é tão difícil quanto encontrar uma solução para ele, daí o oportunismo e até o comodismo intelectual dos artigos que centram as críticas nas soluções, nos projetos de lei, pois a tarefa do legislador nesta seara é muito complexa e "imperfeições para criticar" não é um material escasso.
O segundo lugar comum - este, me perdoem, mais pedestre - está na adjetivação (que no caso chega ao extremo da rotulação e da ridicularização) daqueles que defendem um ponto de vista contrário.
Duas palavras então sobre o problema, aquele que deveria ser o objeto deste tipo de discussão.
E o problema é que sim, a escola virou campo fértil e vastamente explorado para a doutrinação político-ideológico-partidária e - o pior - sob a hegemonia de um determinado espectro dessa ideologia. O problema é de fácil constatação em todos os níveis, da formação de base à universitária, do discurso em sala de aula ao material didático, deste à pós-gradução e à pesquisa. Como diria o Boris Casoy, "tá tudo dominado!". E neste contexto não há dúvida quanto à necessidade do Movimento Escola Sem Partido.
Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho
Prá que tanta pose "doutor"?
Prá que esse orgulho?
A bruxa que é cega, esbarra na gente, a vida estanca
O infarto te pega doutor, acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o TONTO no alto, retira a escada
Fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do tonto
Afinal, todo mundo é igual, quando o tombo termina
Com terra por cima e na horizontal
Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho
Prá que tanta pose "doutor"?
Prá que esse orgulho?
A bruxa que é cega, esbarra na gente, a vida estanca
Trombose te pega "doutor", acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o tonto no alto retira a escada
Fica por perto esperando sentada
Cedo ou tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando o tombo termina
Com terra por cima e na horizontal
Há mais coisa entre o céu e a terra, ou quem nasceu primeiro : o ovo ou a galinha ? Os professores da rede pública, em qualquer esfera de governo, em qualquer série do Fundamental ao Médio, sempre foram maltratados por todos os governos a ponto de seus salários, antes indignos, chegarem a ser PARCELADOS como ocorreu recentemente em Minas Gerais. Curiosamente, tal parcelamento foi determinado pelo Min. Toffoli. A questão que se coloca é : a quem interessa manter os professores do ensino fundamental e médio em situação análoga à de escravo durante tantos anos ? A resposta é óbvia. Professores têm cultura, têm informação. Lembro-me de um adesivo colocado em certos carros há anos atrás com os dizeres "HEI DE VENCER, MESMO SENDO PROFESSOR". Em tais condições de miserabilidade consciente, inconscientemente, os professores tendem a apresentar o conteúdo didático numa ótica marxista e, dependendo do dia, do grau de tensão, podem mesmo desenvolver uma agressividade gramsciana. Elevar os salários, propiciar condições de existência na classe média, a mim parece a solução. Salvo melhor juízo.
Em tempo, acredito que Monty Phyton não é uma realidade paralela é a própria realidade. Gastar energia para explicar que ESP é uma fraude conspiratória, um mero exercício patético de formação de inimigos fantasmas. Nada que não tenhamos visto em todas as ideologias não só as ocidentais. Mas colocar a culpa nas criações monoparentais e nos pobres, dependentes de transporte públicos, inaudíveis, invisíveis, empoeirados professores de história ou sei lá de que para justificar uma doutrinação perniciosa que foi capaz de eleger o PT. Cara, isso não pode ser normal, é cansativo e enfadonho.
Na última explicação olaviana, Deus do céu, o mais patético e energúmeno dos charlatães, eu ouvi que os professores de história faziam parte de um plano de governo criado para tomar de assalto este país.
E assim como quem conta a história de traz para frente, estes professores de história, sim, os mesmos que passavam fome, maltrapilhos nas décadas de 80 e 90 já conspiravam para este projeto de poder que deu na eleição do Lula no começo dos anos 2000.
Não que eu seja à favor de uma escola com partido, isso seria de uma ignomía bestial, uma escola alemã nazista ou uma escola da autocrática Coreia do Norte ou mesmo Cuba e demais regimes autocráticos.
A questão é que a Lei do Pateta Sem Partido é qualquer coisa, menos uma lei para escola sem partido, é uma lei inquisdora para uma época inquisitiva.
Talvez o ensinamento mais palerma para um estudante de direito é saber que toda vez que almejamos algo devemos além de avaliar os pontos positivos mas qual os pontos negativos desta conclusão.
Ora, se escola sem partido é para disciplinar os professores "esquerdistas" por outro lado, não há dúvidas fulminará todo o ensino pós iluminista que desenvolvemos a muito custo.
Depois de analisar muitos vídeos no youtube, Twitter e Facebook
Depois de debater o assunto com jovens nas referidas redes sociais
Depois de ouvir pessoas da minha geração e lembrar dos ensinamentos de meus saudosos mestres
Discordo do senhor no que concerne à necessidade de uma lei para coibir eventuais abusos "ditatoriais" de certos professores dentro da sala de aula. Uma lei sempre se faz necessária quando determinado comportamento socialmente desejável ou conveniente não é seguido espontaneamente. Os abusos são frequentes e bem documentados graças às câmeras de celulares dos alunos. Conquanto o que se convencionou chamar de "ideologia de esquerda" seja mais agressiva nesse aspecto, assim como também em números mais altos de ocorrências, o mesmo também acontece com professores "de direita" e presto aqui meu testemunho pessoal, sendo eu mesma vítima desse tipo de abuso numa "autodenominada" "sala de aula virtual", numa determinada rede social, ousando discordar do "mestre"em questão (tudo dentro da ideologia "de direita") fui "bloqueada". Ainda "bloqueada", enviei um outro comentário, que não seria lido pelos outros "alunos", mas seria lido pelo "mestre", e comparei a sua sala de aula "virtual" a uma sala de aula do início do século XX, quando os professores podiam usar a "palmatória". Hoje, "bloqueiam". Então, a mim parece que garantir os direitos do aluno à pluralidade, à diversidade de ideias é necessário e presta bons serviços tanto aos alunos quanto aos mestres. CONCORDO com o senhor em relação ao mencionado art.7º, totalmente descabido e incoerente com a índole do projeto.
Sou intransigente no que se refere ao que se convencionou chamar "ideologia de gênero" para menores de doze anos. Esse assunto não é para crianças.
Uma escola que ensinasse o respeito ao indivíduo, como a "História do Holocausto Judeu" e do "Holodomor", seria, sem dúvida reprimida pelos pensadores da "Escola sem partido", que não passa um delírio dos adeptos de Olavo de Carvalho.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login