Lenio: E a procuradora disse: ordeno que bocejes e que não bocejes!

Este artigo também aborda a ação do Ministério Público de Minas Gerais contra o Colégio Santo Agostinho, de Belo Horizonte, por “doutrinação de alunos”.

Leio que em Fortaleza, que fica no Brasil, uma procuradora da República instaurou procedimento para investigar a existência de uma Organização de Polícia Ideológica e uma Ação Antifascista-UECE-CH-Fortaleza (sic) organizadas por professores e alunos da universidade estadual, com intensa ação ameaçadora inclusive nas redes sociais. Requisitou informações, sob pena de processar o coordenador por desobediência (Ofício 9.380/2018, de 16.11.2018 – ver aqui).

Em que país trabalha a agente do MPF? Será que ela não leu ou não ouviu falar da ADPF 548, julgada à unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal? Por qual razão ela pensa que sabe mais do que o STF? Aliás, não existisse a ADPF, já por si o ofício seria contrário à Constituição Federal. Será proibido lutar contra o fascismo? E se fosse a favor, podia? Será que ela vai intimar ao escritório da Força Expedicionária do Brasil (FEB), que lutou bravamente contra o fascismo? Cuidado, pracinhas: a doutora vem aí!

O problema, no caso, não é o ofício e o ato concreto. O problema é o que isso simboliza. Como dizia Castoriadis, o gesto do carrasco é real por excelência… e simbólico em sua essência. Ele é mais perigoso pelo que representa. O gesto da procuradora é uma espécie de The Dark Side of the Law que insiste — e agora parece que tem cada vez mais espaço — em se mostrar. Quer amedrontar. Quer que as pessoas sintam medo.

O caso do Reitor da UFSC parece que não serviu de exemplo. Os vários casos de abuso contra universidades ocorridos durante as eleições últimas, condenadas à unanimidade pelo STF, também parece que não chegaram aos rincões institucionais. O poder é bom demais para não dar uma escapadinha com ele, pois não? O poder é uma tentação.

Vou contar um pedacinho do Pequeno Príncipe, para ilustrar o que está acontecendo no Brasil. Lá foi o nosso Principezinho. Chegou no primeiro planeta, que era habitado por um rei. O rei sentava-se, vestido de púrpura e arminho, num trono muito simples, posto que majestoso.

— Ah! Eis um súdito, exclamou o rei ao dar com o principezinho.

O principezinho não sabia que, para os reis, o mundo é muito simplificado. Todos os homens são súditos.

— Aproxima-te, para que eu te veja melhor, disse o rei, todo orgulhoso de poder ser rei para alguém.

O principezinho procurou com olhos onde sentar-se, mas o planeta estava todo atravancado pelo magnífico manto de arminho. Ficou, então, de pé. Mas, como estava cansado, bocejou.

— É contra a lei bocejar na frente do rei, disse o monarca. Eu o proíbo.

— Não posso evitá-lo, disse o principezinho confuso. Fiz uma longa viagem e não dormi ainda…

— Então, disse o rei, eu te ordeno que bocejes. Há anos que não vejo ninguém bocejar! Os bocejos são uma raridade para mim. Vamos, boceja! É uma ordem!

— Isso me intimida… Eu não posso mais… Disse o principezinho todo vermelho.

— Hum! Hum! Respondeu o rei. Então… Então eu te ordeno ora bocejares e ora… Ele gaguejava um pouco e parecia vexado.

Porque o rei fazia questão fechada que sua autoridade fosse respeitada. Não tolerava desobediência. Era um monarca absoluto. Mas, como era muito bom, dava ordens razoáveis.

— Posso sentar-me ? Interrogou timidamente o principezinho.

— Eu te ordeno que te sentes, respondeu-lhe o rei, que puxou majestosamente um pedaço do manto de arminho.

Mas o principezinho se espantava. O planeta era minúsculo. Sobre quem reinava o rei ?

— Majestade… Eu vos peço perdão de ousar interrogar-vos…

— Eu te ordeno que me interrogues, apressou-se o rei a declarar.

— Majestade… Sobre quem é que reinas ?

— Sobre tudo, respondeu o rei, com uma grande simplicidade.

— Sobre tudo?

O rei, com um gesto discreto, designou seu planeta, os outros, e também às estrelas.

— Sobre tudo isso ?

— Sobre tudo isso… Respondeu o rei.

Pois ele não era apenas um monarca absoluto, era também um monarca universal.

— E as estrelas vos obedecem ?

— Sem dúvida, disse o rei. Obedecem prontamente. Eu não tolero indisciplina.

Tal poder maravilhou o principezinho. Se ele fosse detentor do mesmo, teria podido assistir, não a 44, mas a 72, ou mesmo a 100, ou mesmo a 200 pores de sol no mesmo dia, sem precisar sequer afastar a cadeira! E como se sentisse um pouco triste à lembrança do seu pequeno planeta abandonado, ousou solicitar do rei uma graça:

— Eu desejava ver um pôr de sol… Fazei-me esse favor. Ordenai ao sol que se ponha…

— Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem — ele ou eu — estaria errado?

— Vós, respondeu com firmeza o principezinho.

— Exato. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis.

— E meu pôr de sol? Lembrou o principezinho, que nunca esquecia a pergunta que houvesse formulado.

— Teu pôr de sol, tu o terás. Eu o exigirei. Mas eu esperarei na minha ciência de governo, que as condições sejam favoráveis.

— Quando serão? Indagou o principezinho.

— Hein? Respondeu o rei, que consultou inicialmente um grosso calendário. Será lá por volta de… Por volta de 7h40, esta noite. E tu verás como sou bem obedecido.

O principezinho bocejou. Lamentava o pôr de sol que perdera. E depois, já estava se aborrecendo um pouco!

— Não tenho mais nada que fazer aqui, disse ao rei. Vou prosseguir minha viagem.

— Não partas, respondeu o rei, que estava orgulhoso de ter um súdito. Não partas: Eu te faço ministro!

— Ministro de que?

— Da… Da Justiça!

— Mas não há ninguém a julgar !

— Quem sabe, disse o rei. Ainda não dei a volta no meu reino. Estou muito velho, não tenho lugar para carruagem, e andar cansa-me muito.

— Oh! Mas eu já vi, disse o príncipe que se inclinou para dar ainda mais uma olhadela do outro lado do planeta. Não consigo ver ninguém…

— Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se conseguires julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio.

— Mas eu posso julgar-me a mim próprio em qualquer lugar, replicou o principezinho. Não preciso, para isso, ficar morando aqui.

— Ah! Disse o rei, eu tenho quase certeza de que há um velho rato no meu planeta. Eu o escuto de noite. Tu poderás julgar esse rato. Tu o condenarás à morte de vez em quando: Assim a sua vida dependerá da tua justiça. Mas tu o perdoarás cada vez, para economizá-lo. Pois só temos um.

— Eu, respondeu o principezinho, eu não gosto de condenar à morte, e acho que vou mesmo embora.

— Não, disse o rei.

Mas o principezinho, tendo acabado os preparativos, não quis afligir o velho monarca:

— Se Vossa Majestade deseja ser prontamente obedecido, poderá dar-me uma ordem razoável. Poderia ordenar-me, por exemplo, que partisse em menos de um minuto. Parece-me que as condições são favoráveis…

Como o rei não dissesse nada, o principezinho hesitou um pouco; depois suspirou e partiu.

— Eu te faço meu embaixador, apressou-se o rei em gritar.

Tinha um ar de grande autoridade esse rei.

As pessoas grandes são muito esquisitas, pensava, durante a viagem, o principezinho.

Post scriptum: Promotores acusam colégio católico de doutrinar crianças e adolescentes

Agora vai, diríamos aqui no sul. Promotores de Minas Gerais elaboram Ação Civil Pública Protetiva (ver aqui) contra o tradicionalíssimo Colégio católico Santo Agostinho. Acusação: prática de ideologia de gênero. Afirmam também que o colégio ensina coisas que são “contra a natureza humana”.

A parte “forte” da ação é que os direitos humanos são utilizados pelo tradicional colégio como “cavalo de troia” para introduzir essas teorias ou ideologias exóticas. A Unesco faz parte da conspiração. A petição (ler aqui) tem 40 páginas, recheadas de subjetivismos, avaliações morais e quejandos.

Entre as acusações ao Colégio está a de que este faz “lavagem cerebral nas nossas crianças” (sim, eles disseram “nossas crianças” na petição). No item 117 dizem que o colégio parte do pressuposto de “que a sociedade heteronormativa é antidemocrática”. Também insinuam (ou afirmam – há que se ver bem a exegese da ACP) que o colégio defende a pedofilia, conforme se vê no item 113 da ACP e em outros parágrafos do longo texto. E tanta coisa mais. Afinal, são mais de 150 itens de acusação contra o Colégio.

Ao que consta, não é só a mim que essa ação dos dois promotores causa espécie: ocorre que a posição institucional do MP-MG vai na linha contrária da esposada pelos dois promotores. Chama-se Proeduc. Os promotores desse órgão, ao que sei, vêm arquivando coisas desse tipo. E também questionam a competência dos dois promotores para agir. Dizem que eles são incompetentes.

Pelo visto, a onda macarthista-pindoramense está a pleno vapor. Somem-se à investigação da procuradora essa ação de MG, o projeto da Escola Sem Partido e teremos uma tempestade perfeita a mostrar o que vem por aí. Preocupa-me que o Supremo Tribunal Federal tenha adiado o julgamento da constitucionalidade da ESP (Escola Sem Partido), projeto chamado de ridículo pela Folha de S.Paulo e que é rejeitado até mesmo pelos corifeus de sustentação ideológica do novo governo que assume dia 1º de janeiro. Qual seria a dúvida do STF quanto à total inconstitucionalidade da ESP? A ver.

A próxima ação dos jovens promotores mineiros (não os do Proeduc, os outros dois) deverá ser contra colégios que ensinam que a Revolução Francesa foi um fenômeno positivo para a humanidade. E que a Terra não é plana. A fonte científica da ação é um grupo de WhatsApp (estou sendo irônico…ou não!). Afinal, o novo ministro das Relações Exteriores tem antipatia pela Revolução Francesa. E (ou mas) gosta das Cruzadas. Logo, logo, ensinar Paulo Freire dará cadeia e expulsão de Pindorama. A ver.

John Paul Stevens disse:
26 de novembro de 2018 às 14:47

Genial como de costume!

Sapere Aude disse:
26 de novembro de 2018 às 14:55

A propósito disso, um dos corifeus da nova direita brasileira escreveu um artigo espinafrando a tal da ESP, justamente porque quer ser uma lei. Aliás, aqui na minha cidade, tem um vereador que nunca foi à escola na vida e nunca leu um livro sequer - incluindo gibi obviamente - propondo a tal lei.

tmareto disse:
26 de novembro de 2018 às 15:38

A peça compartilhada pelo Prof. Lenio, nesse artigo, faz uma confusão - criminosa, não ingênua! - entre sexo, gênero e sexualidade que merece destaque. Esse é um traço de quem tenta impor a teoria da conspiração de que há um projeto ideológico de gênero sendo implantado para converter todas as crianças em homossexuais ou estimular a pedofilia - subverter a teoria e os fatos em que essa teoria se baseiam para se aproveitar da pouca discussão sobre determinados temas. Assustador o que está por vir em Pindorama.

tmareto disse:
26 de novembro de 2018 às 15:38

A peça compartilhada pelo Prof. Lenio, nesse artigo, faz uma confusão - criminosa, não ingênua! - entre sexo, gênero e sexualidade que merece destaque. Esse é um traço de quem tenta impor a teoria da conspiração de que há um projeto ideológico de gênero sendo implantado para converter todas as crianças em homossexuais ou estimular a pedofilia - subverter a teoria e os fatos em que essa teoria se baseiam para se aproveitar da pouca discussão sobre determinados temas. Assustador o que está por vir em Pindorama.

Rejane Guimarães Amarante disse:
26 de novembro de 2018 às 15:39

Já é do conhecimento de muitos que o maior inimigo de todos os países é um grupo de banqueiros internacionais que pretende escravizar a Humanidade, criando uma classe restrita à qual devem servir multidões em todo o mundo. Tornar as pessoas em seres quase primitivos é o objetivo de determinado viés "educacional", priorizando "questões de gênero", inclusive para crianças, ao invés de ensinar Matemática, Química, História, Geografia, Biologia. Pelos vídeos a que assisti no último final de semana, a França, o povo francês está-se levantando contra essa "agenda global" escravagista. Eliminar as soberanias dos países, a autoridade dos pais sobre os filhos e a religião cristã é tudo o que esses "globalistas" querem e não vão conseguir. Dr. Lenio Streck, ao que parece, coloca as aparências acima do futuro de sua prole.

John Paul Stevens disse:
26 de novembro de 2018 às 15:59

Bem por aí. Pondé é contra o absurdo porque é uma lei. Genial.

Sanconíaton disse:
26 de novembro de 2018 às 16:58

Ah, a Ação Antifascista... O velho braço armado do Partido Comunista Alemão, criado em 1933. A nefasta SA e a mais nefasta SS pareceram respostas decentes a um público aterrorizados pelos terroristas vermelhos.

Não invente revisionismos, Lênio. As FEB não deram seu sangue em prol de uma milícia comunista.

Sim, a Ação Antifascista é exatamente isto, e nada mais. Chamar esterco de flores não muda a natureza do esterco. E chamar uma milícia comunista de ação antifascista não a torna uma "pacífica associação de defesa da democracia".

Como seu original, a Antifa brasileira é uma organização voltada a caçar, por meios violentos, seus opositores. É uma inglória missão, esta que o colunista assume, defender o indefensável em qualquer sociedade civilizada.

Liberdade de expressão não alberga a violência (não digo nem o discurso de ódio - falo de violência, mesmo, prática corrente da ANTIFA).

Jamais me ocorreu que o colunista desceria a este fundo do poço - defender a violência no âmbito universitário! Uma polícia ideológica!

John Paul Stevens disse:
26 de novembro de 2018 às 16:58

Seu comentário é irônico, certo? Porque ce n'est pas possible ...

John Paul Stevens disse:
26 de novembro de 2018 às 17:25

Quer dizer que a defesa da liberdade de expressão agora equivale-se a defender supostas ações violentas de grupos difusos? É isso mesmo que se depreende do artigo de Streck?

Ora, caro, você mesmo diz que esterco não vira flor se de flor for chamado.

Eududu disse:
26 de novembro de 2018 às 17:39

É fato público e notório, no Brasil e no mundo, que o termo “fascismo” foi deliberadamente subvertido pela esquerda, que o utiliza para rotular qualquer pessoa que pense diferente de seus militantes e sua agenda.

Portanto, todos nós sabemos que no Brasil não há protestos contra o “fascismo”, no sentido real do termo. O que existe são manifestações políticas de pessoas que ofendem os contrários (inclusive os eleitores de Bolsonaro) os chamando de “fascistas”.

Lênio se fazendo de bobo (de novo)para viver e escrever.

Aliás, é bom lembrar que a esquerda só ataca tanto o fascismo porque o mesmo é decorrente de uma dissidência socialista, criada por Benito Mussolini, o mais famoso socialista italiano. O mesmo ocorreu com Hitler e seu Nacional Socialismo. É tudo farinha do mesmo saco comunista/socialista. Mas os comunistas/socialistas odeiam os dissidentes mais do que qualquer outro inimigo. Vide o que Stalin fez com Trotsky.

Eududu disse:
26 de novembro de 2018 às 17:53

Para começar a entender o que diz a prezada colega e comentarista Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal), ao invés de ficar na coluna “senso incomum” de Lênio Streck, o senhor deveria visitar o “sensoincomum.org”.

Sugiro iniciar pelo artigo http://sensoincomum.org/2018/11/16/nova-vergonha-midia-globalismo-globalizacao/<br/>
Enquanto o senhor ficar preso na bolha epistêmica de Lênio, achará irônico tudo o que ignora.

John Paul Stevens disse:
26 de novembro de 2018 às 17:54

Leia Raymond Aron (que, não sei se você sabe, está muito longe de ser um esquerdista) e você vai logo abandonar essa bobagem de que o fascismo italiano e o nacional-socialismo eram movimentos "de esquerda".

Uma leitura do mesmo Aron também vai ajudar com que você deixe de fazer com a palavra "esquerda" essa mesmíssima coisa que a cusa "a esquerda" de fazer com a palavra "fascismo". Ao invocar "esquerda", você tem um argumento retórico ad hoc contra qualquer coisa que Streck tem escrito ultimamente.

Não pode. Não é intelectualmente honesto.

Ivo Lima disse:
26 de novembro de 2018 às 18:12

Que fim de carreira do Lênio.

isabel disse:
26 de novembro de 2018 às 19:31

professor, entendo que qualquer limitação aos ensinamentos na escola, fora de um processo endógeno, no qual especialistas de educação o definam , é nocivo para as crianças e para a própria educação.
Mas , especialmente, no tocante à educação sexual tal limitação chega a beirar o incentivo ao abuso sexual de crianças, haja vista que comprovadamente, a maior parte deles se dá dentro do lar, notadamente pelos mais próximo como pai, avô, padrasto etc, nao raramente com a conivência da mãe . Evitar um ambiente onde a criança possa se expressar e denunciar é praticamente um crime !
casos reais: menina de Rondônia que foi estuprada dos 11 aos 14 pelo pai, que justificava os abusos como sendo uma troca pela comida e pela roupa que ela vestia. [https://bit.ly/2PoCGyC]; menina de Nilópolis que com 7 anos foi submetida abusos sexuais pelo pai, com consentimento da mãe, que dizia ter nojo da criança e querer ver ela sofrer. [https://glo.bo/2Fg97dH]; menina de 11 anos em Manaus que ao ser estuprada pelo pai pediu ajuda à avó que abafou o caso para proteger o filho. [https://glo.bo/2qDV6MV]; adolescente de 12 anos do sertão de Alagoas que além de ter sido estuprada por dois anos pelo próprio pai foi infectada com o vírus do HIV. [https://bit.ly/2AZSHC0]; moça de 16 anos do Distrito Federal estuprada pelo pai por nove anos e também infectada por HIV. [https://glo.bo/2zK7sqX] ; Letícia Tanzi estuprada pelo pai e morta a facadas um dia depois que ele saiu da cadeia!
defender o fim da educação sexual nas escolas é defender o abuso sexual contra crianças !!!

analucia disse:
26 de novembro de 2018 às 19:50

parabéns aos juristas que combatem os comunistas nas salas de aula e que tentam doutrinar alunos.

Rejane Guimarães Amarante disse:
26 de novembro de 2018 às 19:56

Estou de pleno acordo com a senhora em relação aos casos citados. No entanto, a minha posição quanto ao tema não se refere a uma indiferença ao abuso de crianças e adolescentes. Muito pelo contrário. Acredito que a vigilância deve ocorrer pelos especialistas, a saber, professores, policiais, enfim, até pessoas mais velhas que detectem algum indício. Paralelamente ao que a senhora ressaltou, existe sim um paraíso de abusadores que se vem formando em vários países de forma sutil e muitas vezes mediante LEI. É chocante ver vídeos na internet de casamentos coletivos (em países islâmicos) de homens de meia-idade segurando suas "noivas" pela mão, meninas de nove a dez anos de idade. É chocante ver vídeos na internet de países como a Suécia, onde os "brinquedos infantis" para crianças de dois a sete anos de idade são órgãos genitais masculinos e femininos feitos de silicone, ao invés de casinhas, carrinhos, blocos para construir pontes e prédios. É chocante ver no pátio de um colégio europeu um escorregador no formato de um pênis gigantesco, onde as crianças sobem a escada, entram no "túnel" e a saída é uma fenda estreita por onde saem os pequeninos. Para quem olha a certa distância, parecem "espermatozoides" pulando do pênis. Isso é doentio, isso não educa ninguém. A França aprovou uma lei recentemente sobre relações sexuais consentidas com menores de doze anos. A senhora acha que menores de 12 anos têm discernimento para consentir se receberem "educação sexual" na escola ?

Eududu disse:
26 de novembro de 2018 às 20:14

Sanconíaton (Advogado Sócio de Escritório - Tributária), muito bom e oportuno seu comentário.

A respeito:

(...)"O antifascismo é mais uma estratégia do que uma ideologia.” — Bernd Langer, ex-membro do grupo Antifa Autônomo

A estratégia da frente unida era reunir organizações de esquerda para incitar a revolução comunista. Os soviéticos acreditavam que, após a revolução russa em 1917, o comunismo se estenderia para a Alemanha, uma vez que o país tinha o segundo maior partido comunista, o Partido Comunista da Alemanha (KPD).
(...)

O KPD decidiu usar a bandeira do antifascismo para criar um movimento. Langer observa, no entanto, que para o KPD, as definições de ‘fascismo’ e ‘antifascismo’ eram “indiferenciadas”, e o termo ‘fascismo’ serviu apenas como retórica para apoiar sua oposição agressiva.

Ambos os sistemas comunista e fascista se baseavam no coletivismo e na economia controlada pelo Estado. Ambos também propuseram sistemas em que o indivíduo é fortemente controlado por um Estado poderoso, e ambos são responsáveis por atrocidades em larga escala e genocídio.

O relatório de 2016 emitido pelo serviço de inteligência nacional da Alemanha, o Escritório Federal para a Proteção da Constituição (BfV), assinala a mesma questão: do ponto de vista do extremista de esquerda, o rótulo de ‘fascismo’ usado pelo Antifa muitas vezes não se refere ao fascismo real, mas é meramente um rótulo atribuído ao ‘capitalismo’.

Enquanto os extremistas de esquerda afirmam lutar contra o fascismo ao lançar seus ataques contra outros grupos, o relatório afirma que o termo ‘fascismo’ tem um duplo significado sob a ideologia da extrema esquerda, indicando a ‘luta contra o sistema capitalista’.

(Continua...)

Eududu disse:
26 de novembro de 2018 às 20:17

(Continuação...)

Foi assim desde o início, de acordo com Langer. Para os comunistas na Alemanha, o ‘antifascismo’ significava simplesmente ‘anticapitalismo’. Ele observa que os rótulos só serviram como “guerra de conceitos” sob um “vocabulário político”.
(...)

https://www.epochtimes.com.br/origem-comunista-grupo-radical-antifa/

Lênio Streck no fundo do poço da história...

elias nogueira saade disse:
26 de novembro de 2018 às 21:59

O Colégio já foi um dos melhores de Belo Horizonte. Agora, simplesmente trocou o ensino da gramática e matemática por matérias exóticas, a qualidade piorou. Quem opta por matricular seu filho em um colégio católico, talvez o faça por desejar uma educação cristã. Mesmo que tal critério não seja seguido pela direção, porque o Estado é laico, também não pode impor um ensino desvirtuado de sua finalidade.

WLStorer disse:
26 de novembro de 2018 às 23:12

A Escola sem Partido faz parte da ampla faxina prometida por Bolsonaro. Simples assim.

Afonso de Souza disse:
27 de novembro de 2018 às 08:22

De uma coluna "típica", infelizmente.
O colunista escreve que não é proibido "lutar contra o fascismo", mas sabe muito bem que não se trata disso a ação da procuradora. Sabe muito bem que usam essas fantasias - o truque é velho - para esconder o que de fato são: doutrinadores e doutrinados, e mais autoritários do que aqueles a quem acusam. Enfim, mais um exemplo de sofisma comum nesta coluna.

Sobre o mencionado projeto de lei, fico com o Pondé e o Narloch:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/11/esquerda-precisa-dar-resposta-consistente-ao-escola-sem-partido.shtml

P.S. Chega a ser engraçado ler isso do colunista: “Por qual razão ela pensa que sabe mais do que o STF”?

Sidnei R. Alves disse:
27 de novembro de 2018 às 08:46

Lutar contra o fascismo pode. Lutar contra o socialismo/comunismo não pode.

O IDEÓLOGO disse:
27 de novembro de 2018 às 08:55

Reúne os apologistas do método de Olavo de Carvalho, pouco propenso ao diálogo, e Paulo Freire um gênio reverenciado no Brasil e no exterior.

Flizi disse:
27 de novembro de 2018 às 10:04

Sério mesmo que, basta a algum grupo se autodenominar antifascista que ele estará legitimado a fazer polícia do pensamento e das liberdades de expressão? Não ocorre ao articulista, nem por um momento, que essas pessoas estejam praticando o fascismo em vez de combatê-lo, e que fascismo para essas pessoas possa ser qualquer coisa que elas discordem? Inclusive antifascismo! Ou o articulista agora está apoiando o Escola Sem Partido, desde que seja contra os "fascistas"?

Aqui está um exemplo eloquente de fascistas que se autointitulam antifascistas: https://m.youtube.com/watch?v=pih9QAA3ldc

Afonso de Souza disse:
27 de novembro de 2018 às 10:08

Ao O IDEÓLOGO (Outros):
Propensão ao diálogo é o que não vem existindo nas escolas e universidades no Brasil há tempos, daí a atual discussão sobre doutrinação. Quanto ao "gênio" Paulo Freire, deve então haver algum problema na implementação de seu método pedagógico em nosso país, considerando a tragédia que é a educação brasileira.

Eider-Ribeiro-Luz disse:
27 de novembro de 2018 às 11:02

Adoto a frase final do artigo "Ensinar Paulo Freire nas escolas deve ser passível de prisão" mesmo porque: a ideologia Paulo Freire acabou com o patriotismo, a moral e a ética nas escolas.

Marcelo-ADV disse:
27 de novembro de 2018 às 11:39

Bom comentário!

Ivo Lima disse:
27 de novembro de 2018 às 13:14

Substituição
Sai: Lênio
Entra: Eududu
Por um Conjur melhor.

Daniel - Procurador Autárquico disse:
27 de novembro de 2018 às 13:55

O memorável Gibran Khalil Gibran brindou-nos com sua obra O Profeta e, numa das belas passagens, sobre o ensino, externou:
"Homem algum poderá revelar-vos senão o que já está meio adormecido na aurora do vosso entendimento.
O mestre que caminha à sombra do templo, rodeado de discípulos, não dá de sua sabedoria, mas sim de sua fé e de sua ternura.
Se ele for verdadeiramente sábio, não vos convidará a entrar na mansão de seu saber, mas vos conduzirá antes ao limiar de vossa própria mente.
O astrônomo poderá falar-vos de sua compreensão do espaço, mas não vos poderá dar a sua compreensão.
O músico poderá cantar para vós o ritmo que existe Em todo o universo, mas não poderá dar o ouvido que capta a melodia, nem a voz que a repete.
E o versao na ciência dos números poderá falar-vos do mundo dos pesos e das medidas, mas não vos poderá levar até lá,
Porque a visão do homem não empresta suas asas a outro homem.
E assim como cada um de vós se mantém isolado da consciência de Deus, assim cada um deve ter sua própria compreensão de Deus e sua própria interpretação das coisas da terra."

Thiago Bandeira disse:
27 de novembro de 2018 às 20:41

"The IYI pathologizes others for doing things he doesn’t understand without ever realizing it is his understanding that may be limited. He thinks people should act according to their best interests and he knows their interests, particularly if they are “red necks” or English non-crisp-vowel class who voted for Brexit. When plebeians do something that makes sense to them, but not to him, the IYI uses the term “uneducated”. What we generally call participation in the political process, he calls by two distinct designations: “democracy” when it fits the IYI, and “populism” when the plebeians dare voting in a way that contradicts his preferences. While rich people believe in one tax dollar one vote, more humanistic ones in one man one vote, Monsanto in one lobbyist one vote, the IYI believes in one Ivy League degree one-vote, with some equivalence for foreign elite schools and PhDs as these are needed in the club."

Nassim Nicholas Taleb

Eududu disse:
27 de novembro de 2018 às 21:01

Agradeço a sugestão, embora não tenha citado nenhuma obra específica de Raymond Aron.

Mas, referido autor é famoso por salientar as semelhanças entre fascismo/nazismo e o comunismo, como fez ainda em 1944, em artigo publicado na France Libre. Posteriormente, na obra “Democracia e totalitarismo”, Aron diferencia os regimes totalitários dos democráticos principalmente pelo critério político, em detrimento do critério econômico e social, opondo regimes de partido único e regimes pluralistas. Por óbvio, nazismo, fascismo e comunismo pertencem ao primeiro tipo.

De toda forma, minha conclusão de que o nazismo e fascismo são regimes à esquerda do espectro ideológico dificilmente será alterada. Diversos membros do partido nazista, como Adolf Heichmam e Gregor Strasser , se declararam socialistas. Como cediço, Hitler e Mussolini entraram na política através de partidos comunistas/socialistas. E as principais características dos regimes fascista, nazista e comunista são o coletivismo, o totalitarismo e o anti-liberalismo econômico, além do mencionado partido único.

Ora, nenhum desses regimes pode ser considerado de direita, principalmente pela ausência de liberdade econômica e individual, sujeitas ao controle estatal. A direita, à época da 2ª Guerra Mundial, era representada por EUA, Inglaterra e França, por exemplo.

Por isso considero que fascismo e nazismo são regimes de (ou à) “esquerda”, pois inspirados claramente no comunismo/socialismo soviético, ainda que se apresentassem como uma via alternativa e opositores do marxismo.

Agora veja a opinião de quem Lênio adora: “Reinaldo explica porque o Fascismo é de esquerda”https://www.youtube.com/watch?v=t0viI7WnLXc

E a de quem Lênio detesta:http://www.olavodecarvalho.org/a-verdadeira-direita/

MarcolinoADV disse:
27 de novembro de 2018 às 22:04

Triste fim... Não, não refiro-me ao Lênio, mas o que virou a sessão de comentários.

Num país em que quase 80% dos abusos sexuais ocorrem DENTRO de casa e por familiares próximos, há quem defenda que a escola não deva falar sobre isso.

Quem vai falar sobre o assunto? As igreja$?

Façam uma pesquisa rápida (a comentarista isabel (Advogado Assalariado) já deu uma mãozinha) sobre abuso sexual de crianças e vejam quem comumente estão envolvidos.

Alguém já comentou, e é verdade: quem tanto se opõe a falar sobre sexualidade e homossexualidade tem algum problema não resolvido. Deveria tratar e ser mais feliz.

"Escola sem partido" é pauta de partidos de extrema direita. Basta "dar um google". É exatamente o que foi eleito no Brasil, embora já tenha lido há algumas semanas, neste mesmo site, reclamações em um texto que tratava o governo eleito como de extrema direita.

Pessoal supostamente esclarecido e com acesso à informação imaginando ter votado numa direita liberal. Chega a ser cômico.

Fiquem tranquilos. Logo serão cidadãos de bem e armados. Poderão dormir tranquilos abraçados às suas "berettas". Vai que durante à noite apareça um comunista debaixo da cama...

Bom, dizer o quê? A solução para o país virou perseguir professores, ter aulas de moral, cívica, elogiar torturadores e ter como guru um astrólogo maluco.

Mas é nas escolas que ocorre "doutrinação"? Ã-hã, conta outra.

Agora o lema é "bíblia numa mão e um fuzil na outra".

E assim caminhamos...

Afonso de Souza disse:
27 de novembro de 2018 às 23:51

Ao MarcolinoADV (Advogado Assalariado):

Sim, nas escolas ocorre doutrinação. E, já que gosta de falar em extremismo, no caso em tela seria realizada pela extrema-esquerda. Aliás, o que se tem discutido agora é a solução, não mais o problema - este já bastante evidente.
Quanto à seção de comentários, esta então acompanhou o colunista.

Rejane Guimarães Amarante disse:
28 de novembro de 2018 às 11:57

Não tenho simpatia pela expressão "pessoa de bem", prefiro a expressão "homens e mulheres de boa-vontade". Quem quiser ouvir um depoimento sincero e desapaixonado de uma mãe que retirou seu filho do colégio Pedro II (RJ), pode encontrar no seguinte endereço :
https://www.youtube.com/watch?v=4N6iSDCeqkw

Ivo Lima disse:
28 de novembro de 2018 às 13:09

Sempre que desejo rir de algum comentário raso e pífio procuro a contribuição do MarcolinoADV (Advogado Assalariado) na seção de comentários. Puro sofisma.

TCX disse:
28 de novembro de 2018 às 15:07

Nem a tristeza de ter lido em petição inicial do MP do meu Estado poderia me preparar pra tristeza da caixa de comentários.

Pois se Promotores usam "mesmo" como pronome pessoal, não espanta que pretendam "refutar" o Existencialismo - que é sim um humanismo - em dois parágrafos, como algo contrário à natureza humana.

Eududu disse:
28 de novembro de 2018 às 16:53

Muito interessante o vídeo.

Aqui vai outro depoimento sincero.

Costumo conversar com uma turminha de pré-adolescentes (meninos e meninas na faixa dos 13 anos), que estudam todos na mesma escola particular. Se em um dia claro e ensolarado eu pedir a eles que me mostrem onde é o norte, sul, leste e oeste, ou perguntar por que o céu é azul, provavelmente não saberão responder (mas sacarão rapidamente os celulares). Provavelmente não sabem como um avião voa sendo mais pesado que o ar. Pouco ou nada lhes ensinaram também, p.ex., sobre composição nutricional dos alimentos, o que é gordura, carboidrato, proteína, vitaminas e sais minerais, o básico sobre uma dieta equilibrada (que no meu tempo a escola ensinava na idade deles).

Mas se for para falar de feminismo, de ideologia de gênero e outras babaquices da atualidade, eles são capazes de repetir todo o discurso da militância melhor do que a Fernanda Lima ou o Pablo Vitar. É impressionante!

Português, matemática, ciências, história, geografia não têm importância. A escola parece se importar em formar militantes e para isso basta ensinar a repetir clichês à exaustão, sem a mínima análise crítica.

Que futuro os aguarda? Pois quem irá arcar com o prejuízo de uma formação escolar deficiente e deturpada são eles mesmos. Coitados.

E ainda tem quem ache uma absurdo pais defendendo o homeschooling.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.