Juristas manifestam preocupação pela falta de debate no 2º turno

"Após o fim do regime militar, presenciaremos, pela primeira vez, um silêncio imposto à democracia em fase final de eleição, impedindo que os projetos do futuro presidente da república sejam conhecidos por toda a população, em especial pelos mais humildes, que não têm acesso à internet e às redes sociais." A afirmação é de 1.146 juristas, intelectuais e artistas que assinaram um abaixo-assinado manifestando preocupação com a ausência completa de debates no segundo turno das eleições. 

Em 10 pontos, os autores rechaçam "a tentativa antidemocrática de o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro de, por mera estratégia política, conforme afirmado por ele à própria imprensa, silenciar o debate de ideias e propostas em rede aberta nacional de rádio e TV, impondo a sua agenda e ditando a condução de toda a mídia pública no país". 

O texto levanta a existência do artigo 40, inciso III, da Resolução 23.551/17, que prevê que o horário reservado para o debate eleitoral pode ser destinado à entrevista de candidato no caso de um deles não comparecer ao evento. 

"As emissoras podem, também, em alternativa ao debate, realizar entrevistas individuais com os candidatos, dando-lhes tempos iguais para exposição de ideias e propostas", diz o ponto 8. "O que não se pode admitir, de forma alguma, é que, pela primeira vez na história do país, cerceie-se e silencie-se, no último dia de propaganda eleitoral, em cadeia nacional, o debate de propostas e ideias, deixando que um só dos candidatos roteirize e dirija os rumos do processo democrático."

Clique aqui para ler o manifesto.

WLStorer disse:
26 de outubro de 2018 às 22:19

Por que os 1.146 juristas, intelectuais e artistas petistas não assinaram um abaixo-assinado manifestando preocupação quando Lula agiu de igual forma?

Neli disse:
28 de outubro de 2018 às 11:28

Debate importante? Desde quando?
Debate, como toda campanha, não passa de uma hipérbole eleitoral. Os candidatos pintam o País (estado ou cidade), com um pincel: resolvo tudo.
Passadas as eleições, o País (estado, município) continua no eterno subdesenvolvimento.
Lembro que em 1985 um jornalista interferiu, quase que diretamente, numa eleição, ao indagar se um candidato cria em Deus. Estapafúrdia indagação, porque não estava em debate uma eleição para Papa ou uma entidade religiosa qualquer.
Nas eleições anteriores, vários candidatos não compareceram aos debates. E isso, não constituiu nenhum absurdo. Debate não é obrigatório “ex-vi-legis", é apenas para as televisões lucrarem.
Queria saber onde estavam esses Juristas quando os presidentes anteriores se recusaram comparecer aos debates?
Por fim, escrevo imparcialmente, porque, pela primeira vez na vida, farei o que minha defunta mãe quis fazer em 1989:anular voto!
À época, insisti para que ela votasse para o Collor por causa de seu vice Itamar. E ela me disse: e eu vou morrer sem anular voto? Morreu dois anos depois e não viu que Itamar foi o melhor presidente da História.
E nessas eleições, por não ter um Itamar Franco na disputa, farei o que mamãe não fez em 1989:pela primeira vez anularei na disputa presidencial.
E na hora da votação farei o que ela fez em 1989:pedirei para que Nossa Senhora Aparecida olhar pelo Brasil.
Data vênia.

francisco disse:
29 de outubro de 2018 às 18:11

Lula não compareceu aos debates do segundo turno quando estava "por cima" nas pesquisas e declarou, sem titubear, que não era obrigado a ir aos debates e que iria somente se interessasse a ele. Lula não foi aos debates e isso escapou à memória, talvez seletiva, dos nobres colegas.

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