Pedidos de um guri e de um jurista ao Papai Noel – 2019

SpaccaSou Lenio Streck. Avô do Santiago e do Caetano. Professor universitário, constitucionalista, advogado parecerista, fui procurador de Justiça do Rio Grande do Sul e, vejam só, fui também goleiro.
Sempre gostei de futebol. Tenho diploma de comentarista de futebol. Não por menos, quando criança, na minha Agudo, pedia ao Weihnachtsmann, o bom velhinho (ou não), que me trouxesse uma bola e uma camiseta de goleiro. Um cético daria de ombros: Papai Noel não existe; não para uma criança que, de tão pobre, odiava férias (férias significa ficar em casa; ficar em casa significa trabalhar). É óbvio que ele não vem (nota: até hoje fazemos a árvore de Natal).
Ou será que vem? Não sei. Fato é que eu fui goleiro. Com a bola, a camisa, e até as luvas, que nem imaginava à época. Abaixo, duas fotos: a primeira, de 1974, jogando no Avenida; a segunda, de 2017, no Prerrogativas F.C, time de advogados no jogo contra o Politeama, do Chico Buarque.
Acervo Pessoal    Acervo Pessoal

Pois é. Será que foi o velho Santa quem me deu as luvas e camiseta? Coincidência ou espírito de Natal?

Não sei. O que sei é que sou um incorrigível otimista metodológico. Ajo sempre “como se”. Pudera: estou já há três décadas lutando contra os predadores do Direito. Já perdi muitas, e continuo aqui. Stoic mujic. Eis o meu lema. Mesmo que os haters critiquem até mensagem natalina. Sim, incrível: tem gente que critica até mensagem de solidariedade. Tudo o que escrevo o “hater padrão” diz: não li e odiei. Primeiro pedido ao Papai Noel: faça-o ajoelhar no milho!

Continuo. E hoje, como já se tornou tradição aos finais de ano, divulgo, aqui na Senso Incomum, minha carta para o Weihnachtsmann, que era como chamamos o Papai Noel em terras de colonização alemã. Eu tinha de recitar a seguinte “oração”: “Ich bin Klein, mein Herz ist rein, Darf niemand drin wohnen als Jesus allein” (“sou pequeno, meu coração é puro, nele não deve morar ninguém, a não ser Jesus”). Sem pieguice, mas, repetindo isso agora, uma lágrima me pega desprevenido. Isso é como ler O Grande Inquisidor: quando chega na hora em que Jesus beija seu algoz, é impossível chegar ao final sem me emocionar. Meus alunos, e quem me viu em palestras tentando contar, sabem do que falo.

Celebrando o Natal que se aproxima. Pois é… muito embora alguns pensem que eu seja rabugento, por estar aqui na ConJur brigando toda quinta-feira contra o subjetivismo e o emotivismo, não sou nenhum Scrooge — falo do personagem de Dickens que odiava o Natal. Eis, pois, minha carta ao Velho Noel.

Papai Noel, você bem sabe, as coisas aqui no direito brasileiro não têm sido fáceis. É flexibilização de garantias para cá, instrumentalismo processual para lá, pamprincipiologismos, ponderações…. um horror. Ganhamos o julgamento das ADCs e agora querem nos vencer no tapetão. PN, varinha de marmelo neles!

PN, como tem tanta gente falando mal da Constituição e querendo destruir até cláusula pétrea, ajude-me na fundação do movimento salvacionista chamado Unfucking the Constitution (só posso dizer o nome em inglês porque me recuso a dizer palavrões). Ou em francês: Défornication de la Constitution. Antes que seja tarde demais. Sim, Pai Natal, ajude-me a fazer esse contramovimento. Alguns pedidos têm muito a ver com isso, meu caro Noel.

Nosso ensino jurídico não foi, até hoje, capaz de ensinar — direito — conceitos básicos de Teoria do Direito. Sinopses, esqueminhas, facilitações, quiz shows, Direito-simplificado-mastigado-resumido… Afinal, “seja f… em direito!” (como consta na capa de um livro!!) Faça essa gente ajoelhar no milho, PN. E lhes tire o smartphone. Sem ele, derretem.

Poderia pedir para que a comunidade jurídica aprendesse os conceitos básicos, tais como positivismo, princípios (que não são valores) e quejandos. Mas isso já pedi e você me deu o drible da vaca, Pai Natal. Sobre o que dizem de Dworkin, desisti, PN. Desconfio que nem você leu o cara.

Papai Noel, diga-me: por que tem tanta gente reacionária no Direito? Por que as faculdades formam tantos fascistas? Por que a comunidade jurídica é a que mais odeia direitos e garantias? Ajude, PN. Conceda-me esse pedido. Não mais permita que se forme tanta gente inculta e jusblasfema.

PN, por favor, não mais permita que embargos ou agravos sejam “decididos” em duas linhas como “mantenho a decisão pelos próprios fundamentos; encaminhem-se os autos ao Tribunal Superior competente, na forma do artigo 1042, parágrafo 4º. do CPC”, enfim, que a Constituição Federal seja cumprida de forma ortodoxa.

Assim, Santa Claus, meu outro pedido não deixa de ter relação com todos os anteriores; é uma espécie de salvaguarda de tudo que mais importa nos momentos difíceis como é este que vivemos. Que a Constituição seja cumprida. Papai Noel: que se respeite a força normativa da Constituição.

PN, sequestre todos os celulares cujos WhatsApp estejam fazendo fake news tipo “STF proibiu prisão em segunda instância.” Ah, que jornalistas e jornaleiros levem o Direito a sério e não espalhem mentiras como "o Supremo proibiu a prisão", "190 mil bandidos perigosos serão soltos" e quejandos.

Mais um pedido: que os alunos das faculdades leiam livros. E que não fiquem consultando a m… do WhatsApp enquanto o professor fala. Passe a vara de marmelo no lombo dessa escumalha, PN.

Que as pessoas voltem a ler. Livros. Textos sofisticados. Não fake news de whatsapp ou 240 caracteres de twitter.

Se alguém vier com essa coisa de bayesianismo, explanacionismo, algoritmos substituindo julgamentos, jogue pesado, PN: ponha de castigo e não dê presente.

Dê um basta nos quiz shows dos concursos públicos! Faça-os parar com as pegadinhas, PN. Prova de concurso não é para papagaios.

Que advogados não mais sejam desrespeitados. Que o exercício da advocacia não se torne um exercício de humilhação. E que não se criminalize a profissão de advogado. Que não se confunda o advogado com seu cliente.

Que os desembargadores e ministros, durante a sustentação oral das partes, não fiquem olhando os seus tablets; e que prestem atenção no esfalfelamento do causídico (ou finjam que estão prestando atenção).

Que se volte a respeitar a institucionalidade no país. Que não mais se faça protestos tipo Ku Klux Klan de ministros do Supremo por aí. Ou ajude a liberar os bingos… se me entende a ironia, PN.

Como viu, são poucos os pedidos, Papai Noel. Assim como eram poucos os meus pedidos de menino de Agudo, terra do Bagualossauro Agudensis, o mais antigo dinossauro do mundo, encontrado a 3 km de onde nasci. Queria apenas uma bola, luvas e uma camisa de goleiro. E quem sabe uma boina e alpargatas… Mas, enfim, homenageando um grande compositor do sul, Cesar Passarinho, sugiro que “oiçam” e vejam a música. Chama-se Guri! Vejam que maravilha de letra:

”- Hei de ter uma tabuada e meu livro ‘Queres Ler’… E se Deus não achar muito, tanto coisa que eu pedir…”!

Feliz Natal, leitores da ConJur. Sem exclusões. Porque sou includente!

John Paul Stevens disse:
19 de dezembro de 2019 às 08:22

Valeu por mais um ano de luta!

José Vinícius P. C. Lima disse:
19 de dezembro de 2019 às 08:42

Feliz Natal professor e um prospero Ano novo!

Gian Luca disse:
19 de dezembro de 2019 às 09:59

Estimado Professor Lênio!

Desejo ao senhor um excelente fim de ano, que seja repleto de felicidade, amor e esperança. Que 2020 seja muito melhor do que este, afinal não tem como piorar (será? - vejamos). Espero nos encontrar pessoalmente em algum momento!

Abraços!

olhovivo disse:
19 de dezembro de 2019 às 10:01

Sinto informar ao ilustre professor que muitos dos pedidos nem mesmo Santa Claus é capaz de atender, v.g., respeito à Constituição, pois se na Banânia nem mesmo (alguns) integrantes do STF ("guardiães" dela) a respeitam, o que esperar da manada ignara. A última deles foi a criminalização da inadimplência fiscal, sob a batuta do iluminado Barrosão.

RSantos221 disse:
19 de dezembro de 2019 às 10:49

Que 2020 seja o ano do MOVIMENTO "NUMPHODE A CF"!

Apenas um Jurista disse:
19 de dezembro de 2019 às 11:05

Feliz Natal ao professor Streck e sua família! Embora eu não concorde com todas as suas opiniões, acompanho sempre suas colunas (e aprendo muito). Abraço!

Paulo Jr disse:
19 de dezembro de 2019 às 11:43

Mais uma vez o ilustre professor nos brinda com um excelente texto, que esbanja criatividade.

Para facilitar a compreensão do Papai Noel e possibilitar o seu pronto atendimento, apenas mudaria um pedido.

Ficaria assim: que os desembargadores e ministros se comportem como os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio e Dias Toffoli, que, num gesto de respeito e valorização da advocacia, e não apenas dos advogados que comparecem à tribuna, prestam a devida atenção na sustentação oral do causídico.

Faço essa ressalva com base no que consigo perceber através das transmissões da TV Justiça.

Que em 2020 o respeito ao texto constitucional seja o nosso norte! Que possamos ser dignos de receber as bençãos do Todo-poderoso!

Sérgio Brito Ferreira disse:
19 de dezembro de 2019 às 14:22

Pedindo para o papai noel bater de vara de marmelo em quem pensa diferente? Quem é o hater aqui?

Luiz Alberto Gomes disse:
19 de dezembro de 2019 às 14:50

É preciso resistir em 2020. Avante, mestre Lênio. Feliz Natal! "Stoic Mujik"!

Eri Coelho - Jornalista disse:
19 de dezembro de 2019 às 14:52

Papai Noel, boa tarde!

Segue a lista que um advogado fez, a qual eu achei interessante.

1. Gostaria de pedir que todos os julgadores lessem os autos antes de decidir.
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2. Gostaria de pedir que todos os julgadores tivessem o bom senso de ler os Embargos de Declaração e dessem as respostas fundamentadas de acordo com o artigo 489, § 1.o., do CPC.
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3. Gostaria de pedir que os julgadores recebessem os advogados para entrega de memoriais e lhes dessem pelo menos alguns minutos de atenção.
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4. Gostaria de pedir que todos os julgadores não se retratassem "apenas em razão de embargos auriculares". Porém, caso haja necessidade de retratação que expliquem os motivos e a nova decisão seja fundamentada [artigo 489, § 1.o., do CPC].
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5. Gostaria de pedir que os julgadores não acreditassem somente nos advogados de alguns grandes escritórios em detrimento dos demais. Papai Noel você sabe o que estou falando...
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6. Gostaria de pedir que as grandes empresas, especialmente aquelas que receberam prêmio de empresa Ética, tivessem boa-fé, ética, respeito pela legislação, etc. E não tivessem tanta sorte de obter decisões que contrariam a lei e a jurisprudência.
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7. Gostaria de pedir que os meus processos não demorassem tanto para serem julgados.
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8. Gostaria de pedir que os advogados e os julgadores tivessem respeito pelos seus adversários, que trabalhem com honestidade, com ética, com respeito à legislação.
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9. Gostaria de pedir que leve de presente vários tapetes para muitos advogados, porque eles gostam de puxar os tapetes dos outros.
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10. Papai Noel gostaria de pedir que os advogados pudessem trabalhar duro, porém tendo paz e a certeza de serem respeitados.

Thiago Bandeira disse:
19 de dezembro de 2019 às 14:59

mas joga no time deles. Vai entender...

Alexandre G. C. disse:
19 de dezembro de 2019 às 15:08

Professor, sou um antigo leitor seu, desde as primeiras colunas aqui no site, até o restante das suas obras publicadas (inclusive o Dicionário de Hermenêutica autografado!).
Nunca comentei aqui antes, mas hoje resolvi fazê-lo para lhe desejar um feliz Natal!!
Suas colunas têm sido um bálsamo nestes tempos difíceis; quinta-feira se tornou um dos dias mais aguardados por mim, na espera de seu novo texto semanal.
Não desanime, não desista; sua luta é árdua, mas ainda há quem ouça sua voz clamando no deserto!!
Ânimo, forças e boas festas!!

Tatiana M. Karninke disse:
19 de dezembro de 2019 às 15:20

Parabéns, professor! O texto é excelente. Como sempre, arrasou! Feliz Natal e que PN acolha totalmente os pedidos... endosso!

Frederico Fortes Binato disse:
19 de dezembro de 2019 às 15:46

Belo fechamento, Professor Lenio. Mas de tudo o que li, e li com a devida atenção que seus escritos merecem, gostei mais ainda foi do encerramento INCLUSIVO. Só demonstra o seu caráter democrático, permitido inclusive num ambiente de rara ironia democrática. Também sua inclusão me lembra Shakespeare: Ame a todos, confie em poucos e não prejudique ninguém. Que Papai Noel o traga cada vez melhor e afiado em 2020. Saudações!!!

Glaucio Manoel de Lima Barbosa disse:
19 de dezembro de 2019 às 19:57

O ditado popular cai bem a essa confraria da lagosta, " diga-me com quem andas e te direi quem tu és". Só falta na foto os mesmos do STF

Antonio Maria Denofrio disse:
19 de dezembro de 2019 às 21:51

Aprecio por demais o prezado Professor. E vejam, ele foi procurador. Mas é um amante do direito. Gostaria de acrescentar mais um pedido a lista:
Que os senhores juizes e desembargadores não se limitassem a assinar decisões feitas por cartorários, ainda que os mesmos sejam capazes. Mas que as decisões sejam sempre deles, autoridades que são.

Guilherme Advedo disse:
19 de dezembro de 2019 às 23:27

Se não for pedir demais, PN, faça o Dr. Lenio ler este comentário e aceitar orientar (ou co-orientar) um filósofo formado pela UFSC e advogado formado pela PUCRS na sua dissertação de mestrado sobre os limites da interpretação judicial, pois, o "sinal" da CHD e do Constitucionalismo Contemporaneo ainda não chegou a terras catarinenses e este q vos fala encontra-se sem norte no terceiro semestre de Mestrado em Direito...

O IDEÓLOGO disse:
19 de dezembro de 2019 às 23:33

Meus cumprimentos ao Doutor Lenio e aos leitores da Revista Eletrônica Conjur.
A todos, "Feliz Natal".

O IDEÓLOGO disse:
19 de dezembro de 2019 às 23:33

Meus cumprimentos ao Doutor Lenio e aos leitores da Revista Eletrônica Conjur.
A todos, "Feliz Natal".

O IDEÓLOGO disse:
19 de dezembro de 2019 às 23:40

Faço os seguintes pedidos, não ao Papai Noel, mas a Deus:
- Que os advogados valorizem a advocacia "pro bono".
- Que reduzam o valor dos honorários.
- Que desprezem a Retórica em nome da Ética.
-Que, quando forem ao balcão de ofício, tenham em suas maletas balas "Halls" ou a goma "Trident".
- Que leiam os artigos do Professor Lenio Streck;
- Que não tumultuem processo criminal com remédios constitucionais como "Habeas Corpus" e "Mandado de Segurança".

O IDEÓLOGO disse:
19 de dezembro de 2019 às 23:40

Faço os seguintes pedidos, não ao Papai Noel, mas a Deus:
- Que os advogados valorizem a advocacia "pro bono".
- Que reduzam o valor dos honorários.
- Que desprezem a Retórica em nome da Ética.
-Que, quando forem ao balcão de ofício, tenham em suas maletas balas "Halls" ou a goma "Trident".
- Que leiam os artigos do Professor Lenio Streck;
- Que não tumultuem processo criminal com remédios constitucionais como "Habeas Corpus" e "Mandado de Segurança".

O IDEÓLOGO disse:
19 de dezembro de 2019 às 23:42

Que os advogados sejam um pouco mais cooperativos com os clientes, com a Justiça, com os colegas, com os funcionários públicos e com a honestidade.

O IDEÓLOGO disse:
19 de dezembro de 2019 às 23:42

Que os advogados sejam um pouco mais cooperativos com os clientes, com a Justiça, com os colegas, com os funcionários públicos e com a honestidade.

Rafante UFBA disse:
20 de dezembro de 2019 às 00:31

Professor, escreva sobre o "verba volant, scripta manent" e se o escrito vale mais que o dito.

André Pinheiro disse:
20 de dezembro de 2019 às 00:36

Todos pedem a papai noel, um direito penal para chamar de seu, desde que esse direito penal não seja no meu.
Após ver por utilitarismo crimes para mulheres, LGBT próprios da esquerda punitiva. E vê pedidos de execução sumária pela direita sanguinária. Vimos a produção do mesmo crime dividido em 3 para aumentar a prescrição e ainda, vimos uma série de interpretações extensivas e elásticas para crimes. Fuckséotraste e o iluminiilista Barrão Vox Zap Vox Dei e darei, cada vez mais despoticos, mais burocratas de Coalizão e cada vez mais punitivos.
Estou me divertindo com decisão sobre o ICMS, agora tenho certeza camelô é criminoso sonegador, comete crime de descaminho e etc.
Vi advogados comemorando, ora, logo quem os reis do Imposto de Renda declarado.
Um amigo brincava um dia todos estaremos presos. Passados 20 anos, penso que ele é um profeta.
Enquanto isso receber acima do teto, embora, redação clara sobre verbas de qualquer natureza não é improbidade. Muito menos montar fundacao bilionaria e divulgar dados sigilosos.
Os acima da lei comemoram, não precisam de papai noel para imputar crimes por analogia, teses, bayosanismo, delírios . Afinal para eles, contra argumentos não há fatos e com poder supremo, não precisa nem ter argumento. Bancar Chefe de quadrilha virou calúnia e o pior que vai colar.

Zeca Andrade Moreira disse:
20 de dezembro de 2019 às 08:10

Não por acaso que sexta-feira é o dia mais esperado por todos e o professor e jurista sempre nos presenteando com sua coluna. Hoje com seu pedido de guri me emocionou bastante e que o bom velhinho atenda seus pedidos para o bem de todos. Feliz natal mestre!

Lula Magal disse:
20 de dezembro de 2019 às 12:23

Caro Lenio, copiei a sua carta e também mandei para Papai Noel.
Sou leitor avido e assíduo da sua coluna.
Parabéns!

Pela CHD disse:
20 de dezembro de 2019 às 13:38

A coluna é fantástica. Pelo conteúdo, pelo estilo, mas, principalmente, pela capacidade de sintetizar conteúdos ao melhor estilo "retrospectiva 2019". Ponto para Streck (de novo e mais uma vez).

Afonso de Souza disse:
20 de dezembro de 2019 às 18:34

"Papai Noel, diga-me: por que tem tanta gente reacionária no Direito? Por que as faculdades formam tantos fascistas?"

Ai, ai... O articulista talvez prefira então que as faculdades formassem revolucionários e comunistas.

Paulo Moreira disse:
20 de dezembro de 2019 às 22:09

Quero que os meus desafetos, principalmente os daqui, SE EXPLODAM. De preferência, na "noite da hipocrisia", quer dizer, na noite de Natal.

Anderson do Patrocínio disse:
21 de dezembro de 2019 às 15:49

Que oportunidade única que é ter contato com seus escritos, Lênio - A sua eterna preocupação em melhorar a qualidade do direito brasileiro é inspiradora!

Além de atender aos seus pedidos, que o Papai Noel seja efeito à fina ironia.

Tenha um ótimo natal e que 2020 seja melhor (ou menos pior).

Canglingon disse:
25 de dezembro de 2019 às 12:41

Um feliz natal e próspero ano novo para o ilustre professor.
Muito obrigado por todos os textos muito esclarecedores.

Nunca desista, professor Lenio. Que venha a 4ª década de luta.

Grande abraço!

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