Bolsonaro toma posse como presidente repetindo falas de campanha

O presidente Jair Bolsonaro pautou seus discursos de posse na agenda econômica de austeridade, nos planos para a segurança pública e no combate às ideologias socialistas e de gênero. Jair Messias Bolsonaro foi empossado nesta terça-feira (1º/1) como presidente da República. Em seu discurso no Congresso Nacional, ele afirmou que os desafios são imensos e prometeu levar adiante "reformas estruturantes que serão essenciais para a saúde financeira das contas públicas".

“Vamos fazer um pacto nacional entre a sociedade os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na busca de novos caminho para o novo Brasil”, afirmou. Ele disse que irá "libertar definitivamente" o Brasil da corrupção e voltou a dizer que montou uma equipe técnica, "sem o tradicional viés político".

Antes de começar o discurso, Bolsonaro brincou com os parlamentares: "sou casado com vocês". Ele, que foi deputado federal por quase três décadas, em sete mandatos, se dirigiu ao Parlamento também na fala oficial, afirmando que irá valorizar as casas legislativas, "resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional".

"Aproveito este momento solene e convoco cada um dos congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa Pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica", disse.

Em fala curta, de cerca de 10 minutos, o presidente voltou a falar do armamento da população. "O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa", disse. Ele falou ainda em dar melhores condições de trabalho às Forças Armadas e às polícias, além de valorizá-los.

Bolsonaro resgatou temas da campanha, repetiu o lema do período eleitoral "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos" e focou no que chama de ideologização do país. Para ele, a educação deve ser livrada de ideologia, para que crianças não sejam formadas para a "militância política".

Para a economia, ele citou a agenda que tem defendido Paulo Guedes, que assume o novo superministério da Economia e sinalizou para o agronegócio que, segundo ele, tem papel decisivo para o país. De acordo com o presidente recém-empossado, o setor colabora com o processo de recuperação do crescimento, mas poderá fazê-lo em harmonia com a preservação do meio ambiente.

Bolsonaro defendeu o livre mercado e afirmou que buscará aumento de eficiência a todo setor produtivo por meio de menos regulamentação e burocracia.

Durante o discurso, Bolsonaro prometeu "respeitar as religiões”, mas mantendo a base da “tradição judaico-cristã". O trecho foi dito no momento em que prometeu unir o povo brasileiro e valorizar a família. Ele também se comprometeu a construir um governo sem discriminação. 

Segurança
Contrariando as recomendações do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Bolsonaro desfilou em carro aberto rumo ao Congresso Nacional, no tradicional Rolls-Royce. Havia a expectativa de que o presidente fizesse o trajeto em carro fechado, em nome da segurança. Todo o roteiro da posse foi pensado tendo essa preocupação em vista.

O esquema elaborado foi muito mais rígido que das posses anteriores. As vias foram fechadas dias antes do evento, o percurso por onde Bolsonaro passou foi todo gradeado e a população afastada. Além disso, a circulação de jornalistas foi limitada e o trabalho da imprensa, restrito.

Tanto no Congresso quanto no parlatório, Bolsonaro citou mais de uma vez o episódio em que foi esfaqueado e agradeceu aos médicos que o atenderam, afirmando que eles fizeram "um milagre". Ele disse, ainda, que a resposta ao atentado foi dada nas urnas.

A solenidade no Congresso ocorreu por volta das 15h. O presidente da República foi recebido pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e pelo da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli.

Por volta das 17h, Michel Temer transmitiu a faixa presidencial para o novo presidente. Ele subiu a rampa acompanhado de sua mulher Michelle e do vice-presidente Hamilton Mourão. Os apoiadores de Bolsonaro cantavam o "capitão voltou" na ocasião.

No Palácio do Planalto, ele fez uma fala mais informal e tratou ainda mais da pauta de campanha de que combaterá ideologias. De acordo com ele, este é o dia em que "o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto".

"Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros. Ideologias que destroem nossos valores e tradições, destroem nossas famílias, alicerce da nossa sociedade", enfatizou.

Ana Pompeu

é repórter da revista Consultor Jurídico.

O IDEÓLOGO disse:
01 de janeiro de 2019 às 21:32

Para construção de campos de concentração.
Para aplicação da pena de morte.
Para destruir os direitos, duramente conquistados, pelo povo.
Para transformar o trabalhador terceirizado em Zumbi.
Para abalar a Democracia.
Para militarização das relações sociais.
Esse discurso, um cabo do Exército Imperial Alemão proferia com ênfase.
O seu nome: Adolf Hitler.

O IDEÓLOGO disse:
01 de janeiro de 2019 às 21:32

Para construção de campos de concentração.
Para aplicação da pena de morte.
Para destruir os direitos, duramente conquistados, pelo povo.
Para transformar o trabalhador terceirizado em Zumbi.
Para abalar a Democracia.
Para militarização das relações sociais.
Esse discurso, um cabo do Exército Imperial Alemão proferia com ênfase.
O seu nome: Adolf Hitler.

Palpiteiro da web disse:
01 de janeiro de 2019 às 23:10

Agora é de olhar pra frente e torcer para que os atuais líderes façam um bom governo para todos. Sua comparação é totalmente descabida e incoerente, pois não vejo nexo ao que falou. Estamos vivendo um momento ímpar na história do Brasil, pois um homem que não pertence ao grupelho de ladrões foi eleito democraticamente com poucos recursos através basicamente das redes sociais. Deixe o seu pessimismo registrado no site da esquerdalha e torçamos pelo Brasil sem defender paixões equivocadas.

O IDEÓLOGO disse:
02 de janeiro de 2019 às 08:29

Ele, o Mito, começou bem. Muito bem.
"Coaf aponta que ex-motorista de Flávio Bolsonaro movimentou mais de R$ 1,2 milhão em operações suspeitas
Filho do presidente eleito se manifestou sobre caso em rede social: 'Nunca soube de algo que desabonasse sua conduta'. Investigação faz parte da operação Furna da Onça, da Lava Jato (" https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/12/06/coaf-aponta-que-ex-motorista-de-flavio-bolsonaro-movimentou-mais-de-r-12-milhao-em-operacoes-suspeitas.ghtml).

A Família Bolsonaro está no Governo. Ela não sairá como entrou (a nível patrimonial).
Então, não tenho falsas esperanças. O Senhor Jair Messias Bolsonaro dará a impressão, nos dois primeiros anos, de um bom governo. Depois, as bancadas ruralista, evangélica, dos banqueiros e da segurança, vão apresentar a fatura. E exigir o "devido pagamento".
A análise é mais importante que a sensação.

O IDEÓLOGO disse:
02 de janeiro de 2019 às 08:29

Ele, o Mito, começou bem. Muito bem.
"Coaf aponta que ex-motorista de Flávio Bolsonaro movimentou mais de R$ 1,2 milhão em operações suspeitas
Filho do presidente eleito se manifestou sobre caso em rede social: 'Nunca soube de algo que desabonasse sua conduta'. Investigação faz parte da operação Furna da Onça, da Lava Jato (" https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/12/06/coaf-aponta-que-ex-motorista-de-flavio-bolsonaro-movimentou-mais-de-r-12-milhao-em-operacoes-suspeitas.ghtml).

A Família Bolsonaro está no Governo. Ela não sairá como entrou (a nível patrimonial).
Então, não tenho falsas esperanças. O Senhor Jair Messias Bolsonaro dará a impressão, nos dois primeiros anos, de um bom governo. Depois, as bancadas ruralista, evangélica, dos banqueiros e da segurança, vão apresentar a fatura. E exigir o "devido pagamento".
A análise é mais importante que a sensação.

Rejane disse:
02 de janeiro de 2019 às 17:00

Há exatos trinta nos atrás, em 1989, o povo alemão levantou-se contra a ditadura comunista na Alemanha Oriental. No meses que antecederam a bela noite de 09 de novembro de 1989, quando o povo derrubou o muro de Berlim, as "fugas" em massa de alemães orientais para outros países da Europa, as reuniões cada vez mais frequentes e com maior número de alemães realizadas nas igrejas da Alemanha apontavam para uma mudança inevitável. Naqueles dias, o governo ironizava as manifestações populares e, quando alguém se referia às demandas do povo, os dirigentes locais perguntavam "que povo é esse de quem vocês falam ?" Então, o povo alemão saiu às ruas com uma enorme faixa "Wir sind das Volk", nós somos o povo. Falar da Alemanha é sempre necessário. A monarquia fulgurante que produziu tantos gênios das artes e do pensamento. O nazismo liderado por Adolf Hitler que produziu tantos gênios da Ciência.
DIE MAUER IST WEG
"O muro não existe mais"
Esta simples frase trazia em si um significado muito denso e profundo. Acreditava-se que a divisão do mundo entre regimes capitalistas e comunistas havia chegado ao fim. A divisão entre regimes "democráticos" e regimes "ditatoriais" havia chegado ao fim. O respeito às liberdades individuais havia prevalecido.
Trinta anos depois, a Alemanha não está bem como Nação. Na verdade, nenhum país está bem como Nação. Os regimes democráticos e capitalistas não conseguem garantir os direitos fundamentais dos cidadãos na realidade social, só são garantidos "no papel".
Se democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo, não lhe basta eleger governantes, mas participar diariamente dos atos do governo, apoiando, criticando, apresentando alternativas.

Rejane disse:
02 de janeiro de 2019 às 17:12

E não são os trabalhadores da indústria e da agricultura que devem fazer isso. Conquanto muitos operários dediquem horas de seu descanso a estudar política e sistemas econômicos, as elites diretamente envolvidas com as esferas de poder devem cumprir a sua missão como cidadãs e vigiar e conter o Poder constituído quando se fizer necessário. No caso do Brasil, é evidente o despreparo da Academia, dos cientistas e dos políticos para lidar com os assuntos de Estado. A falta de diálogo entre as instituições permanentes. A falta de compromisso com o desenvolvimento econômico e social de todo o Brasil. Se, de fato, "o muro não existe mais", então tornou-se impossível a separação entre "nós e eles". Estamos no mesmo barco. O "Auto da Barca do Inferno". Alguém já disse que o importante não é a rota que o barco vai seguir, mas chegar incólume a algum porto seguro. Pode-se erguer um outro muro ou aprender a conviver com as diferenças, respeitando os limites (ou limitações) de todos.

AC-RJ disse:
04 de janeiro de 2019 às 10:28

Mais outro erro de posicionamento do Conjur pelo seu título indevido denotando esnobismo em relação ao nosso presidente. Por óbvio que as falas como presidente têm que ser as mesmas das de campanha. Estas características por ele expostas são honestidade e coerência. O Conjur gostaria que as falas fossem diferentes? Que, a exemplo da classe política em geral, como candidato o discurso fosse um e após empossado fosse outro? Este site narrou uma situação que a população sempre desejou como se fosse um problema!

Eududu disse:
07 de janeiro de 2019 às 15:51

O senhor, assíduo comentarista e entusiasta de temas jurídicos, deveria saber o que é um relatório do Coaf e, principalmente, que Jair Bolsonaro não pode ser responsabilizado por atos cometidos pelo ex-motorista de seu filho (descendente que há muito já atingiu a maioridade), Flávio Bolsonaro.

Caso não saiba também, não foi Bolsonaro que colocou os filhos no governo não. Foi o voto popular. Não se preocupe com o patrimônio dos outros por inveja ou rancor, pessoas que trabalham duro e honestamente costumam aumentar seu patrimônio, não há nada de errado nisso.

Na verdade, creio que o senhor até saiba dessas coisas, mas a paixão política impede que o senhor aja e se manifeste com isenção.

E antes que o senhor diga sobre os R$ 24mil depositados na conta de Michele Bolsonaro, lembro que o tal motorista afirma tratar-se do pagamento de uma dívida. Aposto que o senhor não vai acreditar na explicação do motorista, lançando todo tipo de acusação sobre os envolvidos. Mas deve acreditar piamente que dona Marisa Letícia acumulou um patrimônio de R$11 milhões vendendo Avon. Que a empresa do filho de Lula executou serviços que lhe renderam R$4 milhões sem ter sequer um funcionário em seus quadros. E que Lula ganhou dezenas milhões dando palestras (que ninguém nunca viu ou filmou). Normal, hipocrisia e incoerência são marcas registradas da militância esquerdista.

Mas não é só o senhor que está sofrendo dos males da cegueira ideológica. Há uma crise generalizada de infantilismo atingindo os que se opõe ao Bolsonaro, o que agrava a RDT (Reclamação De Tudo), a terrível doença surgida após a eleição do novo presidente, mal que acomete esquerdistas e idiotas de toda espécie e que deve durar, no mínimo, 4 anos.

Aguardemos a próxima manifestação da doença.

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