A Justiça Federal do Paraná determinou a prisão preventiva de Walter Faria, controlador do grupo Petrópolis, acusado por fatos ocorridos entre 2006 e 2014. Segundo o Ministério Público Federal, ele lavou R$ 329 milhões nesse período, para favorecer a construtora Odebrecht.

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O caso faz parte da operação "lava jato". Quem assina a ação é a juíza Gabriela Hardt, substituta na 13ª Vara Federal de Curitiba. Para ela, há "risco claro" de reiteração delitiva, embora a denúncia não mencione crimes cometidos nos últimos cinco anos. A juíza também acredita que deixar o executivo solto poderia prejudicar a instrução criminal.
"O seu papel como coordenador da atuação dos demais investigados é evidente, sendo certo que possui condições de influenciar na colheita de provas", diz na decisão. Ela aponta ainda o fechamento, em 2018, de diversas contas de offshores ligadas a Faria.
"Há risco de que o produto do crime seja submetido a novas condutas de ocultação e dissimulação e ainda do esvaziamento dos direitos de sequestro e confisco do produto do crime. A disponibilidade de vultuosas quantias no exterior gera riscos à aplicação da lei penal", complementa.
O mandado de prisão está sendo cumprido nesta quarta-feira (31/7). Também estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão.
De acordo com o MPF, a nova fase da operação apura o envolvimento de executivos do grupo Petrópolis na lavagem de dinheiro desviado de contratos públicos, especialmente da Petrobras, pela Odebrecht.
Segundo os investigadores, houve pagamento de propinas travestidas de doações de campanha eleitoral feito por empresas do grupo investigado, que também teria auxiliado a empreiteira investigada a pagar valores ilícitos de forma oculta e dissimulada, através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, expediente conhecido como operações dólar-cabo.
De acordo com as investigações, há suspeita que offshores relacionadas à empreiteira faziam transferências de valores para offshores do grupo investigado, o qual disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para doações eleitorais. Com informações das Assessorias de Imprensa do MPF e da Polícia Federal.
Clique aqui para ler a decisão.
5030617-88.2019.4.04.7000
Está certa a juíza. Se não há prisão (temporária ou preventiva), com os policiais vestidos de ninjas sendo filmados pela Globo conduzindo os presos, o recebimento da denúncia fica muito monótono e sem graça. E os atores (juíza, procuradores e policiais) não terão o timing perfeito para darem entrevistas coletivas ou coisas do gênero. Em resumo, não haverá espetáculo e o nome deles nem sequer sai nos jornais. Então, está corretíssima a juíza... sem prisão não há show. Isso interessa mais que ficar acatando as chatices dos requisitos para as prisões previstos do CPP.
Mentira deslavada do CONJUR nessa matéria!!!!
Na própria decisão de prisão consta que WALTER FARIA praticou atos de lavagem em 2016 ao tentar repatriar ativos de offshores onde estavam armazenadas propinas, e que em 2018 e 2019 constam ordens recentes de movimentações sequenciais suspeitas em contas no exterior envolvendo valores vultuosos, fechamento de contas a ele vinculadas por
orientação de compliance de Instituição bancária em 2018 e, ainda, comunicação de operação suspeita de inconformidade ainda neste ano de 2019.
A quem interessa o CONJUR PUBLICAR MENTIRAS CONTRA A OPERAÇÃO LAVA JATO?
Fatos de 2006 ????
Sem circo não tem graça!
A Globo tava sem pauta pra hoje a noite.
Sem prisão cautelar e sem show processual penal a juíza não teria seus 15 minutos de fama e não sairia estampada nos jornais e tvs. , e aqui na Conjur também, diga-se, com esse sorriso mordendo ambas as orelhas de uma só vez.
é que o conselho editorial tem claro viés "garantista" inclusive com relações institucionais próximas com conhecido ministro do STF igualmente "garantista".
Isto tira um pouco da isenção.
Uma pena.
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