Com votos de simpatia, juiz do caso do padeiro se aposenta do TJ-SP

Spacca

No mesmo dia em que expressou os votos de simpatia pela aposentadoria do ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo Ivan Sartori, a 12ª Câmara de Direito Público também expressou votos de simpatia pela aposentadoria do juiz Julio César Ballerini Silva.

O juiz ficou conhecido por estar envolvido no caso do padeiro. Ele e um promotor participaram de um conluio para prejudicar um padeiro traído por sua mulher, que chegou a ser preso ilegalmente. No fim, ambos conseguiram se livrar da condenação criminal por prevaricação e, consequentemente, da perda dos cargos. Como envolveu agentes públicos, o caso acabou custando R$ 100 mil aos cofres de São Paulo, que teve que indenizar o padeiro.

A aposentadoria por invalidez de Ballerini Silva, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, foi aprovada pelo Órgão Especial do TJ-SP no dia 6 de fevereiro.

O IDEÓLOGO disse:
29 de março de 2019 às 10:12

Parabéns ao Desembargador Sartori, de prodigiosa inteligência, notável homem público, portador de caráter irrepreensível e brilhante estudioso do Direito.

O IDEÓLOGO disse:
29 de março de 2019 às 10:16

Disse a notável e destemida Juíza do TJSP, Bruna Marchese e Silva: "Há farta prova demonstrando que a deflagração do ato ilegal foi orquestrada a partir de conluio havido entre as autoridades públicas da comarca (juiz, promotor e delegado), todos amigos pessoais e colegas de magistério do réu, pessoa que possuía desavença pessoal com o autor, em razão de anterior relacionamento amoroso que manteve com sua mulher”. Ela determinou o pagamento de indenização ao padeiro.
A Juíza Bruna merecia promoção, pela coragem, ao proferir a sentença, ao cargo de Desembargadora do TJSP.

O IDEÓLOGO disse:
29 de março de 2019 às 11:12

É difícil, em nossa sociedade, você dizer "Não", porque somos muito sentimentais.
Durante a invasão da URSS pelo eficiente exército alemão, quando os teutônicos estavam próximos de Moscou, o general Gueorgui Jukov não hesitou em contrariar Josef Stálin, ao lhe dizer que o exército russo teria condição de defesa da capital socialista (Stálin depreciava, seguidamente, Jukov, pelas sucessivas derrotas militares frente aos germânicos).

Marcos Alves Pintar disse:
29 de março de 2019 às 12:32

O caso nos mostra o quão nossa sociedade está distante da realidade que nos cerca. Pelo que foi divulgado por vários veículos, o Magistrado citado teria incorrido em condutas gravíssimas, em benefício próprio. Nunca foi punido, mas a sociedade arcou do próprio bolso com a conduta do juiz. No entanto, a sociedade brasileira sequer se deu conta das condutas reputadas como ilegais, e nem de longe chegou a considerar os prejuízos que um juiz atuando nessas condições pode causar à coletividade, de modo a exigir mudanças profundas na magistratura. Infelizmente, as nádegas de algumas artistas famosas, ou a preferência sexual de algumas outras figuras, etc., esteve entre as preocupações primordiais do brasileiro comum, que assim não teve tempo para pensar na qualidade técnica de nossos juízes.

Patricia Ribeiro Imóveis disse:
29 de março de 2019 às 13:42

o caso citado deve estimular estudos para se acabar com "penas" como "disponibilidade ou aposentadoria compulsória".

Uma pena de disponibilidade, por exemplo, significa o sujeito ficar em casa e mesmo assim receber, não importa o ilícito cometido.

Fico pensando como um simples mortal pode entender que há castigo nisso (afastamento remunerado), pois mais de 190 milhões de brasileiros gostariam de receber a pequena fortuna mensal, ainda que com a pecha do alegado castigo...

Que o digam os mais de 12 milhões de desempregados!

Patricia Ribeiro Imóveis disse:
29 de março de 2019 às 13:46

Quanta ironia, hein Conjur?

Final feliz sim, mas não para o Estado de SP que arcou com a conta...

O fato é que talvez até para o padeiro a coisa toda tenha compensado, a final não é todo dia que se pode ganhar R$ 100.000,00...

Então, final feliz para todos!

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