A Caixa Econômica Federal pediu a falência da Odebrecht e que os credores da empresa possam nomear uma nova administração para a companhia. Com dívidas de R$ 98,5 bilhões, o grupo pediu recuperação judicial em junho.
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O banco estatal é um dos maiores credores da Odebrecht. Em seu pedido à Justiça, contesta a decisão da empresa de incluir donos de bônus emitidos por uma unidade no exterior na recuperação judicial.
A Caixa entende a medida como estratégia para ter votos na assembleia de credores e aprovar um plano que contraria os principais credores.


Não sei das nuances desse processo, mas a Caixa Econômica Federal, em geral, se posiciona desta maneira em feitos de recuperação judicial, pela minha percepção nas RJ que atuei. Não parece algo extraordinário ou excepcional. Embora seja um ente publico, é um banco, e as condições de pagamento ofertadas nas propostas da empresa recuperanda geralmente preveem deságios absurdos e carências e parcelamentos muito extensos, com juros moratórios muito baixos. A cultura de que a recuperação judicial deve ser feita a todo custo merece uma reflexão, porque na minha percepção, atende mais ao interesse dos sócios da recuperanda do que dos credores e da própria comunidade. Não obstante, reconheço que os pequenos credores acabam sendo privilegiados, o que, de alguma forma, também ocorreria na falência. A se pensar...
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