Após as demissões de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública e de Maurício Leite Valeixo do comando da Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordena que não haja trocas nos delegados da PF envolvidos no inquérito de apuração das fake news contra integrantes da corte e da realização de protesto em favor do AI-5.

Felipe Lampe
Segundo o ministro, as investigações dos inquéritos deverão continuar a ser conduzidas pelo delegado federal Alberto Ferreira Neto, em São Paulo, e da equipe de Brasília, composta pelos delegados federais Igor Romário de Paula, Denisse Dias Rosas Ribeiro, Fábio Alceu Mertens e Daniel Daher.
A decisão visa, portanto, evitar trocas na corporação no que diz respeito aos Inquéritos 4.781 e 4.828. Mudanças na Polícia Federal foram o motivo do desentendimento entre o ex-ministro Moro e o presidente Jair Bolsonaro.
Nesta sexta-feira (24/4), após Bolsonaro demitir o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, Moro pediu apontou tentativa de interferência por parte do presidente na corporação ao anunciar sua saída.
A ConJur publicou nesta quinta-feira (23) que as investigações chegaram ao gabinete do ódio, comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro (RJ), o filho "zero dois" do presidente da República.
Inquérito 4.781
Inquérito 4.828
O digno Ministro já deveria nomear o diretor geral da polícia federal. Estou vendo muita intromissão em assuntos do executivo, que não necessariamente deveria ser canetado por outros poderes. Já que se tomar cuidado com o cerceamento de um poder pelo outro poder. Daqui a pouco vai ter ministro do STF nomeando para cargos outras competências do poder executivo. O Ministro poderia recomendar e não determinar, não cabe a ele nomear delegados para cuidar de inquéritos em qualquer seara do poder. Competência da polícia federal ou do seu diretor ou do
Ministro da justiça. Será que o
Ministro gostaria que o presidente nomeasse um assessor jurídico para o gabinete dele? Há que se respeitar a independência dos poderes legalmente constituídos na Carta Magna. Os Ministros do STF devem ter muita cautela nas suas decisões. Essa, por exemplo, e de cunho totalmente político e injurídica.
Com essa atitude o Eminente Ministro Alexandre de Moraes inaugura o principio do Delegado Natural, só falta dizer quando se da o vinculo da autoridade com o inquerito!
O Segundo problema da decisão do Ministro é que querendo manter certas pessoas, ele acaba tendo interesse na Causa, isso não é coisa de juiz quem dirá de Ministro de STF, bom que alguem (Presidente do STF) atropele ele, até pq não tem necessidade de fazer isso, basta enquadrar quem quiser entrar na frente da PF em Obstrução de Justiça!
Com toda a venia Excelencia, Não caia na Pilha!
A designação do exercício funcional no âmbito interno da Polícia Federal é da exclusiva competência das respectivas chefias desse órgão do Poder Executivo, mesmo que seja na esfera da polícia judiciária. O ato praticado pelo digno Ministro do STF, com a devida vênia é manifestamente ilegal, sujeitando-se à correção via mandado de segurança
Parabéns pelo comentário, pois evidenciando a interferência constante do STF na administração Bolsanaro, isso para mesmo um país ditatorial, ou seja o guardião da constituição está rasgando-a ao longo desses últimos anos. Absurdo. O presidente não deveria aceitar esse capricho do ministro. Vamos aguardar.
Alguém sabe o que é discricionariedade? Eu que não sou formado em direito eu sei disso. Infelizmente o Brasil está muito ruim de se morar. Deus nos ajude
Nessa altura do campeonato, seria como recomendar a raposa que cuide do galinheiro
Andou bem o Ministro do STF
Grande parte da magistratura trabalha fora dos holofotes o resultado é esse pois é corporativista e não deve nada a ninguém.
Digo as instâncias inferiores, mesmo ministros supremo não necessariamente ter carreira magistrados
Fotos recentes tem provado que nossa Lex mater tem sofrido violações absurdas, triste ver o sistema de freios e contrapesos esquecidos pelos três poderes constituídos.
A insegurança jurídica e flagrante nos dias atuais.
Pode isto um Ministro interferir nos assunto de Chefe de Estado? Isso não seria uma interferência nos poderes? Absurdo por denuncias apenas não materializada em provas tomar uma decisão desta. Seria por algum outro motivo? Porque o povo a cada dia vê estas decisões como golpe. Um chefe de estado não tem a prerrogativa de ser ouvido antes? Sou totalmente leigo mas é um absurdo tudo isto Sr alexandre.
Coloco minha mão no fogo, de que se o governo fosse petistas vc estaria parabenizando o ministro...
Concordo plenamente! E não é de agora que estas interferências vem ocorrendo. O que está ocorrendo é uma espécie de "ditadura do judiciário", que tem tomado decisões de visível caráter político interferindonescandalosamente na esfera de outros poderes.
A muito que princípios como a independência dos poderes ou a inércia do Poder Judiciário só estão servindo para ilustrar a doutrina.
Um presidente querendo mexer na Direção da polícia pra proteger os deputados aliados. Tem prova do crime (obtida legalmente junto ao símbolo maior da Lava Jato). O pessoal que acredita em mitologia vai acordar?
Bolsonaro não tem nenhum histórico de combate à corrupção em mais de trinta anos na política. Moro é quem enfrentou os grandes de praticamente todos partidos. Ele sabe que não poderia ser envolver na crescente podridão da família bolsonaro. Só os piores políticos, processados pela Lava Jato, sobraram no apoio ao presidente.
Que piada pronta esses fanáticos ao Deus Bolsonaro.
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