Secretário de Transportes de SP é preso por ordem de Bretas

Em mais uma decisão questionável, baseada em acusação sem materialidade, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, mandou prender o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy.

Reprodução/Instagram

Reprodução/InstagramBretas mandou prender secretário por suspeita de crimes anteriores ao mandato

O secretário de São Paulo foi ministro das Cidades no governo Michel Temer e foi preso por fatos relacionados a um hospital em Goiânia durante a administração de um adversário político. Nenhum dos fatos invocados tem conexão com a Justiça Federal do Rio de Janeiro. Em sua decisão, Bretas reconhece não haver a contemporaneidade de fatos que justificaria a prisão provisória.

Segundo a Polícia Federal, são cumpridos seis mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão em uma investigação de desvios na Saúde envolvendo órgãos federais no Rio e em São Paulo. Os alegados crimes são anteriores ao mandato de Baldy na Secretaria dos Transportes.

Marcelo Bretas, cujas decisões são repetidamente revogadas por falta de fundamento legal, mandou prender pessoas e vasculhar os domicílios de pessoas em Petrópolis (RJ), São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Goiânia e Brasília. De acordo com o G1, um pesquisador da Fiocruz, Guilherme Franco Netto, foi preso em Petrópolis.

As acusações elencam a eventual prática de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e após procedimentos de praxe, serão encaminhados ao sistema prisional, informou a PF em nota.

Professor Edson disse:
06 de agosto de 2020 às 10:04

Interessante o posicionamento da Conjur, "fatos antigos" , o caso Queiroz também são "fatos antigos", mas claro o posicionamento é outro.

Galo Furioso disse:
06 de agosto de 2020 às 12:30

Admirável o jornalismo do Consultor Jurídico, trazendo notícias sem juízos de valor. Achei particularmente relevante a fotografia do Juiz.

Servidor estadual disse:
06 de agosto de 2020 às 14:04

Anos trás o CONJUR era referência, agora traz uma matéria questionável como essa? Não só a foto do juiz, mas qual o embasamento para as criticas à decisão? Cadê o embasamento jurídico? O CONJUR precisa decidir se deseja ser uma revista de direito ou revista de política de esquerda (não que ser de extrema direita traga vantagem).

olhovivo disse:
06 de agosto de 2020 às 18:15

Peço vênia pra me abster de opinar sobre o acerto do mérito da decisão de prisão, pois não cabe fazê-lo por quem nem mesmo viu a capa do processo. Mas dois fatos são incontroversos: 1) a prisão preventiva virou instrumento de espetaculização do processo penal, moda morista de prender para dar visibilidade ao espetáculo, fama aos protagonistas perante a galera ignara e, por fim, demonizar e condenar por antecipação o mero investigado perante a opinião pública ignara; 2) são conhecidas as decisões desse jaez promanadas desse juiz, rotineiramente reformadas pelos tribunais superiores por fundamentações outras que não as autorizadas pela lei processual. Isso é fato... o resto é coisa de torcida facciosa.

Oficial da PMESP disse:
06 de agosto de 2020 às 19:12

Este site nunca escondeu o seu viés ideológico. Contudo nos últimos tempos essa “pelagem” tem aflorado de maneira espantosa e infelizmente tem prejudicado sobremaneira a composição das matérias aqui divulgadas. Como bem posicionado nos comentários – sem opinar sobre o acerto do mérito da decisão de prisão – qual a relevância jornalística para divulgar a foto do Magistrado em momento diverso do que a sua atividade profissional? Qual o embasamento jurídico para as críticas à decisão? Como certamente o articulista não trará respostas convincentes, fica a dica para a leitura de normas e procedimentos éticos que regem a atividade do jornalismo, principalmente a imparcialidade, definida pela BBC como a busca de uma pluralidade de fontes para a construção do texto jornalístico, de modo que nenhuma corrente de pensamento seja mal representada.

Limago disse:
06 de agosto de 2020 às 22:25

A boa prática jornalística recomenda que havendo um fato de interresse público, o mesmo deverá ser informado pra população. Este acontecimento será descrito, e, sempre, deve-se ouvir as partes envolvidas, visando a busca da verdade real desses fatos. Este produto final deverá ser levado aos leitores/ouvintes/telespectadores com TOTAL ISENÇÃO, ou seja, o veículo de comunicação NUNCA fará juízo de valor se aquilo está certo ou errado. Quem fará este julgamento será o leitor que é o destinatário deste produto. Contrariando esses preceitos éticos, constata-se que no Brasil existe a imprensa de direita e de esquerda. Cada qual, informa os fatos de acordo com suas convicções ideológicas. Isso é péssimo para a democracia. Urge mudanças para corrigir essa postura totalmente equivocada!

Vercingetórix disse:
07 de agosto de 2020 às 08:54

Que imagem é essa? Qual o embasamento jurídico para se afirmar peremptoriamente que não existe materialidade? Virou bagunça?

Estou em um site jurídico ou no site da Revista Caras? Isso aqui é site de fofoca?

Corregedor disse:
07 de agosto de 2020 às 09:00

CONJUR ombreando com os blogs mais obscuros. Impressão minha ou a chamada da "reportagem" imputa um crime ao magistrado? Comportamento esse que, justamente, a "reportagem" visou criticar.

Dalmars disse:
07 de agosto de 2020 às 09:55

Sem ver os autos ou o inquérito judicial, não há possibilidade de defender ou acusar, todavia a Conjur deve informar e se posicionar. Que negócio é esse de informação imparcial.

Samuel Pavan disse:
07 de agosto de 2020 às 10:27

"reportagem" apócrifa.
ConJur rebaixando-se a cada dia.

rengaw disse:
07 de agosto de 2020 às 11:27

"Em mais uma decisão questionável, baseada em acusação sem materialidade"
Tive a impressão de estar lendo a Folha de São Paulo.
Em que se baseiam a afirmação de "decisão questionável"? Tiveram acesso aos autos?

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