Uma menina de dez anos de idade é estuprada pelo tio. Ele a estuprava desde os seis anos. Engravida. Só isso já ultrapassa qualquer limite daquilo que se pode considerar uma tragédia.
Eis que… Eis que o Brasil consegue inovar. Um país tropical, abençoado por Deus, sempre disposto a cavar mais fundo no buraco epistêmico que cavamos já de há muito.
Não satisfeito com uma tragédia completa, um bando deu um jeito de ultrapassar o zero absoluto. Uma terrorista (terrorista, não "militante") divulgou que a menina estava prestes a fazer aborto. E deu o endereço.
A influencer (sic) ou coach (sic), Sara Winter (sic), fazendo o que mais sabe, terror digital, convocou seus correligionários a chamar o médico de assassino e fazer fiasco na porta do hospital. Um crime bárbaro é respondido por criminosos que barbarizam a barbárie.
Eis a charge que melhor representa isso tudo — esse moralismo tupiniquim:

Como dizer qualquer coisa diante disso? Sinto o que sentia Stefan George: Kein ding sei wo das wort gebricht. Que nada seja onde fracassa a palavra. O que dizer além disso?
A cena da súcia, da guilda, do valhacouto na frente do hospital é o retrato de nosso fracasso. E o fracasso é nosso, sim. Como deixamos isso acontecer? Quando foi que se tornou possível que essa gente fizesse isso? Cadê o constrangimento?
Dizem-se cristãos. Não é isso que dizem os Dez Mandamentos, que ensinam o amor ao próximo. Essa é a definição de amor ao próximo dessa turma? Adianta alguma coisa rezar depois de fazer uma barbaridade dessas?
O que Jesus Cristo diria sobre isso? Como escrevi outro dia (ver aqui), ouvi dizer que Deus resolveu lançar um dilúvio 2.0, salvando apenas os ateus. Sabem por quê? Porque os ateus, ao que se sabe, não matam, esfolam, destroem ou fazem discursos de ódio em Seu nome. Podem fazer tudo isso… porém, não o fazem invocando o nome de Deus. Por isso, a chuva já começou. Leiam todo o texto — anexado acima — sobre o dilúvio, para entenderem.
Essa gente não sabe o que faz. Ou sabe? Talvez eu não seja um cristão tão bom assim, porque acho que sabem bem. Sabem bem o que fazem. E sabem que sabem. E são fetichistas ideológicos da barbárie interior: sabem bem… mas fazem igual. Sabem bem, mas mesmo assim.
Uma menina de dez anos vira desculpa para extremistas fazerem fiasco na porta de um hospital, barbarizando a barbárie e violentando outra vez e outra vez e outra vez a menina que foi violentada.
Eles sabem bem. E eu não sei o que dizer. Palavra, que falta me faz.
Eu não perdoo. Eles sabem o que fazem. E esse país é um fracasso. Fechemos as portas e devolvamos a chave. Que vergonha. E que bom que eu ainda sinto vergonha: pelo menos isso.
Winter is coming. Pior: Winter is here! Já chegou. É mesmo um longo e tenebroso inverno.
Post scriptum 1: Proponho que o dia 17 de agosto seja declarado o dia nacional contra a intolerância! Eis minha sugestão!
Post scriptum 2: Falei na CNN: mais uma vitória de Dallagnol desidratando o CNMP e o Ministério Público estará como o General Pirro. Ganhou, mas perdeu. E perderá. Às portas de Roma, cumprimentado, Pirro disse, olhando suas tropas escangalhadas: mais uma vitória como essa e estarei lascado!
O CNMP deve ser fortalecido. Foi construído política e institucionalmente para manter uma espécie de paridade entre PJ e MP. Mas tem gente do Ministério Público que não percebe isso e quer acabar com o CNMP.
Em nome de idiossincrasias pessoais (já houve 41 adiamentos — sim, 41 adiamentos) de processos de Martinazzo Dallagnol, o CNMP vai sendo desidratado. Se um "mortal" tivesse uma causa com mais de 40 adiamentos, todos diriam: procrastinação. Fariam passeatas.
Sou insuspeito. Não nego o direito de defesa ao Deltan. Lutamos muito para isso. Basta ver nossa batalha pela presunção da inocência. Deltan tem todo o direito à prescrição, coisa que ele, meses antes, pregava nas redes como sendo uma excrecência e razão para impunidade. Claro: prescrição só é boa quando é a nosso favor, pois não?
Ah: em um novo processo, se até o dia 14 de setembro não houver julgamento, haverá nova prescrição. Ups. Essa prescrição…
Como ex-integrante do MP, lanço o lema: salvemos o CNMP!
E que o CNMP saiba que deve salvar-se a si. Como cristão, recomendo a leitura de Marcos, 3, versos 24 e 25. Para quem tiver preguiça, aí vai:
E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir;
E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir.
Temos que discutir todas essas questões diariamente, nas redes sociais, nos pontos de ônibus, nas estações de metrô, nos sites jurídicos. Temos que fazer "lives" com essas pessoas que se dispõem a ir à porta de um hospital para "demonizar" o médico diretor-clínico. Temos que debater, juristas e religiosos, sobre casos como esse. Tenho visto canais no youtube, de cariz religioso, divulgando irracionalidades sobre o caso. Doutor Lenio Streck, nada de fugir da raia. O senhor tem canal no youtube ativo, o senhor tem coluna em site jurídico, o senhor é frequentemente convidado para palestras e debates. Promova um debate multidisciplinar sobre esse caso. É necessário, a sociedade brasileira precisa sair da irracionalidade e enfrentar as questões com objetividade. Mais uma vez, apelo, Dr. Lenio entre em combate. Eu já estou envolvidas em outras pautas bastante absorventes, mas me coloco à disposição para colaborar no que puder.
Parabenizando o Prof. Streck pelo brilhante e certeiro artigo, não poderia deixar de ressaltar a (confirmação da) lição que todo esse triste e repugnante episódio nos traz:
A de que as piores crueldades e os mais tenebrosos criminosos se escondem com o falso manto da virtude: tão ou mais terrível que o crime animalesco cometido pelo tio, é a SELVAGERIA cometida por esses "piedosos" cristãos contra essa criança, xingada, perseguida e atormentada por essa fauna despida de qualquer noção de decência e humanidade.
A sublimar o dantesco, faltou obrigarem a criança, menina casar com o estuprador, considerado assim 'reparado o dano'.
A dúvida é se a inquisição medieval conseguiu alçar tamanha perversidade quanto este, tudo em nome da cruz.
Cristo aqui estivesse, empunharia o chicote com o qual açoitou e expulsou os vendilhões do templo, fazendo correr estes perversos em nome da cruz.
A propósito de vendilhões do templo, vicejam no Brasil. Impérios econômicos mercê de mercadores a fé.
A sublimar o dantesco, faltou obrigarem a criança, menina casar com o estuprador, considerado assim 'reparado o dano'.
A dúvida é se a inquisição medieval conseguiu alçar tamanha perversidade quanto estes, tudo em nome da cruz.
Cristo aqui estivesse, empunharia o chicote com o qual açoitou e expulsou os vendilhões do templo, fazendo correr estes perversos em nome da cruz.
A propósito de vendilhões do templo, vicejam no Brasil. Impérios econômicos mercê de mercadores da fé.
Parabéns pelo texto Professor Lênio.
Realmente vivemos dias de total incoerência cristã, nem mesmo humana, para dizer a verdade.
Uma manifestação contrária ao mandamento divino que só faz piorar a imagem daqueles que se dizem de fé cristã. O Cristo certamente teria vergonha dessas atitudes.
Escrevo corado de vergonha. O fado de tais pessoas será o mesmo que dos fariseus hipócritas do tempo do Bom Mestre!
Grato por ter homens que são sensíveis ao que Jesus ensinou.
Prezado Dr. Celso Tres.
Houve quem, em rede social, sugerisse o tal casório, pois a criança já teria, pasme-se, "vida sexual" com o agressor.
Voltamos, sem dúvida, ao medievo.
Faltam palavras para o que a menina sofreu e o aborto foi nova violência, agora contra duas crianças. Mas não são só haveria profissionais do Direito que seriam contra a ciência jurídica, haveria esculápios também que não defendem a vida: esse já seria um tema para o professor, na linha do que vem sabiamente pregando em metalinguagem. Talvez um tema mais importante tenha deixado de ser trazido pelo professor Lênio, qual seja, a ideia de que uma vida vale tanto quanto outra (como em muitos artigos ele defendeu, acertadamente, por exemplo, ao mencionar uma série de TV em que um presidente precisa de transplante de órgãos mas vai ter que esperar a fila). Qual a constitucionalidade de escolher entre uma vida e outra se ambas poderiam ser salvas? E, em termos de direito, o nascituro é o que tem menos voz, é o que mais precisa de defesa, mereceria uma presunção de inocência antes de sua condenação (para os que acreditam que a vida desde o início).
Feliz ou infelizmente, vocês retiraram o comentário com a citação da Madre Teresa de Calcutá. Eu ia dar uma resposta grosseira, muito grosseira mesmo. Como o comentário foi removido, limito-me a dizer para aqueles que acham que o aborto não é solução em caso de estupro que uma, duas, três, quatro, inúmeras gestações em caso de estupro não são solução para nada, muito pelo contrário, são um grave problema individual e social. E é isso o que já acontece, lamentavelmente, com algumas meninas/mulheres violentadas e acontecerá coletivamente, se esse grave problema de violência contra as mulheres no Brasil não for devidamente tratado por todos os profissionais da área e pela sociedade.
Em casos como esse, a criança é verdadeira "escrava sexual" do agressor, ou seja, engravida várias vezes. E algumas filhas da vítima também se tornam escravas sexuais e engravidam. Qual a sua opinião sobre essas vidas ?
É uma tragédia abominável, sem dúvida, e o fracasso maior não está apenas no terrorismo digital de uma aspirante a um cargo político, e que, com certeza, vai prosseguir, se não com ela, com seus correligionários e simpatizantes e, também, na ditadura do politicamente correto.
A tragédia maior está na interpretação de que a solução é [foi] o aborto!
As perguntas “quando foi que se tornou possível que essa gente fizesse isso?” e “cadê o constrangimento?” já foram respondidas por Madre Tereza quando advertiu:
“Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obterem o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto.”
A barbaridade sofrida pela criança vítima dos contumazes estupros está [já estava] consumada. Como a morte de outra criança (ou nascituro) pode alterar isso?
O feto com 20 a 22 semanas, no 5º mês de gestação, já tem tecidos, ossos, unhas e órgãos, tanto que consegue digerir o líquido amniótico. É até titular de direitos de personalidade, entre os quais o de viver (REsp nº 1.415.727/SC), de receber doação (art. 542 do CC), de ser curatelado (art. 1.779 do CC) e de receber especial proteção em atendimento pré-natal (art. 8° do ECA).
Só não pode se defender da pena de morte que lhe será infligida pelo establishment progressista tupiniquim!
Pena essa, aliás, que jamais será imposta ao estuprador!
São vários pesos e muitas medidas, mas nenhuma sob a perspectiva do abortado, que é tão ou até mais vítima do que a criança que sofreu a violência!
A menção ao pensamento de Madre Tereza sobre o aborto não imprime contornos religiosos à questão, como pode, a princípio parecer, mas, ao contrário, propõe... (continua)
...uma reflexão filosófica muito mais ampla dos princípios que devem pautar o direito e as leis, haja vista outras de suas celebres ponderações sobre o tema:
“Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.”
“Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos de AIDS [hoje o COVID-19], mas matar crianças inocentes não nos assusta. O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra.”
“Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança – um assassinato direto da criança inocente – assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros?”
“Se a lei permite o aborto e a eutanásia, não nos surpreende que se promova a guerra!”
“O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas. Ninguém tem o direito de matar um ser humano que vai nascer: nem o pai, nem a mãe, nem o estado, nem o médico. Ninguém. Nunca, jamais, em nenhum caso. Se todo o dinheiro que se gasta para matar fosse gasto em fazer que as pessoas vivessem, todos os seres humanos vivos e os que vêm ao mundo viveriam muito bem e muito felizes. Um país que permite o aborto é um país muito pobre, porque tem medo de uma criança, e o medo é sempre uma grande pobreza.”
Enfim, vê-se que a divisão citada em Marcos, 3:24,25 não é restrita à intolerância de extremistas como esses na porta do hospital, mas também daqueles que ainda enxergam, como direito, a morte de um ser humano que vai nascer!
Como a morte do nascituro faz justiça em casos como esse e tantos outros? Sob essa ótica, haveria mais justiça na morte do agressor! Ou não? Na minha opinião, esses abusos são abomináveis e os agressores, uma vez condenados, deveriam ser segregados da sociedade em caráter definitivo, como uma medida perpétua de segurança, pois padecem de algo que é incurável. Também na minha opinião, às vítimas da agressão sexual caberia um constante acompanhamento psicossocial, sem prejuízo da justa indenização, e, ao nascituro, a vida!
Interessante, se o sexto mandamento diz : " não matar", então todos aqueles que se manifestam contra um ato de assassinato estão em desacordo com os desígnios de Deus ? Então nesse caso, um homem/mulher, que se manifesta em favor da vida e do seu valor intrínseco é motivo de chacota para com os princípios fundamentais.
“Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.”
Que a madre teresa possa iluminar seu intelecto.
Quantas crianças o senhor adotou ? Quantos filhos adotivos o senhor tem ? Certamente, o senhor não desconhece as tristes estatísticas de crianças em orfanatos. Só os bebês brancos e saudáveis são adotados. Os outros crescem nos orfanatos. Conheci uma moça, funcionária de um escritório onde trabalhei, que cresceu num orfanato. Quando atingiu a maioridade, arranjou um emprego e constituiu sua própria família. Não relatou abuso físico, mas falava com frequência sobre o assédio moral que sofria dos funcionários da instituição onde cresceu.Ela dizia que era comum dizerem para eles levantarem as mãos para o céu por terem aquelas funcionárias e funcionários para cuidarem deles, pois "os pais deles os enxotaram". Há muitos outros casos de órfãos abusados, traficados e torturados. Então, simplesmente dizer que aborto não é solução, mas que a adoção é a solução, é tão distante da realidade quanto ignorar, sem ao menos perguntar, os sentimentos da mulher/menina violentada e que engravida dessa violência. As pessoas são diferentes, além de terem metabolismo diferente, têm mente e sentimentos diferentes. Conheci uma mulher que foi estuprada e engravidou e criou o filho com amor. Acontece que nem nós mesmos podemos prever como vamos reagir em determinadas situações. Algumas vítimas superam rapidamente um trauma de violência, outras demoram muito tempo e também há aquelas que nunca superam. Por outro lado,também há vítimas capazes de superar o trauma e ainda perdoar o agressor.A questão é que ninguém tem o direito de dizer como o outro deve sentir ou como superar um trauma de violência. Cada pessoa sabe de si e de seus limites e devem ser respeitados. É muito fácil para o senhor falar, o senhor nunca vai ficar "grávido".Acho que homem não tem legitimidade a opinar.
Se conseguir, procure imaginar-se na situação da mulher violentada e grávida. Não passaria pela sua cabeça acabar com a própria vida ? Não passaria pela sua cabeça como conseguiria viver e criar a criança ? O senhor confundiu as coisas, a justiça, no caso, é a punição a ser aplicada ao agressor. A autorização legal para interromper a gestação diz respeito aos direitos da vítima, que, há muito tempo, vêm sendo relegados a último plano pelo legislador, pelos profissionais e estudiosos da área jurídica. Dr. Ayala, a vítima também tem direitos e o senhor não tem o direito de impor as suas escolhas para quem quer que seja.
A Madre Teresa de Calcutá sempre foi bem apresentada pela grande mídia (cada vez mais desmascarada) como uma freira religiosa e incansável em seu trabalho para acolher os necessitados. Justamente por causa de sua visibilidade midiática, recebeu milhões de dólares em doações de pessoas físicas e jurídicas do mundo inteiro. Houve denúncias de desvio, lavagem de dinheiro e outros ilícitos, mas, até o falecimento da freira, nenhuma investigação chegou a uma conclusão muito menos processo foi julgado. No entanto, no documentário "Hell's Angel", da televisão britânica, em 1994, os roteiristas Christopher Hitchens e Tariq Ali mostram imagens das péssimas condições dos abrigos da Madre Teresa e depoimentos de pessoas que lá trabalharam como voluntárias que afirmam que ela nada fazia para tomar cuidados básicos como, por exemplo, esterilizar seringas e agulhas que eram reutilizadas inúmeras vezes. O documentário está disponível no youtube https://www.youtube.com/watch?v=NJG-lgmP vYA
Que cada um veja as imagens e julgue por si mesmo.
É muito preocupante ver o que aconteceu no hospital no caso da menina . Desde o início, quando, ao que foi divulgado, passou a ser abusada desde os seis anos de idade, dentro de casa, pelo próprio tio, só vindo a público (?) tal situação de extrema violência quando a menina engravidou ao dez anos de idade. A Justiça foi "lenta" para tomar a providência da interrupção da gestação. Várias fontes nas redes sociais dão conta de que o hospital público no ES, onde a menina mora, não tinha profissional para executar o procedimento. Alguns dizem que médicos se recusaram por "objeção de consciência".Houve um caso anterior e semelhante, também naquele Estado, no qual o médico que realizou o procedimento, que era católico, foi excomungado. Quer dizer, a "objeção de consciência", para os "defensores da vida", só vale quando coincide com os preceitos religiosos que defendem. Pois é, depender do serviço público no Brasil é essa panaceia, mas fica pior, porque, como todos sabem,os dados pessoais da menina assim como o hospital em Recife, no qual seria atendida para o procedimento, tornaram-se públicos. E o sigilo da intimidade da criança ? Óbvio que há servidores públicos envolvidos nessa divulgação abominável. O que mais preocupa é o "confronto" de grupos na porta do hospital. Se estavam ali para "defender a vida", colocaram em risco muitas pessoas de lesões corporais e até óbito. Muito preocupante. Os dois grupos têm preocupações legítimas e louváveis, mas a forma de agir, a meu ver, foi totalmente desastrosa e perigosa. Deveriam unir-se para promover um controle social sobre as instituições que abrigam crianças órfãs. Deveriam unir-se para acompanhar denúncias de abuso infantil, não somente sexual, mas também trabalho infantil e tráfico de órgãos. Enfim, unir-se
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