Governo de Rondônia censura clássicos da literatura

Começou a circular nesta quinta-feira (6/1), nas redes sociais, um memorando da Secretaria de Educação de Rondônia com uma lista de livros que deveriam ser recolhidos das escolas por serem classificados como “conteúdos inadequados” a crianças e adolescentes.

Reprodução/Facebook

Coronel Marcos Rocha deve ser o primeiro governador a ingressar nas fileiras do novo partido do presidente Jair Bolsonaro
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A lista reúne obras de alguns dos principais autores brasileiros como Machado de Assis, Caio Fernando Abreu, Carlos Heitor Cony, Euclides da Cunha, Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues, Mário de Andrade e Rubem Fonseca. Nem mesmo clássicos da literatura universal como “O Castelo”, de Franz Kafka, e “Contos de Terror, de Mistério e de Morte”, de Edgard Alan Poe, escaparam da censura.

A versão inicial do secretário de Educação Suamy Vivecanda foi de que tanto a lista como o memorando eram falsos. Após ser confrontado pela Folha de S.Paulo, com imagens do documento dentro do sistema da pasta, ele afirmou que não acompanhou os trabalhos da secretaria durante a semana e que as obras não seriam recolhidas.

O governador é o coronel Marcos Rocha (PSL-RO). Aliado do presidente Jair Bolsonaro, já declarou que pretende deixar sua atual legenda para ingressar nas fileiras do Aliança. Deve ser o primeiro governador a se unir à nova legenda.

Confira abaixo reprodução de memorando que pede recolhimento de livros "inadequados" em Rondônia:

Reprodução

Marcos Alves Pintar disse:
06 de fevereiro de 2020 às 23:22

Difícil de acreditar, mas não estamos no ano 1.300 e sim no Brasil, em 2020.

Tarcísio Júnior disse:
07 de fevereiro de 2020 às 06:50

Dizem que a internet deu voz aos idiotas mas existem políticos que ultrapassam os limites da ignorância. Fundamentalistas nas ideias de terra plana, criacionismo e queima de livros. Com certeza são provas da reencarnação de espíritos da idade das trevas (idade média) e que não aceitam o iluminismo até hoje!

David Fares disse:
07 de fevereiro de 2020 às 08:52

Será que os altos administradores do governo de Rondônia conhecem a história e a vida de Machado de Assis? Será que os altos administradores do governo de Rondônia já leram alguma obra de Machado de Assis?
Acho que o finado Jarbas Passarinho deve estar se revirando no caixão!
Parafraseado o Min. Marco Aurélio: "VIVEMOS QUADRAS DIFÍCEIS"!

Paulo Henrique C. Almeida disse:
07 de fevereiro de 2020 às 09:23

Infelizmente esta vivendo uma época em que a censura esta sendo institucionalizada e Legalizada! isso acaba com qualquer direito a livre a livre escolha. a Leitura amplia o vocabulário de quem a lê, e evita erros linguísticos esdrúxulos como do Ministro da Educação

L.F.V., LL.M disse:
07 de fevereiro de 2020 às 10:03

Faltou à matéria esclarecer a destinação da tal lista. Que efeitos pretendia? Catalogar obras por "conteúdo inadequado" nos tempos da internet é, por certo, atitude além de tacanha, contraproducente (quem sabe até incentive adolescentes a buscar os clássicos pelo sabor do proibido, aos ventos da curiosidade).
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Censura é obstar circulação. A tal secretaria pretendia fazê-lo? Sequer dispunha de meios, caso o pretendesse? Ou não passa de mais um feliz casamento entre megalômanos de segundo escalão e manchetes caça-cliques engajadas?

joaovitormatiola disse:
07 de fevereiro de 2020 às 14:21

A gente consegue se livrar de um bando de malucos ideológicos pra cair na mão de outro. Pelo menos os malucos de agora sabem que não é bom gastar mais do que se ganha (apesar de alguns economistas mundo afora agora estarem defendendo que é só imprimir mais dinheiro). Tomara que um dia os malucos fiquem longe do poder.

Silveriojf disse:
11 de fevereiro de 2020 às 11:15

Levaram ao poder um tipo de gente perigosa, de extrema direita que em tudo quer ver sua marca reacionária estampada. Nesse Brasil do retrocesso que vivemos em âmbito federal e em alguns estados temos de ficar atentos, atentos a todas tentativas de censura e opressão, se deixar implantam uma ditadura para fazerem o que querem, e nada querem de bom.

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