Poderia ser assim o comercial do Brasil de antigamente. Peguemos, como exemplo, o café, “coisa bem brasileira”.
O cenário: uma antiga fazenda de café. Algo do tipo Casa-Grande, compreendem? Os personagens: dois recém-casados, caucasianos, que, ao acordarem, encaminham-se ao café da manhã (servido por uma empregada doméstica não caucasiana).
Corta! Cena 2: A câmera mostra os “colaboradores” da “casa-grande” se encaminhando para a plantação, com ferramentas rudimentares (típicas “daqueles tempos”).
Corta. Cena 3: O lindo sol raia no horizonte enquanto os campesinos se afastam e o belo casal, vestindo roupas brancas (assepsia, é claro!) senta-se à mesa, ornada com toalha rendada e com xícaras de fino porcelanato.
Corta. Cena 4. Os patuleus já estão na plantação.
Corta. Cena 5, final. O café sendo servido. Fumegante, denso (quase ontológico!), saboroso… e uma voz vigorosa, meio rouca, em off anunciando, algo como “Café Marca Tal: os bons tempos estão de volta!” Fim. Palmas. Prêmio melhor propaganda.
Há nessa peça de ficção acima a representação de um imaginário que (ainda) permeia as relações de trabalho em Pindorama. Reflexos de uma cultura escravagista e segregadora que se manifesta, ora sutilmente, ora explicitamente.
Substituamos Café por Carrefour. E, pronto. A voz em off, gutural, dirá: “Carrefour do Brasil: os bons tempos estão de volta”.
O que falta? Falta alguém perguntar: bons para quem, cara pálida?
Pois o episódio da morte do cidadão no Carrefour em Porto Alegre é apenas mais um capítulo desse longo enredo. Só que não é ficção. É pura realidade.
Há algo nisso tudo algo que lembra o Brasil de antigamente. De um Brasil velho que teima em não morrer e o novo Brasil que não consegue nascer.
O Carrefour já é reincidente (aqui). Despiciendo falar algo a mais, a não ser que está madura uma ação de dano moral coletivo, como falei aqui. Claro que o fato da morte no Carrefour-Passo da Areia (Porto Alegre) transcende (e como transcende) a um caso individual. Digamos que pode se tratar da abertura de um importante precedente judicial. Um caso de “carteirinha”! De cair em concurso público.
Fico pensando como as pessoas de fora veem o Brasil. Inclusive os franceses do Carrefour. Como aqui é uma terra “selvagem”, há que cuidar e proteger bem os bens da Casa-Grande. Afinal, tem gente no Brasil “que não sabe o seu lugar”. Algo como espalhar a “notícia” de que “manga com leite faz mal, para impedir o furto de mangas…”! Contrata-se firmas de segurança meia-boca e, pronto. E uma senhora vestida de branco para filmar (aliás, qual é o papel da filmadora?)
O CEO da empresa (ou o gerente ou o subgerente ou o sub-subgerente, com delegação) deve dizer: “- Façam o que for necessário para proteger a empresa. Mas, por favor, não me contem nada. Não quero saber como farão”. Mais ou menos como nos filmes, quando um mafioso diz: “- Resolvam aquele problema com aqueles senhores do bairro tal”. O segurança, para ser agradável, diz: “Chefe, vou…”, e é interrompido bruscamente:” – Não me diga nada, já falei. Não quero saber”.
Isso se chama hiperterceirização. Nestes tempos de uberização, basta um computador para montar uma empresa de segurança. Essa hiperterceirização pós-moderna, além de tirar empregos, ocorre quando não somente se terceiriza o trabalho, mas também a avaliação moral, ética, humanitária. Às favas a dignidade da pessoa. Abra-se licitação para contratar a empresa de segurança “Patadas, Socos & Picaretas Ltda”, que é mais barata.
Para além do que ocorreu (mais de uma vez) no Carrefour (e não só no Carrefour), precisamos falar sobre empresas de (in)segurança, Kevin (se me entendem a ironia a partir de Lionel Schriver, quem escreveu o famoso livro “Precisamos falar sobre o Kevin”, menino que matou a metade dos seus coleguinhas de escola com arco e flecha).
Hoje em dia os mais humildes, pobres e principalmente “não caucasianos” (permitam-me o alto grau de sarcasmo) correm sério risco de vida nos shoppings chiques e nos grandes supermercados. Está sempre na encruzilhada (outra dose de sarcasmo) entre apanhar, ser humilhado ou até morrer.
Não me admira que alguma empresa seguradora, para aproveitar o momento, venda seguros para empresas como Carrefour, para cobrir despesas de indenizações por espancamentos, humilhações e quejandos.
Por isso, um dano moral coletivo pesado é necessário. Não há impedimento legal. A lei tem, também, o caráter de prevenção geral.
Vejam um bom exemplo: quantas conduções coercitivas houve depois de o STF julgar inconstitucional essa excrecência? Nenhuma. Por que, será? Está aí a lei do abuso.
Porque a lei (também) interdita. Pelo menos em um Estado de Direito. Ou fundamentalmente delimita a fronteira – enfim, qual o caminho a ser tomado quando estivermos na encruzilhada – entre civilização e barbárie.
Numa palavra final: continuo extremamente intrigado com o papel (função) da senhora que filmou a barbárie. O que ela estaria dizendo para os dois assassinos? Mistérios da hiper-realidade. Será que ela queria postar no seu face?
Ainda: dados do Ibovespa mostram que o CEO do Carrefour recebe 360 vezes o salário de um funcionário médio da empresa. Nesse valor devem estar os lucros da precária terceirização, pois não? Claro: menos gastos com terceirização, mais lucro, mais bônus.
Precisamos falar sobre racismo, violência, terceirização, dignidade… Não pode haver aí um ponto surdo do discurso, para usar um conceito do psicanalista Mauro Mendes Dias.
Afinal, não dá para “voltar aos bons tempos” ou a um “Brasil de antigamente”, pois não?
Agora é um caminho de não retorno!






Lenio é um sopro de sensatez no debate público.
Esse racismo estrutural aflora no mundo jurídico também viu professor, responde professor quantos negros trabalham com o senhor? Responde, quantos advogados negros o senhor conhece e responde por fim quantos negros escrevem aqui na Conjur e são chamados de "especialistas".
Criaram uma mensagem diante um fato e omitiram outros fatos. A mensagem é a verdade? Qual a ação que gerou reação? Qual a bibliografia dos envolvidos?
O que acontece no Brasil é algo dantesco: mais um negro é vítima de violência brutal. É espancado até a morte. Pessoas filmam e não pensam em intervir para fazer cessar a selvageria. Omissão imprópria escancarada. O debate público se divide naqueles que entendem que a conduta é oriunda de um racismo estrutural enraizado na tradição brasileira. E aqueles - inspirados pela síndrome imbecilizante representada pelo seu mestre maior, o PR - que entendem que não existe racismo no Brasil e que a conduta dos seguranças foi desmedida. Tratou-se somente de mais um homicídio. Como estou livre desse vírus (o da ignorância), digo: foi homicídio motivado por racismo. Fosse a vítima branca e de "origem européia" esse espancamento jamais teria ocorrido. E a comprovação dessa assertiva não demorou a vir: qual foi o tratamento alcançado à "advogada internacional" que proferiu uma dezena de ofensas homofóbicas e racistas? E se fosse o Beto? Disso tudo, só espero algo: que possamos superar de vez isso. Que possamos, em um curto prazo, curar aqueles que estão acometidos com o vírus da ignorância e da síndrome imbecilizante. 2022 está aí. Os EUA, terra do movimento Black Lives Matter, já tomou a sua decisão.
A responsabilidade social das empresas deveria ser proporcional a sua capacidade financeira como ocorre nos EUA. Isso não se resolverá com conselhos, mas com indenizações milionárias que restituam de alguma forma os prejuízos que as pessoas tiveram.
E no caso de vidas humanas os valores deveriam ser astronômicos com julgamentos rápidos e sem enrolação. Só assim estas empresas agiriam de forma mais consequente. Os valores indenizatórios, hoje, são insignificantes. Tivemos os casos de Sobradinho, Mariana, do Flamengo, etc.
Excelente artigo. Vamos lá, Dr. Lenio, denuncia a "terceirização" do poder político dos parlamentares, ministros do STF e do executivo para empresas transnacionais "com sede no Brasil". Avante !!!
"The Corporation - legendado"
https://www.youtube. com/watch?v=Zx0f_8FKMrY
Perfeito em forma (filme mas não só isso, de propaganda) e conteúdo: não apenas discriminação racial mas de classe sócio-cultural. Convido a assistir e a refletir sobre "La loi du marché", França, 2015, Stéphane Brizé. O renomeamento do filme para o inglês e, claro, o Brasil ("The measure of a man" e "O valor de um homem") não conseguem apagar a intenção do nome-trocadilho original. O filme é apenas uma gota d'água num copo vazio mas... bem, como é que se faz para interromper essa escalada de violência que se tornou o "marché" se não primeiro através da consciência dos danos à sociedade? Não sei se tem nos streamings mas há nos torrents e sites de legenda da Internet.
Eu quero pedir licença e agora usar esse espaço para fazer uma breve reflexão jurídica sobre esse triste caso, agora com a diminuição da lacração, da imbecilidade e da parcialidade da imprensa ativista do Brasil vamos refletir tecnicamente sobre o ocorrido, até o presente momento não conseguir achar uma única prova que indica crime de racismo nesse caso por parte dos assassinos, não existem testemunhas, não existem áudios e não existem provas reais que a perseguição se deu pela cor do indivíduo, existe sim um crime de racismo estrutural mas isso é algo nacional e se encontra na raiz desse país não podendo imputar isso ao assassinos, poderia ao Carrefour mas não aos pacientes, outra coisa muito importante também, todo mundo que teve a oportunidade de conhecer o código penal desse país sabe que o crime tecnicamente encontra-se em três vertentes da lei de homicídio, homicídio culposo, homicídio simples ou homicídio privilegiado, é notório que a ação da vítima dando um soco nos assassinos contribuiu infelizmente para o final trágico, eu quero deixar claro que sou contrário absurdamente, esse tipo de crime assim como aquele que o STJ desqualificou. Dois rapazes matam a socos e pancadas um jovem na saída da boate por ter apenas esbarrado em um dos assassinos na saída do banheiro, a Conjur tem aí esse caso ,mostra aí, sem lacração por favor, vamos pedir ao legislador modorrento para mudar a lei e deixar explícito a qualificadora nesses homicídios, isso até agora ninguém pediu.
O Senhor João Alberto Silveira Freitas foi convidado a se retirar do local de compras por dois seguranças, que atenderam um pedido de uma funcionária, por ele importunada. ca/noticia/2020/11/camera-mostra-soco-de -joao-alberto-em-seguranca-antes-de-ser- espancado-ate-a-morte-ckhrxf94u001501378 igq1a6u.html) cujo erro, somente, foi a reação desproporcional.
E ele não possuía ficha limpa, pois foi acusado de lesão corporal, ameaça, violência doméstica e porte ilegal de arma. Assim, como o Carrefour, que também tem ficha suja, como indica o texto.
Pela ficha criminal da vítima, presume-se que ela incomodou a funcionária.
No momento da saída, ele deu um soco no rosto de um dos seguranças (https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguran
A própria vítima gerou o problema.
Aqui, no Brasil, não se consegue analisar, objetivamente os fatos.
Tudo é carregado de emotividade.
Também, pudera.
Como disse Sérgio Buarque de Holanda, somos adeptos do compadrio, do paternalismo, emotivos, instáveis (a própria vítima e seus algozes demonstraram esse tipo de comportamento), arredio à disciplina (no momento em que saia do supermercado o Senhor João Alberto agrediu um dos seguranças) e individualista.
Não existiu racismo, mas reação desproporcional a uma ação.
Nada mais.
Claro que houve excesso, claro que erram em tudo, claro é lamentável a perda de uma vida humana, mas realmente não se pode falar em racismo, já se sabe que os ânimos entre as partes estava acirrada, a empresa deveria ter tomado providências para conseguir na Justiça que a vitima não mais frequentasse seu estabelecimento, já que este sempre causava problemas. Claro que isso não justifica nem de longe a morte de um ser humano independente da cor de sua pele. Mas, o mas triste é ver os "ditos civilizados", progressistas e democráticos comandando a quebra do mercado. Foi triste ver o desespero de uma colaboradora (afro brasileira) tentando apagar o fogo que os inconsequentes atearam. Vamos expulsar o Carrefour? Ok e os empregos? A terceirização é ruim? Mude-se a lei, bom deixar claro que essa é uma tendencia que começou lá atrás com FHC.
Ao contrário do outro "post" em que a maioria foi seduzida pelo canto da sereia e acompanhou os "sentimentais", vamos para outra realidade.
FOLHA DE SÃO PAULO, 23 DE NOVEMBRO DE 2020
"Dois em cada três policiais assassinados no Brasil são pretos ou pardos" -"Vivendo em periferias e com postos de baixa patente, negros se expõem mais, dizem especialistas"
Rogério Pagnan
SÃO PAULO
O soldado Vitor de Oliveira Farias, 33, estava de serviço na região do Jardim Ângela, extremo sul da capital paulista, na manhã de 23 de junho do ano passado, quando recebeu a comunicação de um roubo em andamento. Foi até o local e conseguiu render um ladrão. r/cotidiano/2020/11/dois-em-cada-tres-po liciais-assassinados-no-brasil-sao-preto s-ou-pardos.shtml?origin=folha).
Surgiram, porém, dois outros criminosos em uma moto e passaram a atirar contra ele. O PM chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Morreu deixando mulher e sete filhos.
Dados do Anuário 2020 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que o caso de Farias não é isolado. A maioria (65,1%) dos 172 policiais assassinados no Brasil em 2019, de folga ou em serviço, era como ele: negro"
(https://www1.folha.uol.com.b
Rapaz, eu não sabia que vigora no Brasil o princípio da culpa presumida. Quer dizer então que o fato do camarada se acusado - não sei nem se condenado - por lesão corporal, presume-se, por absurda lógica, a culpa? Ademais, ainda que houvesse tomado alguma atitude - violenta ou não - contra a funcionária, não há legitimidade para os seguranças matarem. Simples. Qual o procedimento? Imobilizem e contatem as autoridades competentes. Justiçamento não é direito dentro do Estado de Direito.
Num passado não tão longínquo, antes da farsa eleitoral financiada por robustas contribuições de "universidades" nas campanhas nada republicanas do monarca "Abraço de Urso", a OABSP valendo-se de seu vigoroso EAOAB e dos preceitos constitucionais para a edificação e conservação dos pilares que mantinham o estado de direito, ajuizava Ações Civis Públicas contra bancos e empresas de leasing na maxidesvalorização do real proporcionada pelo vendilhão e canalha príncipe FFHH.
1ª VARA CÍVEL FEDERAL DE SÃO PAULO
PROCESSO N.º 1999.61.00.004437-1
AÇÃO CIVIL PÚBLICA
AUTORA : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – SECÇÃO DE SÃO PAULO
RÉUS : EXCEL LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL E OUTROS
É que a Lei Federal nº 8.906, de 14 de julho de 1994, cujo artigo 44 está assim redigido:
" Art. 44 – A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, serviço público, dotado de personalidade jurídica e forma federativa, tem por finalidade :
I – defender a Constituição, a ordem jurídica, o Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.
II ..."
determina essa prerrogativa suprema de defesa dos Direitos Humanos e da Justiça Social.
Hoje, contudo, nas ruínas, após ter passado o vendaval da caravana voraz de Abraço de Urso e seus frequentadores de subterrâneos nas comissões e direção da OAB, esta e seus comensais nem sequer se dá o trabalho de conceder uma miserável entrevista indignada sobre o assassinato cruel, por emboscada, à traição, mediante recurso que impossibilitou a defesa de um CONSUMIDOR-AFRODESCENDENTE no porão do supermercado colonial gaulês que tanta safadeza, tortura e covardia proporcionou às colônias que se libertaram.
Ora, Lênio, até vc enxergou racismo no episódio?
O que vi foi um cliente perturbar uma funcionária, ser convidado a retirar-se do estabelecimento e, no caminho até a garagem, agredir um segurança...
Foi isso que vi; nada que justifique a desproporcional e excessiva reação dos seguranças, mas ainda assim nada que apontasse algum racismo...
Bela opinião no artigo, entre outras comentadas!
No entanto, há no enredo uma pessoa NEGRA que atiçou a selvageria, quis dar ar cinematográfico com o vídeo que fazia e tentou calar o informante do bem que pedia a interrupção dos três minutos de homicídio.
A Sra. NEGRA teria praticado racismo contra sua própria raça?
Enfim, não passa de mais um dos tantos crimes que ocorrem contra negros e brancos pela vezeira omissão das pessoas (havia várias ao redor). Pior ainda, porque a NEGRA queria "queimar" o informante do bem, a fim de tentar ocultar o crime que fora partícipe.
O crime ocorrido, como tantos outros, é só mais uma faceta do caldo de corrupção cultural em que estão misturados os brasileiros de todas as raças, crenças, classes econômicas etc.
A corrupção é tamanha, pela omissão e conivência das pessoas, que aqui ou ou acolá, às vezes, acaba ocorrendo outra forma de corrupção: aquela que o sangue aparece.
O articulista desenvolve um enorme esforço lastreado em princípios jurídicos para eleger como único culpado do ocorrido o supermercado, sugerindo a responsabilidade por danos moriais de modo coletivo. Teria toda a comunidade brasileira sofrido danos morais?Devaneio jurídico. Argumentações jurídicas que desmerecem a advocacia. As causas dessa tragédia, dessa barbárie, são várias, entre as quais a vergonhosa concentração de renda, mas não podemos esquecer o instinto violente do povo brasileiro que mata mais de 60.000 indivíduos por anos. Nós não conseguimos educar os brasileiros, os governos não demonstram efetivo interesse nesse sentido; nós não conseguimos formar as nossas famílias, que é a base da sociedade. Enfim, o que ocorreu na Carrefour não é fato isolado. É a nossa realidade diária, infelizmente.
Você faz uma leitura insulada e equivocada de meu contrário.
Leia e releia.
Dr. Koch, com todo o respeito, entendo que o senhor só enxergou a árvore e não a floresta, ainda que tenha se referido à "nossa realidade".
O Prof. Lenio como sempre é cirúrgico ao apontar que o racismo institucional repercute as mazelas de um Estado que não conseguiu implementar as conquistas básicas da modernidade.
Oque seus olhos vêem quando olham para a favela?
As imagens gravadas dão conta de uma agressão injustificada. Isso é certo. A Delegada responsável pelo caso investiga as possibilidades. Tanto pode ser racismo ou não. Foi lançado um julgamento sobre o racismo, sem sequer aguardar o fim do inquérito. Isso é pré-julgamento, assim como o é o pré- conceito. Homicídio, sim. Racismo? Será?!!!
Basta ver o q esse supermercado fez e faz até mesmo na França. Esta introjectada a cultura racista. Por certo q deve pagar coletivamente por seu histórico de senhor da casa grande
" O Espetáculo do Telejornal e a (re)construção da Opinião Pública sob a perspectiva Luhmanniana ", de autoria de Francisco Renato Silva Collyer
Disponível em https://jus.com.br/artigos/66937
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