
A indicação da juíza Amy Coney Barrett à Suprema Corte dos Estados Unidos foi aprovada nesta segunda-feira (26/10) pelo Senado americano. A câmara alta daquele país tem maioria republicana e, por isso, o resultado já era esperado. Foram 58 votos favoráveis à juíza e 48 contrários. Todos os democratas tentaram barrar a nomeação. Entre os republicanos, apenas uma senadora se opôs.
A cadeira da Suprema Corte ficou em aberto após a morte da juíza progressista Ruth Bader Ginsburg, aos 87 anos, em setembro. Amy Coney Barrett tem 48 anos e é uma católica de perfil conservador.
A indicação de Trump gerou controvérsias nos Estados Unidos por ser feita em ano de eleição presidencial. Em 2016, quando morreu o juiz conservador Antonin Scalia, o então presidente Barack Obama foi proibido de indicar um sucessor — o que ficou sob responsabilidade de seu sucessor, Donald Trump.
No entanto, esse entendimento foi alterado pela liderança do Senado após a morte de Ginsburg, permitindo que Trump indicasse o novo membro da Suprema Corte mesmo em ano eleitoral.
Nos EUA, os juízes da Suprema Corte são nomeados de forma vitalícia. Com Barrett, a composição do órgão de cúpula do Judiciário americana passa a ser de seis conservadores e três progressistas.
A discussão sobre a nomeação de um justice às véspera do pleito presidencial fez algumas vozes do Partido Democrata cogitar da possibilidade de o número de cadeiras na Corte ser ampliado por Joe Biden, caso o candidato chegue à presidência.
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