Omissão de dados de Flávio Bolsonaro é condenável, diz ministro

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio classificou de "condenável" a atitude de um cartório de omitir dados da compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília pelo senador Flávio Bolsonaro. A declaração foi dada neste sábado (6/3) em entrevista ao Estadão.

Nelson Jr./STF

STFOmissão de dados de Flávio Bolsonaro por cartório é condenável, diz Marco Aurélio

"É tudo muito ruim em termos de avanço cultural. A boa política pagou um preço incrível, abandonando a transparência e a publicidade. Algo condenável a todos os títulos", afirmou o ministro. Conforme reportagem do próprio Estadão, o cartório omitiu informações da escritura pública do imóvel, tais como CPF e CNPJ das partes envolvidas no negócio.

Marco Aurélio citou o artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece que atos administrativos, como no caso o ato do cartório, são públicos, "visando ao acompanhamento pelos contribuintes e a busca de fiscalização que deságue na eficiência". "É incompreensível a omissão. E por quê? Por que omitir? Há alguma coisa realmente que motiva esse ato, porque nada surge sem uma causa", completou.

O ministro também questionou a escolha de Flávio Bolsonaro por um cartório em Brazlândia, cidade-satélite localizada a cerca de 45km da região central de Brasília: "É estranho que não se tenha feito a escritura em um cartório de notas aqui do centro, ou seja, de Brasília propriamente dita."

O titular do cartório de Brazlândia, Allan Guerra Nunes disse ao Estadão que os dados foram omitidos para proteger os envolvidos no negócio. "Flávio não me pediu nada. Quem decidiu colocar a tarja fui eu", afirmou.

Patricia Ribeiro Imóveis disse:
06 de março de 2021 às 19:29

"Flávio não me pediu nada."

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
06 de março de 2021 às 20:58

Diz o texto: "O ministro também questionou a escolha de Flávio Bolsonaro por um cartório em Brazlândia, cidade-satélite localizada a cerca de 45km da região central de Brasília: "É estranho que não se tenha feito a escritura em um cartório de notas aqui do centro, ou seja, de Brasília propriamente dita."
O titular do cartório de Brazlândia, Allan Guerra Nunes disse ao Estadão que os dados foram omitidos para proteger os envolvidos no negócio. "Flávio não me pediu nada. Quem decidiu colocar a tarja fui eu", afirmou".

Realmente, a sociedade assiste estupefata "venenosas transações".

Proofreader disse:
07 de março de 2021 às 07:47

Mas o gado continua manso.

Ah, mas se fosse o filho do Lula... rss

joaovitormatiola disse:
07 de março de 2021 às 10:02

Se falasse pro Augusto Nunes que isso era o filho do Lula, ele teria ficado 4 programas inteiros xingando.

MACACO & PAPAGAIO disse:
08 de março de 2021 às 04:24

AQUI NA CONJUR TEM PITAQUEIRO PROFISSIONAL QUE NÃO CANSA DE SER REPETITIVO.
BALCONISTA COM PARÁFRASES, IGNORANTE AMADOR QUE NUNCA LEU.
Ninguém será preso senão em flagrante delito ou privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da pena criminal.
MAS TEM TEMPO PARA SE ASSUSTAR E TER UMA LÍNGUINHA VENENOSA.
QUE PAÍS RIDÍCULO.

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2021 às 07:54

O importante é não ter corrupto de estimação, não é? Mesmo que as quantias envolvidas (rachadinha é troco de padaria comparada com petrolão e outros esquemas) sejam de outra ordem de grandeza.

Afonso de Souza disse:
08 de março de 2021 às 19:38

"QUE PAÍS RIDÍCULO"

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