A divulgação do ranking das melhores universidades da Times Higher Education (THE), na semana passada, trouxe uma informação surpreendente e outra previsível, no que toca ao Brasil. A novidade foi o ingresso da Uninove nesse seleto clube. A outra notícia foi a queda no ranking de seis das universidades públicas do país.

O World University Ranking 2022 da THE reconheceu os resultados das escolas que avançaram no estudo do coronavírus, como a Oxford e escolas chinesas. A USP manteve a posição do ano passado. Das nove estreantes no ranking — que agrupa as classificadas em blocos de cem escolas, que compartilham o patamar —, sete são públicas.
O avanço das escolas privadas sobre postos antes exclusivos da escola pública, no mundo do Direito, tornou-se perceptível, nos últimos anos, com a aprovação de seus alunos em concursos públicos da magistratura, do Ministério Público e demais carreiras jurídicas. Acentuou-se com a chegada de ministros ao Supremo Tribunal Federal, aos tribunais superiores e a cargos de destaques nas áreas pública e privada.
O movimento que antecede o ingresso da Uninove nesse estrelato tem explicações óbvias e raízes nem tão visíveis. O óbvio é o desmantelamento do serviço público, acentuado por políticas modernosas, greves sistemáticas e "empoderamentos" de interesses diversos do ensino.
Enquanto isso, as privadas passam a preencher o vácuo deixado. Com o budget necessário, contrataram os melhores professores que o dinheiro pode pagar, além de oferecer todos os recursos tecnológicos, longe de corporativismos sindicais e suas greves.
Por si só, o contraste já serviria para passar a escola pública para trás. Só não aconteceu por um fator sociológico: enquanto os clientes da escola pública seguiram sendo os melhores estudantes, formados nas melhores escolas particulares, a freguesia das privadas eram os egressos das escolas públicas, trabalhadores ou filhos de trabalhadores que batiam ponto de dia para estudar à noite.
A mudança veio com a agudização dos problemas públicos, de um lado, e a consolidação das universidades privadas como ilhas de excelência e de tecnologia de ponta, de outro. Hoje, escolas como a Uninove têm ministros e desembargadores não só como professores, mas como alunos no mestrado e no doutorado.
O ranking da THE, revista especializada e reputada, é revelador pelos que nele estão e pelos que não entraram. O reitor da Universidade Nove de Julho, Eduardo Storópoli, "estudou o enigma e foi buscar na academia e no mercado quem tem conteúdo para transmitir, um dream team", diz um dos coordenadores científicos chamados, o professor Ricardo Sayeg, membro do Conselho Superior da Capes e diretor do Mestrado e Doutorado da Uninove — que continuou o trabalho do antecessor, André Lemos, ao lado de Rodrigo e Fernando Capez e José Carlos Blat, entre outros. "Estamos honrados com o reconhecimento", afirmou Sayeg.
Storópoli, engenheiro formado também em Pedagogia, planejou e executou um projeto ousado. Tem hoje 180 mil alunos, 16 mil deles fazendo Direito, com nove doutorados e 12 mestrados, o que desconcerta a intelligentsia e irrita a concorrência.
Entrei no ranking para ver onde está a aclamada UNINOVE. Tive que passar por muita universidade pública pra chegar lá.
+ de 50 federais e estaduais na frente.
Até as federais com recursos e orçamentos minúsculos com mais excelência. Além de que esses recursos vem caindo ano a ano, hã.
Sem contar os subsídios públicos que as privadas têm que nem precisamos falar do FIES e PROUNI que é o contribuinte custeando as privadas.
Além de "passar pra juiz" quanto de pesquisa e extensão as privadas colaboram para o meio?
Pois é. Só faltou ter um "patrocinado" no artigo, pq panfletário é.
Ranking.
201 – USP
401 – UNICAMP
601 – 800: UFRGS, UFMG, UFS
801 – 1000:UFSC, UNIFESP, UNIFOR, PUC-Rio, PUCRS,
1001-1200: UnB, Unesp, UFABC, Federal de Pelotas, UFRJ, UFSC, PUC PR,
1200+: Universidade Cx do Sul, Estadual do Ceará, UERJ, UESC, UEM, Unioeste, UFBA, UFC, UFCSPA, UFTM, UFES, UFG, UFGD, UFitajubá, UFJF, UFL, UFMA, UFMS, UFOP, UFPará, UFPR, UFPE, UFPI, UFRN, Federal Rural Pernambuco, UF Semi-Arido, UFSM, UFTO, UFuberlândia, UF Vales do Jequtinhonha e Mucuri, UF Viçosa, UFF, UEL, Mackenzie, UNINOVE
A UNINOVE é dez.
Possivelmente, matéria paga.
as faculdades privadas devem se esforçar para chamar alunos que consigam pagar a mensalidade sem auxílio do estado.
O golpe tá aí, cai quem quer, já dizia Rui Barbosa.
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