O diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes de Brasília e ex-secretário de Comunicação do Supremo Tribunal Federal Sérgio Amaral morreu nesta quarta-feira (7/12), aos 66 anos. Ele lutava contra um câncer havia cinco anos.

Amaral era graduado em Relações Públicas e Jornalismo e pós-graduado em Administração e Marketing. Ele iniciou a carreira em jornais de seu estado natal, Minas Gerais, inicialmente na editoria de esportes.
O jornalista passou pela rádio e depois foi para a televisão, tendo atuado também como locutor de jogos de basquete.
Em 1985, foi para Brasília trabalhar como repórter de política na TV Manchete, tendo passado também por SBT, Record e assessorias de imprensa. Em 2004, assumiu a Comunicação do STF. Amaral chegou à Bandeirantes em 2011 e lá foi diretor de jornalismo, apresentador e comentarista de política.
O diretor de jornalismo da Rádio Band News FM Brasília, Rodrigo Orengo, destacou nesta manhã que Amaral participou da cobertura do fim do ciclo militar, da redemocratização, da Constituinte de 1988, de todos os planos econômicos até o Real, do impeachment de Fernando Collor e de todas as eleições.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, lamentou a perda do jornalista: "Um excelente profissional. Como jornalista e secretário de Comunicação do STF, exerceu suas funções com muita correção. Deixa uma legião de amigos, inclusive no Judiciário".
"Recebi, com grande tristeza, a notícia do falecimento do jornalista Sérgio Amaral, diretor de jornalismo da TV Band em Brasília. Ao longo de sua carreira na Capital, iniciada em meados da década de 1980, construiu uma trajetória marcada pela seriedade e pela competência, enquanto conquistava a legião de amigos que hoje sentem profundamente a sua prematura partida. Além da atuação no jornalismo, esteve à frente da Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal de 2004 a 2006, na gestão do ministro Nelson Jobim, onde também deixou sua marca de profissionalismo e fez muitos amigos. Sérgio Amaral fez parte, com suas reportagens, do registro histórico de um rico período da vida brasileira, da redemocratização do país, e fará muita falta neste momento em que o Brasil mais precisa contar com o jornalismo profissional como instância de defesa da verdade factual e de combate à desinformação. Meus sentimentos à família, aos amigos e à equipe de jornalismo da Band, que perde um líder e uma referência de compromisso com a verdade e com a qualidade da informação", disse o ministro Dias Toffoli, do Supremo.
Renato Parente, que atuou como secretário de Comunicação Social do STF nas gestões de Marco Aurélio, Maurício Corrêa e Gilmar Mendes, foi o antecessor de Amaral no cargo e lamentou a morte do colega.
"Ele teve um papel importantíssimo na presidência do ministro (Nelson) Jobim para implantar o Conselho Nacional de Justiça, ajudando a superar incompreensões e a quebrar as resistências da opinião pública e da magistratura ao CNJ. Perdemos um profissional que marcou a história do jornalismo de Brasília com sua competência e amabilidade."
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