Ao declarar falta de interesse em participar como assistente de acusação em uma ação penal envolvendo o advogado José Roberto Cortez, o São Paulo Futebol Clube reconheceu a legitimidade dos honorários recebidos pelo profissional. A associação desportiva pediu apenas para figurar como amicus curiae no processo.

Um dos temas da denúncia do Ministério Público é a suposta prática de furto dos honorários por parte de Cortez. O advogado teria subtraído os valores do clube por meio de fraude e abuso de confiança, e em seguida promovido lavagem de dinheiro.
Na petição enviada a Juízo, o clube do Morumbi, representado pelo advogado Luís Carlos Dias Torres, informa que os honorários pagos a Cortez se referem a uma contratação legítima e correta, já reconhecida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em outra ação, a agremiação havia solicitado a devolução de uma parte dos honorários de êxito, por entender que o êxito não teria ocorrido. Cortez contestou o pedido e o TJ-SP determinou o pagamento do restante dos honorários em aberto, o que foi cumprido pelo São Paulo em 2020.
Ou seja, os valores teriam sido entregues pelo tricolor paulista ao escritório de Cortez em razão de uma relação contratual validada pela Justiça. "Afirmar que o valor correspondente a esses honorários foi furtado do clube parece inapropriado", diz Torres no documento.
A manifestação do SPFC vem em resposta a despacho publicado em outubro do último ano pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista. O processo corre em segredo de Justiça.
Clique aqui para ler a petição
0028805-75.2021.8.26.0050
Seja o primeiro a comentar.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login