CNJ fará audiência pública por padronização dos sites dos tribunais

Diversos serviços prestados pelo Poder Judiciário são similares em todo o país, como fazer pesquisa para acompanhar um processo judicial, obter informações sobre o plantão judiciário e acessar o Diário da Justiça e dados de transparência, por exemplo. Mas, quando uma pessoa vai procurá-los nos portais dos tribunais, ela encontra as informações em lugares diferentes e, em algumas situações, até com outro nome.

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123RFPadrão mínimo para portais do Judiciário será debatido em audiência pública

Para promover uma padronização mínima para a apresentação de informações institucionais na internet, o Comitê de Comunicação Social do Poder Judiciário promove no próximo dia 25, às 14h30, audiência pública para debater diretrizes para a facilitação de acesso aos portais dos tribunais. O evento terá transmissão pelo canal do CNJ no YouTube.

De acordo com a conselheira e presidente da comissão do Conselho Nacional de Justiça, Tânia Regina Silva Reckziegel, "o foco dos debates tem como prioridade a facilitação do acesso pelo público externo sem desrespeitar a autonomia e singularidade dos tribunais".

Órgãos e entidades interessadas em participar da audiência pública devem fazer a inscrição até quinta-feira (20/1) pelo e-mail audienciapublica2501@cnj.jus.br. A manifestação de interesse deve trazer a indicação expressa do nome da pessoa representante e o assunto a ser tratado. Solicitações sobre temas não pertinentes à pauta em debate serão automaticamente excluídas.

O encontro terá a participação de representantes de tribunais, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil e das defensorias públicas, que vão apresentar suas dificuldades e propostas de melhoria. A meta é aprimorar os portais, com navegação mais intuitiva, elevando a usabilidade.

"O intuito é que um usuário habituado a utilizar o portal de um determinado tribunal encontre a mesma facilidade de navegação quando acessar o site de outro tribunal", afirma Tânia Reckziegel.

A conselheira do CNJ explica que a utilização de siglas, recurso comum em todo o Judiciário, também está sendo avaliada. "O problema é que o significado dessas siglas varia entre os tribunais, criando barreiras para obtenção da informação que se pretende alcançar. Ao estabelecer uma relação de siglas padronizadas, estaremos facilitando a pesquisa dos usuários".

A partir das sugestões colhidas na audiência pública, o Comitê de Comunicação vai elaborar a minuta com recomendações para ser avaliada pelo Plenário do CNJ. Entre as diretrizes do trabalho, estão a garantia da liberdade dos tribunais, a harmonia da comunicação com respeito a um padrão mínimo de apresentação das informações e a desburocratização do acesso ao Judiciário. Com informações da assessoria de imprensa do CNJ.

Rafael Calegari disse:
19 de janeiro de 2022 às 18:00

Acredito que o CNJ deva fazer com que as informações sobre os pedidos de participação na audiência pública cheguem até onde se encontram os estudiosos da Biblioteconomia, que é o ramo do conhecimento hábil a pôr ordem no galinheiro em matéria de categorização e organização do conhecimento e da informação. O princípio da publicidade autoriza a adoção de meios robustos para trazer pessoas das áreas pertinentes para audiências públicas.

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