Tribunais do país estão avançando em IA, afirma pesquisador da FGV

Uma pesquisa do Centro de Inovação da FGV encontrou 64 iniciativas de inteligência artifical no Judiciário brasileiro, mais de 40 delas iniciadas nos últimos dois anos. A maioria foca em atividades de automação operacionais e administrativas dos tribunais, como triagem e andamento dos processos e outras formas de suporte aos magistrados.

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José Leovigildo Coelho, pesquisador
do Centro de Inovação da FGVTV ConJur

A pesquisa também identificou que a maioria desses projetos foi criada pelos próprios servidores dos tribunais. Ou seja, há um desenvolvimento interno de tecnologia para questões práticas que facilita o fluxo de entrada e saída dos processos e auxilia na tomada de decisões.

José Leovigildo Coelho, pesquisador do Centro de Inovação da FGV, apresentou tais resultados em entrevista à ConJur. Na última semana, ele esteve em Portugal para participar do X Fórum Jurídico de Lisboa, organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

Segundo Coelho, o Judiciário brasileiro tem um desafio computacional muito grande, pois as informações são desestruturadas. Cada Tribunal de Justiça, por exemplo, possui um sistema próprio e o armazenamento, o processamento e a unificação dos dados são completamente diferentes. "Mas a boa notícia é que o processo está em curso, foi iniciado", ressaltou o pesquisador.

O X Fórum Jurídico de Lisboa contou com o apoio da FGV Conhecimento, do Instituto Brasileiro da Insolvência (Ibajud), do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE) e do escritório Décio Freire Advogados.

Clique aqui para assistir à entrevista ou veja abaixo:

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