Pode ser uma pergunta retórica, mas será que sabemos o porquê de junho ser o mês do orgulho LGBTQIAP+?
Desde junho de 1969, com a tomada das ruas de Nova York a partir das revoltas no Stonewall Inn, o mês se tornou marco histórico no mundo ocidental e, já no ano seguinte, mesmo após as atrocidades policiais do ano anterior, uma linda marcha passou a colorir aquele e vários outros países ocidentais.
Mas, para além das cores que destacam as bandeiras da luta LGBTQIAP+, há um longo caminho de proteção e concretização de direitos, no Brasil e no mundo.
Em 1966, a ONU aprovou um Pacto de Direitos Civis e Políticos, no qual determina que “a lei deverá proibir qualquer forma de discriminação e garantir a todas as pessoas proteção igual e eficaz contra qualquer discriminação” (artigo 26).
No Brasil, a Constituição (1988) salvaguarda a dignidade da pessoa humana como fundamento da República, cujos objetivos, dentre outros, são "construir uma sociedade livre, justa e solidária" e promover o bem de todos, sem quaisquer formas de discriminação (artigo 3º, incisos I e IV).
Todavia, a realidade, no contexto global e local, depende de muita luta para efetivação dessas conquistas, ainda frágeis diante da discriminação e violência de que é vítima a população LGBTQIAP+ em todo planeta.
De acordo com o secretário-geral da ONU, António Guterres, em 2021 69 países continuavam criminalizando as relações entre pessoas do mesmo sexo ou a variação na forma de expressão de gênero. Em parte deles a pena é de morte.
No Brasil, não há criminalização formal, mas as estatísticas são fartas em matéria de violência à população LGBTQIA+. E mesmo esses dados alarmantes são subnotificados, pois, na ausência de estatísticas governamentais, utilizam-se informações disponíveis na mídia.
Os números crescem exponencialmente. Há 13 anos o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo. De acordo com o relatório de 2021 da Transgender Europe, responsável pelo monitoramento global de dados dessa natureza, 70% dos assassinatos ocorreu nas Américas do Sul e Central, sendo 33% no Brasil. As mortes violentas das pessoas LGBTQIAP+ seguem em ascensão. O dossiê Mortes e Violências Contra LGBTI+ de 2021 aponta crescimento de 33,3% em comparação ao ano anterior.
Nesse cenário, o colorido do Poder Judiciário tem sido indispensável na efetiva tutela de isonomia e segurança à população LGBTQIAP+. Dentre as decisões que promoveram proteção, em junho de 2019, o STF reabasteceu a luta: criminalizou homofobia e transfobia, equiparando a conduta ao racismo, até que uma norma específica seja editada pelo Legislativo.
20 de junho de 2022. O STF, em parceria com a Anamatra, literalmente se ilumina das cores do orgulho e abastece as muitas lutas que ainda virão na democracia brasileira em matéria de proteção à comunidade LGBTQIAP+.
As tentativas de esvaziar decisões do STF neste quesito continuam. Recente proposta de emenda constitucional objetiva revogar decisões não unânimes do STF, entre as quais a que autorizou o casamento de pessoas LGBTQIAP+, a que reconheceu o direito à mudança de gênero e de nome de pessoas trans em cartório e a que equiparou homofobia e transfobia ao crime de racismo.
É por tudo isso que dizer "orgulho de quê?" é colorir essa paleta viva da luta incansável por existir. Estamos juntes numa jornada cheia de energia e alegria, muitas vezes com lágrima e suor, mas sempre sendo quem somos, não aceitando estar à margem da sociedade como lugar de contenção.
Quando nos apresentam medo e acreditam que a vergonha será nosso véu, desfilamos as cores vivas dos nossos amores de uma luta diária, não resumida ao dia do orgulho, 28 de junho, tampouco ao mês inteiro. Estamos neste devir todos os dias das nossas vidas, existindo e tendo orgulho de sermos quem somos!
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022 publicou que mais de 93% das mortes por crimes violentos atingem os homens.
Então, por favor, sem sensacionalismos juristocratas e pseudoacadêmicos, por que não escrevem sobre o Provimento CNJ 73/2018 e esclareçam também se o trans terá direito a se aposentar 5 anos antes dos homens?
Ser homem não é uma boa ideia, não é mesmo!
O Brasil realmente se tornou refém das insanidades. Independente de qualquer natureza jurídica na defesa dos direitos difusos, inadmissível a redação de termos que assassinam a língua portuguesa, num site como ConJur a utilização de palavras como "Todes" ao invés de "Todos". Que doutrinação macabra é esta, que na sutileza na elaboração de textos, se comete o inadmissível estupro da língua portuguesa? Fica meu protesto contra o assassinato da "Redação e Expressão".
Perceba também que a autora é "membra" de associações e comissões da turminha...
Pconcordo pinteiramente pcom po ptexto (língua do p) Mas ainda há outras situações que devem ser reconhecidas pela sociedade e pela lei. O chamado Trisal. União familiar entre 3 pessoas ou mais. Pode ser 3 homens, 3 mulheres, 2 mulheres e 1 homem (sortudo) ou 2 homens e 1 mulher. Situação que já existe e de vez em quando aparece em reportagens jornalísticas. Deve-se assegurar os direitos legais dos envolvidos, no caso de herança, previdência e uso dos nomes. Todos os integrantes do Trisal poderiam usar múltiplos nomes. Entende-se ser possível, visto direitos humanos e direitos fundamentais. Ptodos ptem pdireito pde pserem pfeliz.
Há outro grupo que também precisa de reconhecimento social daquilo que acreditam ser. Um deles disse que e alienígena. Jura que nao nasceu na terra. Mas tem forma humana. Outro diz que é um anjo. Perguntei das asas e me disse que isto e simbólico. E o último que disse ser um vampiro. Mandou implantar caninos lixar os dentes e pintar a esclerotica dos olhos. Vai fazer uma cirurgia para dividir em 2 a ponta da lingua. Vive fazendo exames de sangue para tentar provar que nao é normal. Depois que o resultado do exame sai fica frustrado. Além do que, aonde vai chama atencao e vira motivo de deboche o que o deixa mais infeliz e deprimido. Um dia desses foi participar de uma seleção para um emprego no hotel. De cara foi descartado. O selecionador disse para ele procurar emprego no circo ou no cinema trash americano. Foi a uma churrascaria e pediu um filé cru. Foi convidado a se retirar. Interessante que
eles acreditam nisto. Se o que importa e no que se acredita que se é, como nos casos de gênero, será que é possível mudar a certidão de nascimento deles com as respectivas alteracoes ? Teremos que pensar em algum conjunto de direitos, tipo estatuto dos humanos alternativos, para atender a este pessoal e assim serem reconhecidos socialmente e possam atingir a tão almejada felicidade. Também se deve criar algum dispositivo na lei que puna discriminação contra os mesmos. Sem este estatuto criaria se um paradoxo. O sujeito vai acionar a justica (CF) para mudar de espécie, tipo morcego ou tigre. E depois perderá os direitos humanos, visto que a maioria dos direitos na CF se aplica a humanos. Quem sabe possamos criar uma sigla para eles do tipo SHHA - Seres hibridos humanos alternativos. E hora da justica se abrir a esse pessoal que precisa ser feliz e respeito.
Também deve-se proibir os psicólogos de ministrarem terapias de cura. Já imaginou o camarada se reconhecer novamente humano, após ter feito um monte de cururgias irreversíveis ? Também há a situação de alguns Cosplay. Seriam muito felizes se pudessem ser reconhecidos legalmente e socialmente como seus personagens, seus heróis. No caso deles adentrariamos ao direito autoral dos criadores destes heróis. Pintendeu !!
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