Senado quer ouvir redes de fast food sobre propaganda enganosa

A Comissão de Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado aprovou requerimento do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) para a realização de audiência pública com o objetivo de debater os recentes casos de venda de "hambúrguer de picanha" (McDonald's) e "hambúrguer de costela" (Burger King) que, na realidade, não contêm esses ingredientes.

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Os falsos hambúrgueres de picanha e
costela causaram controvérsia no Brasil
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O REQ 15/2022 foi aprovado simbolicamente e recebeu apoio do presidente da CTFC, senador Reguffe (União-DF), e dos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos do Val (Podemos-ES). Reguffe avaliou que se trata de "um total abuso por parte dessas redes de fast food".

Nelsinho Trad afirmou que os casos de "hambúrguer fake" estão "enganando a população brasileira". Ele disse que os senadores vão ouvir os denunciantes e as empresas acusadas.

"Anunciar um produto de hambúrguer com picanha e costela e falar que nesses hambúrgueres só tem o cheiro da picanha ou da costela, isso é brincadeira com a população brasileira! Nós não podemos aceitar isso. Tem que ser esclarecido, tem que ser colocado em pratos limpos. Aqueles que induziram a um equívoco dessa natureza precisam ser responsabilizados", afirmou Nelsinho Trad.

Serão convidados para a audiência pública representantes do Procon, do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), das empresas Burger King e McDonald's, do blog Comer com os Olhos e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Veículos de comunicação têm noticiado graves acusações de publicidades enganosas promovidas pelas redes de fast food McDonald 's e Burger King. Trata-se da comercialização de sanduíches que levam no nome cortes de carnes nobres, como picanha e costela, mas que não passaria de aroma do molho, segundo consta nas denúncias. O caso foi denunciado ao Procon, que já obrigou a retirada dos sanduíches da comercialização. A forma como foi concluída a campanha publicitária do sanduíche induz ao entendimento de um produto com características diferentes daquele que tem sido entregue. Induzir o consumidor a erro se caracteriza como publicidade enganosa. Precisamos debater esse caso e chamar as empresas denunciadas para que se defendam", disse o senador requerente.

Eduardo Girão classificou esses episódios como "gravíssimos" e disse que muitas pessoas devem ter sido induzidas ao erro. "Será que em outro país ocorreria isso? A gente precisa respeitar essas empresas, são bem-vindas, geram muitos empregos para o Brasil, impostos. Mas precisa ter um limite", avaliou. Com informações da Agência Senado.

Denis Soares Acioli disse:
05 de maio de 2022 às 09:54

É lamentável que a mais alta casa do legislativo a
gora se volte para assumir a função do Procon.
Daqui a pouco irão as praias conferir os biscoitos
de goma e sucos. Na crise institucional que passamos onde o judiciário que assumir as rédeas da nação incinerando a constituição e estas casas ficam de cócoras, resolveram fazer lanches em redes de fast-food. É deplorável.

CELSO BRISOTTI disse:
05 de maio de 2022 às 11:30

Isso é falta do que fazer. Estamos em ano de eleição e para aparecerem na mídia vale tudo.
Tem coisa muito mais importante pra fazerem, como defender a imunidade parlamentar, mas preferiram fritar o Daniel e agora estão com um mico nas mãos. O próximo será o Kajuru, que está sendo fritado pelo STF. A omissão do Pacheco sobre os pedidos de impeachment, engavetados, é prevaricação, mas não fazem não têm coragem de tomar providências. O Davi engavetou a sabatina do Ministro nomeado e Pachecão assistiu de camarote a truculência daquele. Mais um ato de prevaricação de ambos.
Deviam era fiscalizar as lagostas e os vinhos premiados que consomem na Suprema Corte! Isso sim tem que ser fiscalizado, pois é dinheiro do povo pra saciar os prazeres dos ilustres.

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