Um grupo de advogadas de todas as regiões do Brasil reuniu-se nesta semana, em Brasília, com parlamentares para levar adiante a campanha em busca da paridade de gênero no quinto constitucional. O objetivo é que todas as listas sêxtuplas da advocacia para os tribunais tenha 50% de mulheres.

ao Tribunal Superior Eleitoral
Reprodução
No Senado Federal, as representantes do movimento Paridade no Quinto Constitucional se encontraram com as senadoras Daniella Ribeiro, Eliziane Gama, Leila, Mailza Gome, Nilda Gondim e Soraya Thronicke, que se comprometeram a apoiar o projeto de lei para a alteração no quinto constitucional. A senadora Thronicke, que é advogada, apresentou a PEC 06/2022, que altera o artigo 94 da CF/88 para que, a cada duas listas sêxtuplas, uma seja composta exclusivamente por mulheres.
Na Câmara, as advogadas conversaram com as deputadas Celina Leão, Margarete Coelho e Tereza Nelma. Além disso, elas também visitaram o Tribunal Superior Eleitoral.
"Estamos muito felizes, protocolamos nosso requerimento no Conselho Federal e realizamos visitas aos três poderes, onde a receptividade foi excelente. Recebemos o apoio da bancada feminina do Senado e da Câmara", disse a coordenadora nacional do movimento, Ecalir Nantes.
"Foram dois dias de agenda cheia e intensa, mas absolutamente proveitosos. Conseguimos reunir mulheres do Brasil inteiro e garantir que fossemos ouvidas por atores importantes, e nossa demanda foi muito bem acolhida. Vamos trabalhar para que esses encontros se transformem em ações", afirmou uma das coordenadoras do movimento em Brasília, Thais Riedel.
Na segunda-feira (14/3), o movimento Paridade no Quinto Constitucional foi lançado com uma manifestação em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil, contando com 60 advogadas, representantes de 26 entidades. Elas protocolaram na Ordem o pedido para que as listas sêxtuplas sejam paritárias.
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