Justiça do Rio aceita denúncia e ordena prisão de Gabriel Monteiro

A 34ª Vara Criminal do Rio de Janeiro aceitou denúncia e decretou a prisão preventiva do ex-vereador e youtuber Gabriel Monteiro (PL). Ele se entregou à polícia nesta segunda-feira (7/11). O processo corre em segredo de Justiça.

Fernando Frazão/Agência Brasil

Gabriel Monteiro teve seu mandato de vereador cassado no mês de agosto
Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério Público denunciou Monteiro por estupro. De acordo com a promotoria, o ex-vereador conheceu uma mulher em uma boate na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e, após os dois se beijarem e trocarem carícias no local, foram para a casa de um amigo de Monteiro no bairro vizinho do Joá. Gabriel Monteiro levou a mulher para um quarto e, na sequência, ela tentou deixar o ambiente, mas o ex-vereador trancou a porta, retirou uma arma da cintura e com ela acariciou o rosto da mulher, segundo o MP-RJ.

"O denunciado (Gabriel Monteiro) a empurrou de forma violenta sobre a cama e começou a ter relação sexual de forma violenta, sem preservativo, mesmo após os apelos da vítima para que não mantivessem relações sem camisinha", afirma a denúncia, de acordo com o jornal O Globo.

Durante a relação sexual, segundo a promotoria, a mulher levou diversos tapas no rosto, enquanto era obrigada a responder perguntas de Monteiro. Em determinado momento, o ex-vereador questionou se ela também manteria relações sexuais com um dos seguranças. Ela levou tapas ao responder que sim e que não. O youtuber ainda tentou filmar a relação sexual, mas o celular estava descarregado, segundo o MP-RJ.

Além disso, a vítima relatou ter contraído HPV, uma infecção sexualmente transmissível.

O MP-RJ afirma que o estupro ocorreu na madrugada de 15 de julho, quando Monteiro ainda era vereador, mas já respondia a processo no Conselho de Ética da Câmara Municipal.

O Legislativo carioca cassou Gabriel Monteiro em agosto. Os parlamentares entenderam que ele faltou com o decoro e a ética em razão das denúncias de estupro, assédio sexual e assédio moral, além do uso do cargo para alavancar seu canal no YouTube.

Posteriormente, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu que Monteiro não poderia concorrer ao cargo de deputado federal por ter sido declarado inelegível por oito anos.

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